Erro na confecção do nó é a hipótese mais provável do acidente - AltaMontanha.com - Portal de Montanhismo, Escalada e Aventuras
Acidente

Erro na confecção do nó é a hipótese mais provável do acidente

Segundo informações, os escaladores estariam rapelando com duas cordas no momento do acidente e o nó que emendava as cordas tenha se desfeito.

Fonte:

Conforme os amigos da namorada do escalador Marcos Aurélio Thuler, de 25 anos, que morreu na tarde de sexta-feira ao cair durante uma escalda no morro da Babilônia, no Rio de Janeiro, o grupo estava rapelando a via.

A amiga que não quis ser identificada afirmou que a namorada do acidentado "disse que foi tudo muito rápido. Que viu a corda descendo rápido e os rapazes despencando, mas de onde ela estava não dava para ver onde eles tinham caído. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu."

"A namorada do rapaz acredita que alguma coisa do equipamento se soltou. Daniele e Marcos estavam fazendo aulas de alpinismo numa academia. Acho que esta era a segunda vez que escalavam em pedra. Mas como eram novatos, estavam acompanhados por guias."

Segundo ela, tudo o que a moça viu foi a corda descendo muito rápido.

Para a polícia do Rio, o segundo acidentado, chamado Júlio Fábio Patrício da Silva, que está internado em um hospital, deverá esclarecer como ocorreu o acidente.

"Só ele sabe o que aconteceu lá em cima. Os outros viram muito pouco e não podem ajudar a esclarecer o caso", afirmou o delegado da 10ª DP (Botafogo), Eduardo Baptista, que vai esperar o rapaz sair do hospital para interrogá-lo.

Segundo seu irmão, Julio sofreu fratura exposta em uma perna e as muitas pancadas na cabeça resultaram um traumatismo craniano, mas possivelmente ele deve deixar o hospital neste domingo. O rapaz ainda acrescentou que o equipamento do irmão era novo e comprado recentemente e que o irmão já havia escalado no Pão de Açúcar.

Várias informações de escaladores do Rio de Janeiro dão conta que ambos estavam iniciando o rapel com duas cordas e que estariam descendo juntos. Possivelmente o peso dos dois escaladores sobre o nó, e mais a possível confecções errônea do nó de junção das duas cordas sejam os fatos determinantes do acidente.

Outras preocupantes informações também dão conta de que ambos eram assessorados por guias de montanhismo e escalada no momento do acidente.

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