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Julho é o mês para conhecer Machu Picchu!

É inacreditável entendermos como uma civilização que não conhecia a roda foi capaz de construir uma cidade de pedra, a 2.400 metros de altitude. E para conhecermos melhor esta história, o mês de julho é o mais indicado para esta aventura!

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Machu Picchu é um lugar místico, rodeado por profundos cânions e montanhas cobertas de vegetação, que ficou perdida na história por quatro séculos. E, quando a conhecemos, não há como escapar das inúmeras e inexplicáveis perguntas que assolam nossas mentes.

A cidadela de pedra dos incas é muito, mas muito mais do que a fama que ostenta. É daqueles lugares onde nada, nem mesmo fotos e filmes, pode traduzir um momento, uma sensação e, por isso mesmo, torna-se um dos locais preferidos para o turismo no Perú.

Mas estando lá, não tenha pressa. Admire cada ângulo das pedras perfeitamente talhadas e polidas. Observe atentamente sua redondeza e as inúmeras diferenças entre a Machu Picchu Inca e a Pré Inca.

E, para que isso seja possível, não há melhor época que o mês de julho, quando o céu peruano torna-se muito mais azul e o clima muito mais ameno e seco.

Não se sabe ao certo o real significado de Machu Picchu, mas acredita-se que o local tenha sido centro religioso e observatório astronômico. O fato é que foi abandonado. E redescoberto séculos mais tarde, em 1911, pelo explorador americano Hiram Bingham.

Para alcançar Machu Picchu hoje, os turistas têm duas opções. A primeira é caminhar durante quatro dias na trilha antigamente usada pelos próprios incas. Quem não tiver tempo nem preparo físico para a jornada, também tem a opção do trem.

Re-explorando Machu Picchu


A primeira coisa que qualquer turista faz é tirar a clássica foto no cenário mais manjado de Machu Picchu. Mas a paisagem demora a aparecer. É preciso subir alguns metros pela trilha à esquerda. Aí, sim, a paisagem se apresenta como num quadro.

A mior dica que podemos passar é: Seja acompanhado por um guia, pois dentro deste refúgio da história, muitas e muitas informações que nos possibilitam entender a engenhosidade do povo inca passam desapercebidas.

Machu Picchu foi dividida em duas zonas. Na agrícola estão terraços para cultivo e armazéns. Na urbana, templos, praças, mirantes e relógios entalhados nas pedras.

São, ao todo, 216 construções. Entre as mais conhecidas está o Templo do Sol, semicircular e com janelas trapezoidais por onde passavam os raios solares. A posição dessa estrutura indica que os incas conheciam o solstício de verão e de inverno. Já o Templo de las Tres Ventanas impressiona pelos enormes poliedros unidos com milimétrica precisão.

Outro dado de cair o queixo é que uma falha geológica de 400 quilômetros atravessa Machu Picchu - e os incas sabiam disso. Eles usaram técnicas anti-sísmicas nas construções e, depois de séculos (e terremotos), parte da cidadela está intacta.

O grande segredo do Império Inca tornou-se Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade e uma das sete maravilhas modernas do mundo. Machu Picchu recebe 700 mil turistas todos os anos.

Dicas para quem quer viajar

* Tome vacina contra a febre amarela pelo menos dez dias antes do embarque, para que o efeito seja garantido e a travessia na fronteira ocorra sem problemas.

* Troque seus reais por dólares no Brasil na cotação para turismo. Nas fronteiras, não faltam cambistas, que obviamente sobrevivem da margem que ganham na troca.

* Reserve o dia para passear e a noite para viajar. Combine o preço dos táxis antes de partir. Nem todos os veículos possuem taxímetro na Bolívia e no Peru.

* Não deixe sua bagagem solta em nenhum local. Se for vítima de furto, comunique a polícia o mais rápido possível. Guarde passaporte e dinheiro em bolsa reservada, presa ao corpo. Na carteira, deixe apenas alguns trocados para o lanche e a passagem.

* A viagem de Curitiba a Machu Picchu pode ser feita com menos de US$ 500.

:: Para ver mais dicas, informações e fotos de Machu Picchu

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