As 110 montanhas de 6000 nos Andes - AltaMontanha.com - Portal de Montanhismo, Escalada e Aventuras
Pesquisa

As 110 montanhas de 6000 nos Andes


Categoria: Cartografia e Orientação

Leia a extensa pesquisa que Maximo Kausch fez para estabelecer uma lista definitiva de todos os 6000 dos Andes. A idéia deste artigo não é revolucionar a medição da altitudes das montanhas de 6000m andinas. Aqui simplesmente queremos comparar as altitudes existentes com os últimos dados satelitais disponíveis. Como não dispomos de informações 100% confiáveis (nem mesmo os dados satelitais), vamos abordar a maioria de opiniões disponíveis em mapas ou internet e discutir se as evidências apóiam ou não a altitude normalmente aceita de todas as montanhas de 6000m dos Andes.

Por Maximo Kausch:

Lembro que uma vez participei de uma discussão de montanhistas europeus a respeito da altitude do Matterhorn. Um suíço afirmava que o Matterhorn tinha 4478m enquanto um italiano jurava que ele tinha 4477m... Eu pensava comigo mesmo: "Tem montanhas nos Andes que nem nome tem!"

Isso me motivou muito a escrever este artigo e tentar pelo menos levantar algumas questões sobre algumas medições que chegam a ser absurdas. Os dados aqui contidos vêm sendo coletados desde 2008 e foram um dos ponta pés iniciais para a criação do Rumos.net.br, um portal virtual de pontos e trilhas de GPS, que hoje é referência no ramo.

Durante a minha pesquisa sobre altitudes e toponímias dos Andes, encontrei verdadeiras "pérolas" e me decepcionei muito ao ver que muitas altitudes oficiais são de levantamentos feitos há mais de 50 anos.

Um exemplo que não posso deixar de citar é o IGM argentino (Instituto Geográfico Militar) que ainda usa altitudes equivocadas a partir de dados obtidos há mais de 50 anos, onde foram utilizados métodos tradicionais de topografia.

Além dos problemas com altitudes, existem diversos problemas com toponímias. O Alto San Juan por exemplo, é também chamado de Cerro Alto, Mesón San Juan ou Bravand. Neste caso a confusão veio de montanhas que são diferentes, porém muito próximas (com exceção do Alto e Mesón San Juan que são a mesma montanha).

Em outro caso encontrei o Callangate (13°43´52.89"S 71°9´35.85"W) na Cordillera Vilcanota no Peru. Esta montanha também é chamada de Chumpe, Collpa Ananta ou Chimboya!

Metodologia

O principal problema que tive para determinar a lista de 110 montanhas de 6000, foi definir o que é uma montanha. Esta é uma questão muito polêmica e é discutia há anos. Para determinar a lista porém, necessitamos critérios convincentes, foi aí que recorri à UIAA (Union Internationale des Associations d´Alpinisme). A UIAA representa milhões de montanhistas e escaladores no mundo todo, tendo 76 países como membros. Esta discute e regulamenta assuntos referentes à escalada.

Segundo um boletim publicado em 1994, onde a UIAA definiu uma lista de todos os cumes de 4000m dos Alpes, os critérios usados foram: 1-topográfico, 2-morfológico e 3-montanhístico (http://www.hikr.org/files/40196.pdf, página 14).

No primeiro e principal critério, a UIAA especifica que um cume deve ter uma proeminência de mais de 30 metros e uma montanha uma proeminência de mais de 300m.

O critério morfológico usa informações acerca do relevo, geologia, geomorfologia e informações sobre a genética da montanha (como ela se formou e evoluiu). O principal problema que encontrei sobre este critério foi que quase não existem estudos direcionados sobre a grande maioria dos casos, e nestes a única informação disponível é a interpretação visual de imagens satelitais.

