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Simone Moro abandona escalada no Everest devido a congestionamento de pessoas nas rampas

Subir o Everest hoje é quase suicídio

O alpinista italiano regressa ao campo base na amanhã de sexta-feira e declara:”Um desastre, subir assim é suicídio”, quando começava a segunda onda de tentativas ao cume desta temporada. O argentino Mariano Galván anunciou a conquista do cume sem oxigênio no sábado 19 de Maio.

Fonte: Desnivel.com

 

A massificação esta chegando ao limite da sustentabilidade. Ao menos, das sustentabilidade esportiva. A grande quantidade de pessoas que tentam subir a montanha em uma grande fila através das cordas fixas, respirando oxigênio engarrafado não deixa espaço para os esportitas que pretendem fazer o cume sem esta facilidade. . As grandes esperas e engarrafamentos e a lentidão da progressão desta multidão, são elementos difíceis de administrar para os querem subir sem oxigênio. Esta dificuldade obrigou a maioria dos poucos alpinistas que intencionavam subir sem oxigênio no fim de semana passado a ter os seu avanço dado a brevidade da janela de bom tempo.

Mais de trezentas pessoas chegaram ao cume por ambas vertentes e somente o suíço Ueli Steck e o argentino Mariano Galván conseguiram sem oxigênio. Temos informações  que Mariano Galvan fez o cume pela vertente Nepalesa sem oxigênio e sem Sherpas. O alpinista argentino realizou parte da subid  junto de seu compatriota Jorge Pablo Gonzalez.

Em uma nota publica, Galván declara: “ Queridos amigos da Argentina; tenho o orgulho de anunciar que somos a primeira expedição argentina em fazer o cume do Everest sem oxigênio ou auxilio dos sherpas, em 19 de Maio as 11 da manhã, hora local. E digo sem demagogia ou prepotência com a paixão que me desperta depois de ficar quase 38 dias vivendo a 6.000 metros de altura sobre um glacial, sem as comodidades oferecidas pelas grandes empresas privadas que oferecem todos os tipos de serviços, demonstrando que é possível, organizar e planificar uma expedição e não uma excursão, como ate o momento se tem feito da Argentina ao Everest”.

Segundo dados históricos copilados por Eberhard Jurgalski em 8000ers.com, Mariano Galván seria o segundo alpinista argentino a alcançar o teto do mundo em oxigênio, depois que Heber Orana o fez pela vertente tibetana em 27 de Mayo de 1999, compartilhando o cume com o equatoriano Iván Vallejo.

Nesta segundaleva , mais de duzentas pessoas poderiam estar tentando o cume do Everest somando todas as vertentes. Quem não estar la é Simone Moro, que subiu ate o campo 3 porem regressou hoje ao campo base devido as aglomerações que encontrou. Experimentado oitomelista, declarou em seu Facebook. “Amanhã será um desastre”! Hoje éramos 210 pessoas subindo pelas cordas fixas . Impossível adiantar-se , lentíssimos, seis ou sete sem oxigênio e todos os outros com oxigênio desde o campo 2! Amanhã é impossível para mim tentar sem oxigênio, essa fila impressionante prevejo acidentes.”

Ainda fez declarações a Montanha Tv. que;”Vi gente que não sabia prender o jumar na corda fixa e que em cada nó chamava o sherpa para soltar e prender novamente. Com todas essa gente a frente ou a baixo será um drama amanhã. Lamento muito ,pois estava perfeitamente veloz e sem dores de cabeça  porem tendo 210 pessoas a volta, a descida é um suicido assegurado. Significa ficar parados horas o congelamento é certo”

Outras fontes discordam  dos dados oferecidos por Simone Moro, dimensionam que somente 70  pessoas estão se dirigindo ao cume no dia 25 de Maio. Segundo a agencia Peak Freaks, por exemplo, a sessão de maior massificação se deve a rota sul do Everest compartilhada desde o campo 2 com a Lhotse(umas 40 pessoas desviaram) ainda há um importante tráfico de sherpas acima e abaixo desmontando os acampamentos já concluídos.

Quem não deu meia volta, foi o americano Conrad Anker, que depois de renunciar a aresta oeste tenta conseguir o cume pela rota normal da face sul. Se encontra esta noite na cela sul e pretende atacar o cume nesta mesma madrugada. A outra expedição que tenta a citada aresta oeste, comandada por Eddi Bauer, esta decidida também cancelar a investida devido as dificuldades encontrada na rota.

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