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E se houvessem vias?

Donos de pedreiras ilegais de calcário são presos em MG

Cinco empresários que tinham extrações ilegais de calcário foram presos em Minas Gerais

Fonte:

Na cidade de Pains, Centro Oeste de Minas Gerais, uma operação do IBAMA com a Polícia Federal prendeu cinco empresários que eram donos de pedreira ilegais de calcário.

O calcário é uma rocha carbonática que reagindo com água sofre dissolução, formando cavernas.

Várias cavernas em Minas Gerais abrigaram populações pré-históricas que hoje preservam indícios desta população humana antiga. Este é um dos motivos que fez o Instituto Estadual de Florestas, órgão público que administra as Unidades de Conservação em Minas Gerais, proibir a escalada na parte externa de algumas cavernas no Estado, sob a alegação que lá poderia abrigar sítios arqueológicos.

A grande ironia na prisão destes verdadeiros criminosos ambientais, é que na semana passada realizou-se em Minas Gerais um seminário discutindo as proibições na escalada e o IEF mostrou-se muito preocupado com os impactos que a escalada causa no relevo cárstico (relevo de cavernas). De acordo com o IEF, os escaladores poderiam estar pisoteando artefatos e restos humanos pré históricos inumados sob o solo em locais como nas partes externas da Gruta do Baú, Lapinha e Rei do Mato.

Em Pains existem cerca de 800 pedreiras de calcário, que além de destruir o patrimônio paisagístico, deixando cicatrizes para sempre no relevo, ainda destróem qualquer indicio de presença de populações humanas e de animais pré-históricos.

Nos anos 80, uma pedreira se instalou na Serra do Cipó, também em Minas, e começou a explorar Mármore. A pressão dos escaladores fez que o poder público tomasse providências e impedisse a exploração de rocha. No Paraná, escaladores também lutaram contra as pedreiras para salvar o Morro do Anhangava, ajudando mais tarde para que o morro se transformasse em um Parque Estadual.

Será que se houvessem vias de escalada e uma comunidade grade de escaladores Pains teria perdido tantas cavernas e sofrido tanto estrago? Fica aí a sugestão: Abrir vias de escalada no Calcário de Pains.

Ps. Quem quiser encarar a empreitada, ou somente conhecer as escaladas existentes em Pains, entre em contato com o escalador de Divinópolis Lucas Coelho.

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