O último critério aborda a importância de um cume para a comunidade local de montanhistas e seria um ótimo critério para escolher as montanhas de 6000m caso os 2 primeiros critérios falhassem. Nos Andes porém, temos 2 problemas: dezenas de verdadeiras "Mecas" de escalada nos Andes são pouquíssimo conhecidas. Mais importante do que isso, não existem suficientes montanhistas nestes locais, o que nos faz praticamente esquecer deste último critério usado pela UIAA.

Na nossa lista portanto, usamos a proeminência topográfica como principal critério. Esta na verdade definiu 109 de 110 casos.

No caso de proeminências menores que 300m, vamos analisar cada caso separadamente e usar argumentos geológicos, distância à outros cumes e/ou outros dados disponíveis.

Entendendo a proeminência topográfica

A determinação da proeminência num maciço com vários cume é bem simples. No cume mais alto do maciço (c.) a altitude dos colos é ignorada pois sua proeminência é medida desde a base do maciço. Nos cumes secundários (a.) a proeminência é medida do ponto mais alto de um colo existente entre o cume mais alto e o secundário. No caso de cumes múltiplos (b.) a proeminência é determinada pela diferença de altitude entre o ponto mais alto do colo entre a montanha em questão (a. ou c.). Nesta pesquisa a proeminência vai ser mencionada se for um dado relevante.

Obtenção de dados

A forma mais confiável de medir altitudes atualmente é usando um GPS Diferencial, que tem margem de erro de menos de um metro. No entanto, esta tecnologia é extremamente complicada e cara, além de precisarmos carregar um aparelho de vários quilos até um cume com mais de 6000m e ficarmos lá em cima até uma hora. Nos Andes, poucas montanhas já foram medidas com esse tipo de tecnologia. Obviamente isso se reserva ao cumes mais altos, pois ninguém está interessado em medir a altitude de cumes menores ou muito remotos.

Como exemplo dessas medições, posso citar o francês Phillipe Reuter, quem em 2007 mediu a altitude do Aconcágua, Ojos del Salado e Pissis (top 3 do continente). Reuter colocou em questão o sistema de geodésia para converter os dados de altitude elipsoidal (capturados pelo GPS) para altitude geodésica (baseada no nível do mar, que varia muito em diferentes partes do mundo). Usando um sistema de geodésia criado no Brasil e muito aceito por outros países no resto do continente, o SIRGAS, Reuter chegou a: 6963.58m para o Aconcágua, 6891.31m para o Ojos del Salado e 6792.532m para o Pissis. Os dados no entanto tem uma margem de erro que pode chegar há alguns metros segundo o francês. Muito tempo e dinheiro foram gastos nestas expedições. Agora imagine fazer isso em mais de 100 montanhas andinas.

Para fazer nossa lista portanto não podemos depender ou ter esperança em dados coletados por um DGPS. Deveremos então recorrer às medições feitas por satélites, que não chegam aos pés da precisão de um GPS, mas mediram o planeta todo e são acessíveis por qualquer um.

Para completar este artigo coletei vários dados disponíveis na internet e de institutos oficiais de cartografia de cada país. Estes variam imensamente e foi necessário compará-los com algo mais concreto. Para verificar a veracidade destes, usei principalmente dados que coletei da missão SRTM e ASTER da NASA.

Dados SRTM

Shuttle Radar Topography Mission foi uma missão espacial conduzida em 2000 pela NASA para fazer um modelo de elevação digital do planeta. Nesta missão, 2 radares modificados foram instalados no ônibus espacial Endeavour. Um radar foi adaptado na nave e outro foi instalado no final de um mastro de 60m. A missão durou 11 dias e coletou dados topográficos entre as latitudes 60 graus norte e 56 graus sul.

Os dados brutos sem tratamento podem ser baixados aqui. Os arquivos disponíveis estão divididos em "azulejos" de 1x1 grau. A cidade de São Paulo por exemplo, estará no arquivo S24W047.hgt.zip.

A resolução da banda usada na maior parte do mundo é de 3x3 segundos de arco (mais ou menos 90x90m no equador). Ao medir um cume é necessário que este tenha tido a sorte de cair dentro desta área, caso contrário uma falsa altitude será mostrada. Um cume afiado ou pequeno em área terá como destino eminente uma altitude menor do que um cume grande e redondo.

