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Para o programa Zona de Impacto

Confira entrevista de Maximo Kaush para o Sportv

'Aventureiro do Ano', Maximo Kaush busca mapear montanhas com mais de 6.000m registrando e reunindo informações durante suas expedições. Esta é a chamada do Zona de Impacto pra matéria sobre o Max. Veja a matéria e assista à entrevista.

Fonte: Sportv.globo.com

Por Sportv.com

Um projeto inédito, comandado por um apaixonado por aventura, promete se tornar uma enciclopédia do montanhismo de altitude. O responsável pelo mapeamento e recolhimento de dados das montanhas que ultrapassam os 6.000m de altura é Maximo Kausch. E a velocidade que ele consegue cumprir essa missão impressiona. 
 
Em pouco mais de dois meses ele já conseguiu escalar 30 montanhas e, por isso, foi considerado o "Aventureiro do Ano" de 2013 por uma revista especializada. Tanta dedicação faz com que ele praticamente não tenha residência fixa, morando mais tempo em uma barraca do que em casas convencionais.
 
- Estou tentando morar no Brasil, mas com tanta expedição, está difícil. Passo muito tempo nos Andes agora, no Himalaia também. China, Paquistão, Tibete, Nepal, mas ultimamente estou mais na América do Sul e sem casa. Minha casa é uma barraca - disse Maximo.
 
Título de 'Aventureiro do Ano' veio pela rapidez com que Maximo escala montanhas e pela dedicação ao projeto.
 
O ponto de partida para o projeto foi fazer um levantamento de quantas montanhas com mais de 6.000m existem no planeta. De acordo com a lista do escalador, são entorno de 118 picos, e ele ainda precisa estudar a hidrografia e a geologia dos locais para se equipar corretamente. Durante o tempo na montanha, Maximo também ajuda a preservar a história dos primeiros povos que habitaram a região. Em uma oportunidade, enquanto escalava a Cordilheira de La Ramada, na Argentina, Maximo chegou a encontrar o fóssil de uma Amonita, molusco que estinguiu há mais de 150 milhões de anos.
 
- Tem que estudar a hidrografia do lugar antecipadamente para não morrer de sede. Tem a parte geológica, para ver qual é o terreno e saber se a moto vai conseguir chegar ou se você vai conseguir chegar. Tem um monte de informações que tenho que levantar antecipadamente e várias que trago também, por exemplo, informação histórica. A gente acha muitos vestígios incaicos, muita ruína, madeira deixada pelos incas. Não existe decomposição na montanha, não tem oxigênio suficiente para manter bactérias vivas e fora isso tem o frio. Tantas múmias incaicas foram achadas por isso e em ótimo estado de conservação. Nada apodrece.
 
O argentino, que se mudou para o Brasil ainda criança, começou a escalar rocha em São Paulo, aos 15 anos. Aos 18, já encarava sua primeira montanha de quase 6.000m. Hoje, ele já acumula mais de 80 cumes e a motivação de continuar conquistando não diminui.
 
- Cada um tem seu motivo. Você tem que ir para uma montanha para descobrir. Ultimamente minha motivação está sendo poder ajudar alguém com esse mapeamento que estou fazendo. Estou mapeando todas as montanhas que eu faço e isso ajuda. É quase uma desculpa, porque adoro fazer isso.
 
Assista ao vídeo da entrevista para o Sportv, Zona de Impacto:
 
 

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