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Mais uma vez!

Valle Encantado Fechado

Assim como no verão do ano passado, a zona de escalada conhecida como Valle Encantado, localizado na Patagônia argentina estará fechado, outra vez, para a escalada neste próximo verão.

Fonte:

Por Luciano Fernandes

No período de 24 de dezembro de 2010 até 15 de Março de 2011, o Valle Encantado estará fechado para a escalada. O local que contém cerca de 250 vias esportivas, em rocha vulcânica, de todos os graus (desde 4º até 11a) é muito popular por todos os escaladores da América do Sul, sendo considerado um dos melhores locais de escalada do mundo.

A proibição se estende em ambos os lados do vale, que é cortada por um rio. A proibição no ano passado foi feita somente do lado do rio onde estão setores como “Puño”, “Pan Dulce” e “Pulenta”. Porém este ano o outro lado, que fica ao lado da estrada também está proibido.
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Para que seja evitado que algum esalador desobedeça, ou simplesmente apareça argumentando de que não sabia da proibição, foram tomadas algumas medidas de segurança. Em ambos os lados haverá encarregados de proibir, sob qualquer hipótese, de que toda e qualquer pessoa não somente acampe como também tente escalar. Foi feito também um tipo de acordo com os proprietários e a polícia local para que em caso de insistência ou desobediência a mesma seja acionada.

Histórico

Ao longo dos anos o local de escalada conhecido como Valle Encantado se popularizou, e se tornou o principal destino do verão do hemisfério sul para a prática da escalada esportiva. Por possuir uma natureza exuberante, e estar relativamente, fazia-se camping selvagem, o que tornava o local o local ideal para se “internar” e escalar até que se enfastiasse.

Com a popularização, houve uma verdadeira invasão de escaladores. No local onde se escalada havia cerca de 100 barracas em média. Porém este número cresceu a uma velocidade espantosa, o que fez com que o proprietário se preocupasse com a possibilidade de incêndio e com a possibilidade de poluição do local.

Porém, houve incidentes que deixavam os proprietários contrariados com o comportamento de vários escaladores. Principalmente com escaladores que não respeitavam o acordo de não acampar em certos locais, não deixar lixo no local, e principalmente respeitar a natureza.

Entenda o fechamento


No ano de 2008/2009 o número de incidentes foi recorde, assim como o número de escaladores. Presentes ao local estavam acampados cerca de 200 a 300 pessoas, sendo que muitos não respeitavam o pedido de um dos proprietários da região de não acampar em sua propriedade. As propriedades eram divididas por uma cerca.

Porém vários acampamentos eram feitos somente no período da noite, e até mesmo alguns escaladores “bivacavam” em locais próximo à rocha. Houve até festas norturnas em locais próximo a extintos currais.

Após uma visita de um capataz, que reportou todo o abuso de vários escaladores, que por falta de fiscalização não respeitavam regras de higiene, enterrando seu lixo “não orgânico” e deixando sujeito ao redor de suas barracas.

Visitados por um dos proprietários, que apareceu pelo acampamento, todos foram instruídos a ficar desde que respeitassem a propriedade, e não sujassem como foi reportado pelo encarregado.

De nada adiantou este tipo de pedido, até certo ponto simpático. De maneira completamente irresponsável um escalador brasileiro despejou cerca de um litro de solvente de tintas (material altamente poluente) de seu fogareiro em uma espécia de lago que existia , em um braço do Rio Limay. Como se não bastasse, este mesmo brasileiro, acostumado a sujar locais de escalada, e forçar estadias em local não permitido, tinha o hábito de se livrar do lixo somente o enterrando.

Mesmo repreendido o escalador deu de ombros, e argumentou que era apenas uma gota de sujeira no oceano. Argumentou ainda que seu equipamento era mais importante que pensar se iria poluir ou não o local. Sucedeu os dias fazendo a mesma sujeira de quando ficou acampado no local. Vale lembrar que foi testemunhado tal ato por vários brasileiro à sua volta, e mesmo repreendido fez-se de desentendido e seguiu os mesmo procedimentos antiéticos com a natureza.

Após três dias do despejo do solvente de tinta, que foi relatado pelo capataz que visitava novamente o local, o proprietário apareceu pedindo que todos se retirassem pois haveria um corte de árvores no local.

O escalador poluidor retirou-se na calada da noite. Sabe-se de escaladores locais que o mesmo escalador, que é acostumado a não respeitar a propriedade privada, voltou ao local, e ainda causou incidentes de sujeira no Valle Encantado ao lado da estrada também.

Foi relatado por blogs e listas de discussão de sujeira deixada na Serra do Cipó. Houve incidentes até mesmo em “Rodellar”, na Espanha em 2010 foi encontrado lixo por lá pela revista Desnível, coincidindo com a data da visita deste escalador.

No Valle Encantado após os três dias de aviso dados pelo proprietário para as pessoas que ficaram no local, foram acordadas com barulhos de motosserras cortanto árvores sem se importar se cairia ou não em uma barraca. Resumindo os escaladores foram expulsos do Valle Encantado na marra.

Desde o verão de 2009 não é permitido, pelos próprios proprietários das terras onde estão as melhores vias de escalada da região de se escaladar.

Mesmo com a conversa com prioprietários do “Club Andino Bariloche”, e outros escaladores, o acesso durante o verão é proibido. Porém, ficou acertado, com os escaladores locais de Bariloche que a escalada, e não o camping é permitido fora do período do Verão. Todas as escaladas devem ser feitas meiante uma autorização após um pequeno cadastro no Club Andino Bariloche.

É pedido também a todos que a divulgação de um guia, feito de maneira não oficial, seja interrompida a sua divulgação e propagação.

Onde se informar


Todas as fontes de informação a respeito do Valle Encantado, e suas proibições podem ser vistas em:

http://accesosur.org/?p=424
http://barilochevertical.blogspot.com/2010/10/importante-sobre-valle.html


Todos os incidentes descritos acima foram presenciados por mim e por outros brasileiros que estavam acampados no verão de 2008/2009, assim como coletando informações de escaladores locais durante o ano de 2009, e 2010, por e-mail e trocando mensagens e por conversas em MSN. Todo o descrito são fatos, e não suposições, e foram relatados, e presenciados por mais de uma pessoa.

Por ter uma imagem péssima do comportamento de brasileiros, o Club Andino Bariloche se recusou a fornecer entrevista, mesmo com minha insistência, para dar mais informações sobre a negociação da reabertura do Valle Encantado.

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