Outro fato que é importante em mencionar são os erros contidos nos dados SRTM originais, especialmente em áreas com acidentes topográficos. Estes geralmente aparecem como lacunas com altitude negativa ou como colunas com altitudes extremamente exageradas.

Para corrigir estes erros em modelos topográficos digitais, engenheiros cartógrafos preenchem as lacunas dados adquiridos com outras metodologias. Estes geralmente são obtidos através de sensoriamento remoto feito por aviões ou mesmo por métodos tradicionais, como levantamentos topográficos feitos com teodolitos.

Quando dados topográficos são inexistentes, as lacunas são preenchidas através de interpolarização da topografia ao redor da lacuna. Das 153 montanhas que tratamos neste artigo, apenas 4 foram preenchidas usando este método. Na nossa lista vamos especificar se os dados originais contém ou não lacunas e também especificaremos se os dados SRTM usados tiveram ou não correção.

Estas são imagens tridimensionais comparativas do maciço do Ancohuma e Illampu que gerei através de arquivos HGT originais (direita) e tratados (esquerda). Repare que na imagem da direita existem diversas lacunas na região do cume do maciço no centro (Ancohuma).

Dados ASTER

Além das informações SRTM, você vai notar que existem dados ASTER em 95% das montanhas da lista. Trata-se de outro modelo topográfico digital que foi gerado independentemente do SRTM. Dados ASTER (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer) foram obtidos através de 5 radares instalados no satélite Terra que foi lançado pela NASA em 1999. A missão foi um esforço conjunto do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) do Japão e da NASA. Nesta missão os dados foram coletados em vários anos e com resolução de entre 3 e 9 vezes melhor do que a SRTM (dependendo da área na Terra). Outra diferença é a área de cobertura desta missão: entre 83 graus de latitude norte e 83 graus de latitude sul. Em 2009, finalmente, o modelo topográfico digital ASTER foi liberado ao público e contribui muito preenchendo áreas que não tinham sido cobertas pelo SRTM.

Na teoria parece maravilhoso, porém na prática o modelo ASTER é bem diferente. Dados ASTER na teoria são de 1 arco segundo de resolução (mais ou menos 30x30m, contra 90x90m dos dados SRTM), mas na prática montanhas com cumes afiados, e outros detalhes que seriam melhorados com resolução de 30m, não foram melhorados. Acredita-se que os dados ASTER tenham entre 100 e 120m de resolução.

Além da resolução, existem inúmeras deformidades no modelo topográfico ASTER, principalmente em áreas de maior inclinação como montanhas. No Pico Agudo da Cotia no estado do Paraná por exemplo, encontramos uma deformidades com mais de 4000 metros de altitude! Infelizmente este cume não existe.

Nos cumes andinos, principalmente no Peru e Bolívia notei diversas crateras em regiões de muita inclinação. Deste modo, decidi usar dados ASTER como fonte comparativa aos dados SRTM.

Para obter as imagens, você precisa acessar o site da NASA, criar um usuário e seguir as instruções estritamente. Após selecionar e aprovar as imagens, você irá receber um acesso FTP por email. As imagens são em formato TIFF e fornecidas em "azulejos" de 1x1 graus. A área de cobertura em graus é fornecida no nome do arquivo: ASTGTM_S33W071_dem.TIF

A topografia do GoogleEarth

Longe de querer criticar esta ótima ferramenta gratuita do Google, quero advertir aos usuários para não confiar cegamente no modelo topográfico do programa. Como muitos outros, os dados topográficos do GoogleEarth também foram obtidos pela missão SRTM. Como foi mencionado acima, não podemos esquecer que a resolução da escala topográfica nos dados SRTM originais pode causar inacurácia na medição de acidentes topográficos.

