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Trabalho escravo

Aconcagua: Carregadores querem independência!

Na semana passada, na Calle San Martin, uma das principais avenidas de Mendoza, um grupo de carregadores e muleiros que trabalham no Aconcagua protestaram contra os atravessadores de seu negócio. Segundo eles, do total pago pelo turista, sobra menos de 15% para quem realmente efetiva o serviço.

Fonte:

O protesto foi em frente a Subsecretária de Turismo, local onde o governo local vende as permissões de escalada e de trekking no Aconcagua. Os porteadores, como são conhecidos, pedem independência das agências de turismo e dos atravessadores de seus serviços.

Conforme documentaram, a cada 100 dólares pagos por um turista, menos de 15 dólares é repassado aos carregadores, que além de fazerem a parte penosa do trabalho, ainda precisam comprar e cuidar das mulas e de toda a estrutura necessária para mantê-las.

Os porteadores afirmaram ainda que o valor recebido durante a curta temporada é pouco, quando levado em consideração o tempo em que ficam parados. Além disso, alertaram para os problemas decorrentes do transporte das mochilas, que em muitos casos, é feito nas costas dos carregadores:

"O corpo se desgasta e o trabalho pode causar lesões graves, e o tratamento é caro!"


Eles acrescentaram que "o salário médio dos carregadores é em torno de 150 dólares, menos de um terço da taxa cobrada pelas agências!"

Conforme a reclamação dos carregadores, os atravessadores tem o apoio tácito do Estado, que emitiu em 2005 um regulamento pelo qual os carregadores são obrigados a estar sob a tutela de alguma empresa. "Isso acabou com a natureza autônoma do nosso trabalho, transformando-nos em empregados do nosso próprio negócio. Somo trabalhadores feudais, pois apesar de sermos donos dos meios, temos que dividir a maior parcela."

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