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Caso Campanini

Repercusões mundiais pela morte do andinista Campanini

O vídeo que mostra os últimos minutos de vida do guia no Aconcagua já percorre todo o planeta. O diário El Mundo da Espanha, um dos mais importantes de língua espanhola, colocou em sua capa digital as imagens, citando como fonte a agência MDZ. O diário El Mercurio do Chile fez o mesmo com o ressonante caso.

Fonte:

A morte do jovem guia mendocino, Federico Campanini, já ultrapassou as fronteiras argentinas, tanto no Chile, como na Espanha seguem de perto o caso que está comovendo toda a província de Mendoza.

Com o título “Abandonado a 7.000 metros de altitude” o diário espanhol começa o relato da nota sobre a trágica morte de Campanini.

“Campanini ficou preso por uma tempestade de neve e vento quando descia do cume no comando de uma expedição de escaladores italianos, um dos quais também morreu. Uma equipe de resgate partiu para ajudar o grupo e conseguiu salvar a maioria, mas Campanini, que apenas podia se mover por si próprio, foi abandonado após uma tímida tentativa de resgate”, relata o periódico.

“O aparecimento de um vídeo que registrou os últimos minutos de vida do guia, entregue por desconhecidos ao advogado que representa a família de Campanini, iniciou uma polêmica sobre a atuação dos policiais e dos montanhistas que o socorreram”. Escreve o diário espanhol.

Na nota do El Mundo, Carlos Campanini, o pai do andinista, considerou que seu filho "foi abandonado como um cachorro" no Aconcagua, de 6.962 metros de altitude, e advertiu que se necessário levará sua denúncia "até a Corte Interamericana de Direitos Humanos".

Por sua parte, o diário chileno El Mercurio (o mais importante desse país) em sua edição digital entitula o ressonante caso como: “Comoção no vídeo que mostra a agonia de montanhista no Aconcagua”. Começa a nota dizendo: “O surpreendente aparecimento de um vídeo que mostra os últimos momentos de vida de um montanhista ítalo-argentino durante um resgate no Aconcagua, a montanha mais alta da América, causou na Argentina comoção, assombro e suspeita de abandono."

O periódico transandino ressalta na nota as declarações da mãe do guia. "Não imaginam o que é para mim ver meu filho sofrer dessa maneira. Eu estava lutando e este golpe para mim é terrível", disse Mónica de Campanini.

Com informações da Agência MDZ

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