Para chegar ao modelo 3D atual do GoogleEarth, estes dados passaram por diversas correções. Após as primeiras correções, os modelos continham diversas deformações vetoriais que tiveram que ser corrigidas. Trata-se de um plano vetorial de 3 coordenadas (latitude, longitude e altitude). Estas deformações foram arredondadas e adaptadas aos vetores mais próximos. Isso GERALMENTE faz a altitude de locais montanhosos parecer menor (mais ou menos 20m). Muitos usuários de GPS que projetam seus pontos (com 3 coordenadas) no Google Earth, reparam nesta margem de erro que geralmente é negativa.

Leia mais sobre mapeamento através do Google Earth

Agora vamos à lista, que é o que interessa:

Todos os 6000 dos Andes - Baixe aqui a versão KML para GoogleEarth

01 / Aconcagua / 6959 / -32.653333,-70.010833 / Argentina
02 / Ojos del Salado / 6893 / -27.109167,-68.540833 / Argentina/Chile
03 / Pissis / 6795 / -27.755000,-68.799167 / Argentina/Chile
04 / Bonete Chico / 6759 / -28.018333,-68.755833 / Argentina
05 / Tres Cruces Sul / 6748 / -27.098333,-68.778333 / Argentina/Chile
06 / Huascaran Sul / 6746 / -09.121667,-77.604167 / Peru
07 / Llullaillaco / 6739 / -24.720000,-68.536667 / Argentina/Chile
08 / Mercedario / 6720 / -31.979167,-70.112500 / Argentina/Chile
09 / Cazadero Grande / 6658 / -27.195833,-68.560833 / Argentina/Chile
10 / Huascarán Norte / 6655 / -09.102500,-77.619167 / Peru
11 / Tres Cruces Central / 6629 / -27.068333,-68.785000 / Chile
12 / Incahuasi / 6621 / -27.033333,-68.295833 / Argentina/Chile
13 / Yerupaja / 6600 / -10.268333,-76.905000 / Peru
14 / Tupungato / 6565 / -33.358333,-69.770000 / Argentina/Chile
15 / Sajama / 6542 / -18.108333,-68.883333 / Bolivia
16 / Muerto / 6488 / -27.057500,-68.484167 / Argentina/Chile
17 / Antofalla Leste / 6440 / -25.562500,-67.880833 / Argentina
18 / Illimani / 6438 / -16.655000,-67.784167 / Bolivia
19 / Nacimiento / 6436 / -27.280833,-68.525000 / Argentina
20 / Veladero / 6436 / -28.072500,-68.977500 / Argentina
21 / Ancohuma / 6427 / -15.854167,-68.541667 / Bolivia
22 / Condor / 6414 / -26.631667,-68.361667 / Argentina
23 / Coropuna Norte / 6405 / -15.520000,-72.658333 / Peru
24 / Huandoy Central / 6395 / -9.027500,-77.663333 / Peru
25 / Coropuna Oeste / 6390 / -15.545833,-72.660833 / Peru
26 / Antofalla Sul / 6390 / -25.575000,-67.907500 / Argentina
27 / Ramada / 6387 / -32.082500,-70.017500 / Argentina
28 / Cachi / 6380 / -24.931667,-66.390000 / Argentina/Chile
29 / Ausangate / 6372 / -13.788333,-71.229167 / Peru
30 / Huantsan / 6369 / -9.515000,-77.310833 / Bolivia
31 / Illampu / 6368 / -15.815833,-68.543333 / Bolivia
32 / Parinacota / 6348 / -18.165833,-69.141667 / Bolivia
33 / Chopicalqui / 6345 / -9.086667,-77.574167 / Peru
34 / Siula Grande / 6344 / -10.294167,-76.891667 / Peru
35 / Chinchey / 6309 / -9.382500,-77.330000 / Peru
36 / Coropuna Leste / 6290 / -15.550833,-72.595833 / Peru
37 / Ampato / 6288 / -15.820000,-71.880000 / Peru
38 / Pomerape / 6282 / -18.127500,-69.129167 / Bolivia
39 / Majadita / 6280 / -30.420000,-69.780833 / Argentina
40 / Palcaraju / 6274 / -9.367500,-77.370833 / Peru
41 / Salcantay / 6271 / -13.332500,-72.546667 / Peru
42 / Chimborazo / 6267 / -1.469167,-78.817500 / Equador
43 / Reclus / 6335 / -27.918333,-68.933333 / Argentina
44 / Santa Cruz / 6241 / -8.894167,-77.709167 / Peru
45 / Tres Quebradas / 6239 / -27.300000,-68.808333 / Argentina/Chile
46 / Pular / 6233 / -24.200833,-68.066667 / Chile
47 / Peñas Azules / 6222 / -27.940000,-68.747500 / Argentina
48 / Los Olivares / 6216 / -30.298333,-69.900833 / Argentina/Chile
