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Saiba mais sobre cada um deles

As 11 vítimas do ataque terrorista no Nanga Parbat

Desde um chinês com 11 8000m+ no cinturão até um cozinheiro paquistanês, as vítimas o ataque sem precedentes ocorrido no Nanga Parbat só tinham uma coisa em comum: Estar no lugar errado na hora errada.

Fonte: desnivel.com

Vamos conhecer a lista final de mortos no ataque, pessoas comuns e que tinham um grande amor pelas grandes e belas montanhas do Himalaia.
 
Seis das onze vítimas tinham experiência prévia em montanhas de oito mil metros. Uma grande experiência quando se fala do chinês Chung Feng Yang, com onze cumes de oito mil metros na cintura sendo duas vezes no Everest. Assim como seu compatriota Jian Feng Rao, com quem havia firmado parceria nas últimas cinco montanhas de oito mil metros e que acumulava em seu curriculum nove cumes dos quatorze.
 
Enfim, segue a lista e um rápido perfil de cada um dos mortos covardemente a tiros pelos assasinos Talibãs. Montanhista não deve morrer de tiros e sim por congelamento, avalanche, e queda.
 
Os três chineses
 
A expedição chinesa ao Nanga Parbat era formada por quatro montanhistas, sendo três mortos no ataque terrorista. O quarto membro do grupo, Jing Chuan Zhang de 42 anos também foi capturado pelos assassinos, mas conseguiu escapar e correr até uma encosta próxima onde se escondeu temendo por sua vida. Posteriormente, usou seu telefone satelital para pedir ajuda a China e informar a seu país da morte de seus compatriotas.
 
Natural de Xinjiang, Chung Feng Yang, de 44 anos, era o mais experiente oitomilista dentre as vítimas. Iniciou sua carreira nas montanhas em 1998, e nas montanhas mais altas do mundo em 2007 culminando o Everest naquele ano, desde então acumulou no total 12 cumes de oito mil metros incluindo a repetição no Everest em 2009. Segundo a informação publicada em um site chinês, Yang era o civil com mais cumes de oito mil regstrados.
 
O companheiro de Chung Feng Yang nas últimas cinco conquistas das maiores do mundo, o Juan Feng Rao foi outra vítima do ataque. Natural da província de Guadong, tinha 49 anos de idade, já havia culminado até agora dez montanhas das quatorze mais altas do mundo, incluindo o cume central do Shisha Pangma.
 
Com Yang e Zhang, os três haviam escalado o K2 no verão passado. Jian Feng Rao começou no montanhismo em 2001, chegando ao cume do seu primeiro oito mil em 2004, o Cho Oyu. Trabalhava na chefia da construção da cidade de Shenzhen.
 
O terceiro morto chinês é Honglu Chen, divulgado pra mídia internacional como sendo a vítima com dupla nacionalidade, China e Estados Unidos. Acabara de iniciar sua carreira no oitomilismo.
 
Os três ucranianos
 
A Ucrânia também sofreu uma grande perda neste ataque insano no Nanga Parbat, com o revés de três mortos. A expedição era liderada por um dos falecidos, Igor Svergun de 47 anos de idade, e com uma ampla experiência no Himalaia, onde culminou o Manaslu, Daulaghiri, Annapurna, Cho Oyu duas vezes e o Everest.
 
Junto dele, foram mortos seus compatriotas e companheiros de expedição Dmitry Konyaev de 43 anos e Badawi Kashaev de 54 anos. Segundo o Clube Alpino Kharkov, do qual os falecidos eram associados, todos eles eram pais de família.
 
Os dois eslovacos
 
A terceira nacionalidade com mais mortos foi a Eslováquia, que lamenta a morte de seus montanhistas Peter Sperka de 57 anos e Anton Dobes de 40 anos de idade, ambos estavam com a expedição ucraniana.
 
O primeiro, Peter, tinha em seu curriculum três cumes de oito mil metros e um sub-cume do Broad Peak, e era conhecido como competente organizador de diversas expedições, e membro de operações de resgate em montanha. Em relação a Dobes, estava tentando seu segundo cume de oito mil metros, depois que culminar o Cho Oyu em 2009, feito este que compartilhou com Peter Sperka.
 
Um experiente sherpa Nepalês
 
Outra das vítimas foi o guia de montanha do Nepal Sona Sherpa, de 35 anos, que já havia culminado o Nanga Parbat pela rota Kinshofer em 2009. Além disso, em seu curriculum tinha dois cumes no Everest e uma vez no Manaslu.
 
O montanhista, natural do distrito de Solukhumbu, não era o único nepalês na montanha, além dele havia mais oito nepaleses na expedição, sob a bandeira da agência de seu país chamada Seven Summits. No momento do ataque, estavam trabalhando na rota nas partes mais altas da montanha e estavam sem comunicação com o campo base.
 
Um Lituano
 
Ernestas Marksaitis de 44 anos foi mais uma vítima do ataque. O montanhista Lituano tentava seu segundo oito mil depois do Broad Peak, fazendo parte de uma expedição internacional e 19 membros, dentre os quais ele era o único que estava no acampamento base no momento dos assassinatos, enquanto todos os outros trabalhavam nos acampamentos mais altos.
 
Um cozinheiro paquistanês
 
A última das vítimas dos terroristas foi a única de nacionalidade paquistanesa, o país do Nanga Parbat onde aconteceu o ataque. Trata-se da morte mais misteriosa de todas, já que testemunhas afirmam que os terroristas separaram os cidadãos paquistaneses de todos os outros de países estrangeiros e só atiraram nestes.
 
Ainda não há informações sobre a identidade desta vítima, só se sabe que era procedente do vale de Hushé e que era cozinheiro no acampamento base do Nanga Parbat.
 
 
A equipe do AltaMontanha.com e, temos certeza, todos os nossos leitores, desejam às famílias das vítimas todo conforto possível neste momento tão triste, já que quando um ente querido se arrisca a tais desafios, a última coisa que se espera é morte por armas de fogo.
 
Condolências a todos os amigos e familiares.
 
 
 
 

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