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Privataria

Governo estuda privatizar parques nacionais

A iniciativa privada é incontestavelmente mais eficiente e menos corrupta que o Estado em todas as atividades que por sua natureza podem ou devem gerar lucros, mas nem tudo na vida em sociedade deve se guiar pela lucratividade. A polícia deve ser lucrativa? O judiciário deve esperar lucros por sua atividade?

Fonte: Redação- Folha de São Paulo

Parques são propriedade dos cidadãos e foram criados com dinheiro dos impostos para o lazer da população em amostras preservadas do patrimônio natural, longe do mercado produtivo.  Parques devem ser privatizados? Para que serve os impostos que diariamente pagamos?

Reportagem de Claudio Angelo para Folha.com

Depois dos aeroportos, o governo Dilma Rousseff estuda conceder à iniciativa privada também alguns parques nacionais. As ministras Miriam Belchior (Planejamento) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) assinaram ontem um acordo para a 'modernização da gestão' de unidades de conservação do país, o que inclui de concessões de serviços até parcerias público-privadas para a administração dos parques.

Segundo Izabella, uma avaliação do modelo de concessão deve estar pronta no primeiro semestre do ano que vem. Os primeiros parques nacionais a participarem da experiência serão os de Jericoacoara e Ubajara, no Ceará, e os de Sete Cidades e da Serra das Confusões, no Piauí.

Mas outros parques com grande potencial de visitação, como Fernando de Noronha (PE), Anavilhanas (AM) e Lençóis Maranhenses (MA), também estão na mira do governo.

A idéia é que os parques sob concessão tenham um aumento de visitação e dupliquem seu orçamento por hectare. O Brasil é um dos países megadiversos que investem menos por hectare de unidade de conservação: cerca de US$ 4, contra US$ 15 da Argentina. 'Queremos chegar a US$ 10', disse Izabella Teixeira.

As concessões de serviços já funcionam em parques como o do Iguaçu (PR), que gera para o município de Foz do Iguaçu R$ 120 milhões por ano, segundo a ministra.

O Instituto Chico Mendes, que gerencia as áreas protegidas, tem um orçamento anual na casa dos R$ 300 milhões.

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