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Permitido escalar???

Um grande passo para a modernização dos nossos parques!

Proibições de escalada, trilhas proibídas, caçadores, madeireiros e palmiteiros ocupando os locais que antes eram ocupados por montanhistas... Toda essa dicotomia estranha que vemos em nossos parques pode finalmente começar a mudar com a assinatura de um interessante Termos de Reciprocidade entre a ABETA e o ICMBio! Só esperamos que nós, montanhistas e escaladores, sejamos lembrados...

Fonte: ABETA

Os presidentes do Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, e da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), Jean-Claude Razel, assinaram na sexta-feira (11), durante o Abeta Summit 2009, um Termo de Reciprocidade que estabelecerá as bases para o desenvolvimento de projetos na área de planejamento, estruturação e gestão da visitação em Unidades de Conservação (UCs) federais, com foco em ecoturismo e turismo de aventura. Com os preparativos para a Copa do Mundo 2014 no Brasil, o turismo em UCs está na pauta de projetos do ICMBio.

“A parceria com a Abeta reforça a importância do turismo para as Unidades de Conservação federais existentes no País. Com a criação de normas técnicas específicas para turismo de aventura, o Brasil tem conquistado um papel de destaque no cenário mundial. Com os preparativos para a Copa do Mundo, estamos formatando um programa com foco nos parques nacionais para atrair os visitantes de várias partes do mundo”, disse Rômulo Mello, presidente do ICMBio.

Hoje, o Brasil conta com 304 Unidades de Conservação Federais e um potencial a ser bastante trabalhado para o turismo. As UCs têm a possibilidade de gerar múltiplos benefícios para as regiões onde estão localizadas. Geração de emprego e renda para comunidades, qualificação de profissionais do setor de turismo, estímulo à visitação, pesquisa cientifica e ações socioambientais são alguns exemplos do que pode ser aprimorado a partir da parceria.

O presidente da Abeta, Jean-Claude Razel falou sobre a importância de projetos focados em educação socioambiental e o uso público de Unidades de Conservação visando o Ecoturismo e Turismo de Aventura com qualidade e segurança.

Israel Waligora, diretor socioambiental da Abeta, ressaltou que o plano de trabalho que acompanha o Termo de Reciprocidade prevê uma agenda pré-definida com duração de dois anos, com foco em qualificação, disseminação de informações e orientação técnica aos gestores das Unidades de Conservação.

Segundo Rômulo Mello, o ICMBio tem investido na elaboração de planos de manejo em vários Parques Nacionais. “O Plano é a base para estruturar qualquer projeto de Ecoturismo e Turismo de Aventura. Hoje temos 103 planos em fase de elaboração, visando potencializar a operação de atividades turísticas”, disse.

A Abeta é executora do Programa Aventura Segura, uma iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o Sebrae Nacional. O projeto abrange ações de qualificação, disseminação socioambiental e implementação de normas técnicas em empresas de aventura presentes em 17 destinos brasileiros visando a certificação de atividades e produtos de aventura. “Dos 17 destinos selecionados, 14 deles abrangem Unidades de Conservação, um dos critérios de definição dos roteiros do ‘Aventura Segura’. Tal critério reforça a relevância do turismo nas UCs brasileiras”, finalizou Waligora.

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Fonte: ABETA

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