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4.172 Euros

Ilhas Canárias cobra pela primeira vez por resgate em atividade imprudente

Depois de um ano e meio da criação de lei polêmica, governo das ilhas Canárias cobra pela primeira vez de um resgate. Medida gera procedente inédito de medida que pode ser aplicada em outros locais.

Fonte: Desnivel

O Governo das Ilhas Canárias aplicou pela primeira vez após um ano e meio da criação de norma que pune pessoas que precisam ser resgatadas após acidentes provocados por atos imprudentes ou negligentes. Em consequência, um homem foi multado em 4.172 Euros após sofrer uma queda de um cavalo.
 
O cavaleiro acidentado é um homem de 50 anos de idade de nacionalidade espanhola que caiu com seu cavalo de uma altura de 20 metros no município de Vega de San Mateo, no centro da Ilha de Gran Canaria. Como resultado deste acidente, ele sofreu feridas graves e uma lesão nas costas. Neste caso, os resgatistas que fizeram os primeiros socorros consideraram que a gravidade do acidente requereria imobilização e traslado de helicóptero até o hospital. 
 
O valor da multa de 4.172 Euros foi calculado nos custos da operação de resgate. Cada membro socorrista tem um custo por hora de 36 Euros, o uso do helicóptero tem um custo de 2000 Euros cada hora, se há a necessidade de embarcar o acidentado, há um custo adicional de 300 Euros a hora e cada veículo terrestre utilizado no transporte de equipamentos médicos, de resgate e pessoal ainda tem um custo de 40 Euros.
 
Apesar de ter sido o primeiro caso de cobrança por resgate, está em estudo outros 7 casos onde foram efetuados resgates, mas ainda não se chegou numa conclusão se o que provocou o acidente foi imprudência e negligência do acidentado. Todos estes casos ocorreram com praticantes de parapente.
 
Resgates tem que ser cobrados?
 
A cobrança de resgate é bastante polêmica. O caso ocorrido nas Ilhas Canárias evidência como é caro realizar uma operação, principalmente se for em local de difícil acesso. Resgates em montanhas, por suas obvias complicações, são ainda mais caros.
 
Os governos e parques devem arcar com os custas volumosos destas operações ou os praticantes de esportes, quando julgados imprudentes, devem arcar com a conta? Opine.
 

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