CBME manifesta sua preocupação com a concessão de ParNas - AltaMontanha.com - Portal de Montanhismo, Escalada e Aventuras
Fomento ao turismo e desincentivo ao montanhismo

CBME manifesta sua preocupação com a concessão de ParNas

Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada teme pelo acesso à montanhas e que a atividade de montanhismo seja comercializada.

Fonte:

Os recentes editais para concessão de serviços em parques nacionais podem dar uma ajuda na melhoria da infraestrutura de turismo nos Parques Nacionais, mas por outro lado podem limitar, ou acabar com a liberdade dos montanhistas nas UC´s.

Isso por que existe uma confusão conceitual que não distingue a atividade de montanhismo, existente há mais de 130 anos no Brasil, e o turismo em ambiente de montanha. Esta má interpretação poderá acarretar à obrigatoriedade de contratação de empresas para realizar trilhas e fazer escaladas, o que já acontece no único Parque Nacional terceirizado no país e que é tido como modelo para as novas concessões, o ParNa de Foz do Iguaçu - PR.

Por conta deste problema, a Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), enviou uma carta ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio) manifestando sua preocupação e apontado os problemas futuros que poderão ocorrer com as concessões.

A carta está publicada no site da CBME e pode ser lida na íntegra (veja mais).

Greve

Enquanto as possibilidades de lucro na exploração turística dos parques brasileiros são privatizados, analistas ambientais do Ministério do Meio Ambiente entram em greve por questões salariais e trabalhistas.

Inúmeros servidores se queixam da precariedade das condições de trabalho e inclusive de ameaças, como o que ocorreu com funcionários do Ibama no Pará, no mês passado e do ICMbio, que faziam as consultas públicas para a criação do ParNa Altos da Mantiqueira.

A fiscalização é um dos pilares mais importantes para a manutenção da qualidade ambiental das Unidades de Conservação, sem ela, a razão para a existência de uma área protegida é questionada.

Esta fiscalização, no entanto, deve ser mais efetiva não apenas na porta de entrada dos parques, coibindo visitantes que pretende fazer algo a mais do que a mera contemplação da natureza, tendo que vigiar os fundos (principalmente aquelas áreas tidas como intangíveis), onde ocorrem as ações de fato ilegais, como extração de madeira, caça, garimpo e ocupação.

Falta investimento do Estado para que os ParNas cumpram os objetivos de sua criação, principalmente na questão de recursos humanos. Sem isso, os Parques adotam as impopulares e irresponsáveis medidas de proibição, às quais a comunidade de montanhismo quer se livrar de uma vez por todas.

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