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Expedição

Travessia do Atlântico: Pandiani e Bely já estão a caminho do Brasil

A Travessia do Atlântico começou e a dupla Beto Pandiani e Igor Bely já ultrapassou as primeiras 100 milhas (185 quilômetros) do caminho da África do Sul até o Brasil pelo oceano. Ao todo, o catamarã sem cabine percorrerá 4.000 milhas náuticas (7.800 quilômetros) sem escalas.

Fonte: Redação: 360 Graus

 

A Travessia do Atlântico começou e a dupla Beto Pandiani e Igor Bely já ultrapassou as primeiras 100 milhas (185 quilômetros) do caminho da África do Sul até o Brasil pelo oceano. Ao todo, o catamarã sem cabine percorrerá 4.000 milhas náuticas (7.800 quilômetros) sem escalas. As primeiras horas, como eram de se esperar, não tiveram muitos avanços no que se refere à distância. O vento não soprou forte, mas o suficiente para enjoar os velejadores. Sensações comuns a todos os aventureiros que se lançam ao mar para desafios como esse. 

"Variação de ventos e ondas desencontradas. Sacudimos muito nas primeiras horas. Eu, para variar, mareei e fui dar uma descansada. Tinha me esquecido como é duro no começo: as noites são longas e frias, estômago embrulhado, nada a fazer a não ser esperar o tempo passar", relatou Beto Pandiani, que apesar de sua experiência em travessia, sentiu os efeitos do barco balançando. "Quando começamos a andar, deixamos para trás Robben Island, a ilha onde Nelson Mandela ficou aprisionado por muitos anos. Não senti vontade alguma de conhecer aquele lugar".

Encarar toda essa agitação nas primeiras milhas da saída da Cidade do Cabo já era uma situação prevista. A região é rota de passagem de cargueiros que abastecem os portos da África e da Ásia. "Virava para um lado, para outro, saia da barraca lateral para ver se havia algum navio. Havia muitos, e aqui navio é como espinha, quando menos se espera eles estão na cara".

Cabe a Beto Pandiani e Igor Bely se revezarem para evitar colisões indesejadas com os cargueiros. "À noite, com o mar melhor, ficamos na espreita com alguns minutos de sono. Quando clareou o dia o cansaço era enorme, mas o vento que temos é muito bom e o Picolé avança bem. Passamos o dia descansando e revezando a vigia. O Igor descobriu algo único. No seu turno no leme, ele percebeu que o barco estava tão equilibrado com as velas, leme e vento, que sozinho conseguia manter o rumo desejado. Ou seja, o Picolé parece que conhece o rumo de casa e sabe que do outro lado desta imensidão de água, tem gente que nos ama e está nos esperando", contou Beto Pandiani.

Na fase inicial da Travessia, os ventos devem ficar perto de 25 nós (46km/h), o que exigirá mais do veleiro Picolé. Por isso, Betão e seu parceiro acreditam que os treinos e as avaliações iniciais, feitas nos últimos dias, foram importantes. Na Cidade do Cabo, a dupla fez todos os testes para ter segurança antes de partir.

Em linha reta são 4.000 milhas náuticas (7.800 quilômetros), mas a viagem se tornará ainda mais longa, já que Betão e seu parceiro Igor Bely precisarão aumentar o caminho fazendo uma parábola, o que vai dar ao todo 5.000 milhas náuticas (9.260 quilômetros).

A dupla escolheu biscoitos, presunto cru, pasta com pesto, pêssegos, maça, biscoitos de carne e muita água como cardápio do primeiro dia de viagem.

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