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Cuidado onde pisa!

Maximo Kausch enfrenta campo minado e escala mais 4 montanhas de 6000m

Continuando sua caça à montanhas com mais de 6000 metros de altitude, Maximo foi para a região de Socompa na fronteira dos Andes argentinos e chilenos. Esta área é conhecida por ser uma das mais isoladas dos Andes. Em 1978 o governo do Chile instalou milhares de minas terrestres na linha fronteiriça. Boa parte delas ainda está lá.

Fonte: Redação

 

Após escalar 10 montanhas com mais de 6000 metros sozinho na semana passada (leia em http://www.altamontanha.com/Noticia/3651/maximo-kausch-escala-10-montanhas-de-6000-metros-sozinho), Maximo continuou a caça de montanhas. Desta vez ele se dirigiu para os Andes atacameños, 350km à oeste da cidade de Salta e permaneceu oito dias completamente sozinho. Estas montanhas são extremamente isoladas e recebem uma ou nenhuma expedições por ano. Com a sua moto, Maximo Kausch percorreu toda a aproximação que envolve uma grande porção de estradas abandonadas há mais de 10 anos, planícies de cinzas vulcânicas e, é claro, trechos com minas terrestres.
 
Antecipadamente, o alpinista contactou a entidade responsável por remover as minas no Chile que é o “Ministério de Desminamiento de Chile”. A princípio parecia que grande parte das minas já tinham sido removidas e não haveria perigo. Chegando lá a situação provou ser bem diferente. Segundo as autoridades argentinas em San Antonio de los Cobres e Socompa, somente as minas enterradas em estradas ou linhas de fronteira foram removidas. Grande parte das minas terrestres de regiões que superam os 4500 metros ainda estão lá. A neve, vento forte e o ambiente extremamente inóspito são o obvio motivo do porquê elas ainda não foram totalmente removidas.
 
Desde a linha férrea abandonada chamada Socompa, Maximo escalou o impressionante vulcão do mesmo nome. Este supera os 6050m. Maximo descreveu que “dali eu pude planejar a aproximação aos outros dois vulcões e ver de onde eu podia derreter neve”
 
3/4 da aproximação de 63km teve que ser feita a pé mesmo. Porém o primeiro 1/4 foi feita de moto por uma ex-estrada que foi fechada devido às minas terrestres. Maximo ironicamente descreve que: “Algo me dizia que eu deveria pular esse vulcão chamado Pular, mas a curiosidade e a beleza da montanha me fizeram continuar. Dirigir numa região onde sua moto e suas pernas podem explodir a qualquer momento foi meio tenso”.
 
Em 2 dias o alpinista escalou o Vulcão Salín (6030m) e o Pular (6235m). Se utilizando de um remoto vale no lado sul do Pular, Maximo contou que achou diversos lagos semi-congelados no caminho, paisagens deslumbrantes e absolutamente nenhum sinal de exploração humana.
 
Vestígios Incaicos
 
Para fechar a etapa, Maximo escalou o Llullaillaco. Este é o sétimo mais alto do continente e conhecido por ser a escavação arqueológica mais alta do mundo. Daqui, em 1999, foram removidos os corpos de 3 crianças Incas que foram sacrificadas há pelo menos 500 anos atrás.
 
Maximo contou que a montanha é repleta de vestígios Incas. Desde ruínas de construções até pedaços de madeira de árvores que só existem há 250km dali, a montanha é um paraíso arqueológico.
 
O alpinista conta que não só no Llullaillaco, mas também no Salín, Socompa, Pili e Aracar, ele encontrou vestígios de construções ou rituais incaicos.
 
Maximo já está a caminho de Catamarca onde ele pretende escalar mais uma dúzia de montanhas e depois continuar mais para o sul.
 
Boa sorte cara! Detone mais ainda por aí!
 
 

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