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Proibições

Apresentador de TV autuado por entrar no Parque Nacional do Pico da Neblina

Apenas pessoas autorizadas pelo ICMBio e pela Funai, além de índios e militares, podem entrar na área – que fica localizada na fronteira entre o Brasil, Venezuela e Guiana. O apresentador Sandro Cardoso e seu cinegrafista foram multados em R$ 6 mil. Veja a matéria produzido pelo site A Crítica.

Fonte: A Critica

por Leandro Prazeres

Um apresentador do canal de TV a cabo Multishow foi autuado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Polícia Federal por entrar, sem autorização, nas terras do Parque Nacional do Pico da Neblina, em São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus). A autuação aconteceu na semana passada, mas só foi comunicada pelo ICMBio na última sexta-feira (12).

Sandro Cardoso, que apresenta um programa de aventuras e ecoturismo, voltava de uma expedição às aldeias ianomâmis quando foi localizado pelos agentes federais.

O Parque Nacional do Pico da Neblina tem uma área de 2,260 milhões de hectares (maior que o Estado de Sergipe) e fica localizado na fronteira do Brasil com a Venezuela. Parte do parque fica dentro da Terra Indígena Ianomâmi. Desde 2002, por recomendação do Ministério Público Federal, o Parque está fechado ao público.

 Segundo o chefe da unidade, Flávio Bocarde, apenas pessoas autorizadas pelo ICMBio e pela Fundação Nacional do Índio (Funai), além dos próprios índios e militares, podem entrar na área.

Pedido negado

Sandro Cardoso conta que pediu autorização ao ICMBio e à Funai para filmar na Parque em dezembro de 2010, mas os pedidos foram negados.

Ele diz que neste ano, recebeu um convite dos índios da comundade Maturacá e que só então decidiu entrar na área. “Isso tudo foi um grande mal entendido. Eu nem assinei a atuação por não concordar com ela. Eu só entrei porque tinha o convite dos índios, que, em última instância, são mais donos das terras do que qualquer um de nós ou mesmo do ICMBio”, diz Sandro.

Flávio Bocarde rebate dizendo que o suposto convite não teria validade diante das negativas do ICMBio e da Funai. “Se fosse necessário apenas um convite para entrar numa área indígena ou num Parque Nacional, então não haveria sentido a existência dos agentes reguladores e fiscalizadores. Ele sabia que precisava das autorizações, tanto é que as pediu e, mesmo sem tê-las, passou por cima das nossas determinações”, afirma Flávio.

Arbitrariedade

Sandro acusa os agentes do ICMBio e da Polícia Federal de terem sido arbitrários durante a autuação.

“Eles colocaram o meu cinegrafista dentro de um carro da PF e rodaram a cidade à minha procura como se eu fosse um criminoso. Tentaram me obrigar a assinar uma autuação e eu só não assinei porque sei dos meus direitos. Vamos recorrer na Justiça e vamos ganhar”, afirma.

Flávio, por sua vez, refuta as acusações. “Ele foi muito bem tratado por nós. Não houve violência ou truculência de nossa parte em momento nenhum. O que acontece é que quando uma pessoa infringe a lei, ela tende a se sentir mal-tratada por quem está cumprindo a lei”, se defende Bocarde.

Procurada pela reportagem de A CRÍTICA, a assessoria de imprensa do canal Multishow informou que já está verificando a situação de Sandro junto à produtora responsável.

Fonte: A Crítica

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