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Erros técnicos

Detalhes sobre a queda que vitimou Tito Traversa

Após a comunidade escaladora ter ficado estarrecida com a morte do jovem escalador italiano Tito Traversa, mais detalhes foram divulgados sobre o acidente que o vitimou.

Fonte: http://blogdescalada.com/

Publicado pela revista Grimper (http://www.grimper.com/), foi concluído que não foi falha do segurador, e sim do equipamento utilizado para a equipagem da via.
 
Traversa estava se aquecendo quando após apoiar-se no final, oito das doze costuras arrebentaram fazendo com que caísse pouco mais de 25 metros. Tito usou costuras que outro membro do seu grupo tinha comprado recentemente.
 
Esta pessoa estava com costuras passando o mosquetão da corda através da borracha de fixação (VEJA VÍDEO) e não pela fita da costura. 
 
 
Com isso, oito costuras foram equipadas na parte superior da via e ninguém atentou para ao erro. O tipo de erro é comum em escaladores que procuram “esticar” o comprimento de costuras, e por ser mais prático colocar as pequenas borrachas no mosquetão para evitar que ele fique “dançando”.
 
Ao contrário do que alguns escaladores pensam, não é responsabilidade do segurador verificar cada costura a ser equipada, e sim do equipador (aquele que irá escalar e equipar a via).
 
Todo e qualquer segurador DEVE conferir: se o nó do companheiro está bem feito, se o freio está correto e se a corda está em condições de uso. Cabe ao escalador que irá equipar a via: No momento de colocar as costuras no próprio RACK checar a qualidade de cada costura.
 
O seguinte vídeo com amis dá detalhes do que foi levantado sobre o ocorrido e foi publicado neste final de semana. O seguinte alerta o que já foi levantado em vários sites sobre o perigo do uso incorreto da “borrachinha” em costuras esticadas.
 
 
 
Vale salientar que este é só um video teste do que pode ter acontecido com as costuras que Tito utilizou. O mosquetão acaba entrando somente pela parte da borracha preta e não a costura em si, que tem a potência de segurar um corpo humano.
 
Independente disso, a perda continua enorme pra comunidade de escalada.
 
 

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