49 / Solo / 6205 / -27.105000,-68.713333 / Argentina/Chile
50 / La Mesa / 6200 / -32.064167,-70.115000 / Argentina/Chile
51 / Copa / 6188 / -09.270000,-77.480833 / Peru
52 / Aucanquilcha / 6176 / -21.220833,-68.468333 / Bolivia
53 / Toro / 6168 / -29.130000,-69.786667 / Argentina/Chile
54 / Vallecitos / 6168 / -26.210833,-68.316667 / Argentina
55 / Ranrapalca / 6162 / -09.410833,-77.416667 / Peru
56 / Las Tortolas / 6160 / -29.939167,-69.906667 / Argentina/Chile
57 / Pucaranra / 6156 / -09.385833,-77.352500 / Peru
58 / Huandoy Sul / 6150 / -09.042500,-77.655833 / Peru
59 / Palermo / 6150 / -24.832500,-66.405600 / Argentina
60 / El Ermitaño / 6146 / -26.784167,-68.600833 / Chile
61 / San Pedro / 6145 / -21.887500,-68.391667 / Chile
62 / Quewar / 6140 / -24.308333,-66.732500 / Argentina
63 / Alto San Juan / 6130 / -33.469167,-69.815000 / Argentina/Chile
64 / Sierra Nevada / 6127 / -26.490833,-68.560000 / Argentina/Chile
65 / Colanguil / 6122 / -29.589167,-69.449167 / Argentina
66 / Hualcan / 6122 / -09.202500,-77.520000 / Peru
67 / Medusa / 6120 / -27.127500,-68.485000 / Argentina/Chile
68 / Barrancas Blancas / 6119 / -26.990833,-68.665833 / Chile
69 / Callangate / 6110 / -13.731667,-71.160000 / Peru
70 / Marmolejo / 6108 / -33.734167,-69.878333 / Argentina/Chile
71 / Chacraraju / 6108 / -08.994167,-77.615000 / Peru
72 / Jatunriti / 6106 / -13.725833,-71.081667 / Peru
73 / Chearoco / 6104 / -15.950833,-68.413333 / Bolivia
74 / Gemelos / 6102 / -27.856667,-68.910000 / Argentina
75 / Quemado / 6100 / -24.766667,-66.411667 / Argentina
76 / Cerro Famatina / 6097 / -29.014167,-67.826667 / Argentina
77 / Aracar / 6095 / -24.290000,-67.783333 / Argentina
78 / Jatunhuma / 6093 / -13.700000,-71.095000 / Peru
79 / San Pablo / 6092 / -21.884167,-68.342500 / Chile
80 / Huayna Potosi / 6088 / -16.262500,-68.154167 / Bolivia
81 / Colorados / 6080 / -26.178333,-68.380833 / Chile
82 / Chachacomani / 6074 / -15.985833,-68.379167 / Bolivia
83 / El Plomo / 6070 / -33.103333,-70.065833 / Argentina/Chile
84 / Cerro Negro / 6070 / -33.450000,-69.702500 / Argentina
85 / Baboso / 6070 / -28.008333,-68.910000 / Argentina
86 / Vicuñas / 6067 / -27.023333,-68.614167 / Chile
87 / Guallatiri / 6063 / -18.422500,-69.089167 / Chile
88 / El Fraile / 6061 / -27.043333,-68.380833 / Argentina/Chile
89 / Solimana / 6060 / -15.407500,-72.891667 / Peru
90 / Chachani / 6057 / -16.194167,-71.531667 / Peru
91 / Copiapo / 6052 / -27.305833,-69.130833 / Chile
92 / Acotango / 6052 / -18.382500,-69.048333 / Chile/Bolivia
93 / Socompa / 6051 / -24.395833,-68.245833 / Argentina/Chile
94 / Jirishanca / 6050 / -10.236667,-76.905833 / Peru
95 / Yerupaja Chico / 6050 / -10.252500,-76.903333 / Peru
96 / Jatunpampa / 6050 / -13.745000,-71.137500 / Peru
97 / Yayamari / 6049 / -13.765833,-70.980833 / Peru
98 / Pili / 6046 / -23.292500,-67.617500 / Chile
99 / Chaupi Orco / 6044 / -14.656667,-69.230000 / Bolivia/Peru
100 / Quitaraju / 6036 / -08.894167,-77.664167 / Peru
101 / Peña Blanca / 6030 / -26.812500,-68.641667 / Chile
102 / Tres Cruces Norte / 6030 / -27.044911,-68.818350 / Chile
103 / Salin / 6029 / -24.328333,-68.067500 / Argentina/Chile
104 / Volcan del Viento / 6028 / -27.190833,-68.473333 / Argentina
105 / Hualca Hualca / 6025 / -15.720833,-71.855833 / Peru
106 / Palpana / 6023 / -21.546667,-68.522500 / Chile
107 / San Francisco / 6018 / -26.919167,-68.262500 / Argentina/Chile
108 / Laguna Blanca / 6012 / -26.530000,-67.059167 / Argentina
109 / Uturunco / 6008 / -22.264167,-67.186667 / Bolivia
110 / Tocllaraju / 6000 / -09.346667,-77.396667 / Peru



