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O mochileiro Artur Paschoali pode estar vivo

Viram alguém parecido com ele', diz irmão de brasiliense perdido no Peru

Moradores de um povoado disseram que rapaz foi visto há uma semana. Artur Paschoali está desaparecido desde 21 de dezembro do ano passado

Fonte: Redação: G1 Distrito Federal

 

Moradores e turistas de um povoado próximo à cidade de Quillabamba disseram ter visto, na semana passada, uma pessoa com características semelhantes às do brasiliense Artur Paschoali, desaparecido no Peru desde o último dia 21 de dezembro. A informação é do irmão mochileiro, o engenheiro civil Felipe Paschoali.

Segundo ele, cerca de dez pessoas afirmaram que um rapaz com traços parecidos com os de Artur foi visto no local, há menos de uma semana, pedindo ajuda na prefeitura. Os moradores e turistas disseram que o garoto foi visto com um machucado em uma das pernas.

"Não tem certeza, mas isso deu uma esperança para a gente. Meus pais estavam no local, com fotos do Artur, e perto de dez pessoas falaram que viram alguém parecido com ele. O sinal [do celular] estava muito ruim, não deu pra falar muito, mas quis divulgar porque deu uma esperança muito forte", disse Felipe.

O mochileiro Artur Paschoali, de 19 anos, de Brasília, entrou em contato com a família pela última vez em 20 de dezembro do ano passado, quando viajava pelo distrito de Santa Teresa, próximo a Machu Picchu, na região de Cusco, no Peru. Ele chegou a Santa Teresa no dia 18 de dezembro. Antes, o mochileiro ficou uns dias em Machu Picchu.

Segundo o irmão, Artur estava trabalhando em um restaurante em Santa Teresa, em troca de alimentação, hospedagem e dinheiro. Ele estava dormindo na casa do dono do estabelecimento. No dia 21, às 16h, ele saiu para tirar umas fotos, apenas com uma câmara fotográfica, vestindo shorts. O mochileiro deixou todas as coisas dele na casa onde estava.

O local faz parte da rota de turismo na região de Machu Picchu. Mochileiros costumam percorrer trilhas pela mata e pelas montanhas.

Felipe afirmou que irmão cogitava retornar ao Brasil no início de 2013. Ele entrava em contato com a família em um intervalo máximo de dez dias.

Na última sexta (22), familiares e amigos de Artur fizeram um protesto em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. Eles pedem mais apoio do Itamaraty para a continuação das buscas pelo rapaz.

Para o irmão de Artur, Felipe Paschoali, que ficou no Brasil, a situação atual é de abandono nas buscas. "Não sei se é descaso ou despreparo da polícia peruana, o que tem prejudicado um pouco as investigações. Desde o dia 9 de março, o Itamaraty não entrou mais em contato com a gente. Nós é que corremos atrás, há muitas perguntas sem respostas. Há dois policiais peruanos no caso agora, mas não sabemos o que estão fazendo. Ninguém fala nada."

O Itamaraty informou que o governo brasileiro tem prestado auxílio permanente à família de  Artur  desde a notificação de seu desaparecimento, tanto por meio de sua Embaixada em Lima quanto por meio do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.

Na segunda semana de março, o ministério suspendeu a presença de funcionários no distrito de Santa Tereza, perto de Machu Picchu, que ajudavam nas buscas por Artur. A justificativa dada era o risco para a segurança e saúde dos servidores na região, disse Felipe.

No final de janeiro, a família anunciou uma recompensa de R$ 3,8 mil (5 mil novos soles peruanos) para quem encontrasse o jovem vivo. Os pais de Artur estão no Peru, num albergue de Santa Tereza, desde o início do ano. Os gastos estimados com as buscas e a presença do casal no Peru já chegam a R$ 40 mil, segundo a família. Nesse tempo, eles têm sido sustentados por doações de amigos e pessoas que se solidarizaram com o ocorrido.

No último domingo (24), familiares e amigos do mochileiro realizaram um festival de tortas no centro de tradições gaúchas para arrecadar fundos para os pais de Artur continuarem no Peru. "Temos muita esperança e continuamos lutando. Temos certeza que vamos comemorar juntos o aniversário dele de 20 anos no dia 30 de abril", afirmou Felipe.

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