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Precedente histórico contra proibição

Minuta pública que regulamenta o montanhismo será assinada no Rio

Documento reconhece a demanda dos montanhistas e diferencia quem pratica montanhismo de quem faz turismo de aventura. É o precedente que faltava para que outros órgãos ambientais pudessem regulamentar e reconhecer o esporte em áreas protegidas.

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A crise ambiental é um dos maiores paradigmas contemporâneos. Com o crescimento populacional e urbano e a demanda por recursos, os espaços naturais foram paulatinamente sendo substituídas por terras agrícolas e cidades, sobrando poucos fragmentos naturais, na maioria, regiões de difícil acesso, como montanhas.

É o que acontece no Sul e no Sudeste brasileiro, aonde os principais maciços montanhosos felizmente encontram-se protegidos por lei, mas com restrições de acesso, principalmente para o visitante diferenciado, como é o caso do montanhismo.

Isto se deve por dois fatores, o primeiro é falta de verba pública para permitir uma melhor fiscalização e eficiência no controle de impactos humanos em áreas naturais e outra é própria da mentalidade dos órgãos ambientais brasileiros têm em administrar áreas protegidas, que ficam sob a égide de um pensamento preservacionista que é a do “Parque Fortaleza”, onde deve-se limitar o número de visitantes em prol de uma natureza quase intocada.

Esta combinação de fatores levou a proibição da atividade de montanhismo e escalada em muitos parques nacionais e estaduais, uma proibição cheia de significados, pois representou a marginalização de uma cultura que é centenária no Brasil e que sempre promoveu o “conservacionismo”, ou seja, do uso consciente buscando o mínimo impacto.

Esta história começa a mudar com a assinatura de uma minuta publica pelo Diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente – INEA – do Rio Janeiro, André Ilha.

De acordo com Ilha, esta política restritiva acarretou mais em colher desafetos com as autoridades que protegem o meio ambiente do que a proteção da natureza em si. Por conta disso, ele começou um debate interno no INEA e o resultado é esta Minuta, aonde o reconhecimento e a liberdade são colocados em conta, ao ponto que o montanhista deverá ter como obrigação a responsabilidade de realizar um montanhismo ético com o meio ambiente.

A solenidade de assinatura desta minuta será realizada no dia 27/05, no dia da Mata Atlântica no Parque Lage no Rio de Janeiro às 9 horas, com a presença do Governador Sérgio Cabral.

:: Leia na íntegra a Minuta Publica.

:: Veja entrevista com André Ilha

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