Montanhas que não foram consideradas 6000m

Pissis Central / 6785 / -27.769167,-68.781667
Pissis Leste / 6425 / -27.780833,-68.752500
Illimani Norte / 6390 / -16.636667,-67.787500
Huandoy Oeste / 6120 / -09.035000,-77.670000
Artesonraju / 5980 / -08.950833,-77.632500
Plata / 5943 / -33.015833,-69.455000
Pumasillo / 5980 / -13.250000,-72.820000
Contrahierbas / 5950 / -09.105833,-77.490000
Juncal / 5950 / -33.052500,-70.101667
Ameghuino / 5950 / -32.625833,-69.978333
Polaco / 5940 / -32.029167,-70.110000
Nuevo Mundo / 5930 / -21.933333,-66.880833
Galan / 5910 / -25.969167,-66.927500
Lucaratao / 5910 / -25.138333,-66.622500
Acay / 5760 / -24.416667,-66.160833
Sabancaya / 5976 / -15.786667,-71.857500
Cerro Alto / 6020 / -33.474167,-69.824167
Bravand / 5990 / -33.456667,-69.820833
Pucajirca Central / 5930 / -08.865833,-77.599167
Pucajirca Norte / 5910 / -08.850000,-77.595833
Caraz Leste / 5950 / -08.961667,-77.665000
Caraz Oeste / 5910 / -08.967500,-77.669167
Rasac / 6000 / -10.274167,-76.921667
Sahuasiray / 5800 / -13.214167,-71.988333
Alto Toroni / 5995 / -19.752500,-68.696667
Aguas Calientes / 5650 / -22.699167,-67.753333
Sairecabur / 5990 / -22.719167,-67.890833
Piuquenes / 6025 / -33.515000,-69.835000
Alma Negra / 6110 / -32.095833,-70.080000
Antofalla norte / 6330 / -25.552500,-67.916667
Laudo / 6152 / -26.505000,-68.525833
Polleras / 594




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