Nó na ponta da corda poderia evitar acidente em escalada no Cipó - AltaMontanha.com - Portal de Montanhismo, Escalada e Aventuras
Acidentes

Nó na ponta da corda poderia evitar acidente em escalada no Cipó

O escalador Marcelo Karez, mais conhecido como Zé, sofreu um acidente no último domingo, dia 26 de janeiro, no Grupo 3 na Serra do Cipó quando fazia o rapel da via sexto sessentão.

Fonte: 4 climb

Um grave acidente que por sorte não teve consequências maiores ocorreu no G3 da Serra do Cipó, popular point de escalada de Minas Gerais. O experiente escalador Marcelo Karez, sofreu uma queda de 30 metros, quicando diversas vezes contra a rocha até cair no chão.

Karez conta que estava fazendo sua última escalada do dia, chegando no topo da via, que tem duas enfiadas, quando o sol se punha. Ele começou o rapel, inclusive realizando o procedimento de auto segurança e desceu distraído quando chegando perto da parada, a 30 metros do chão, ele ouviu a corda passando pelo freio e acabou indo ao chão.

Marcelo sofreu um corte profundo nas costas, e também fraturou a Tíbia e a Fíbula. Seu resgate foi realizado pelos bombeiros que o encaminhou ao hospital João XXIII em Belo Horizonte.
Após o acidente, Karez relatou no site da 4 Climb o motivo de seu acidente. De acordo com o relato, o escalador estava com uma corda emprestada que tem seu meio marcado por trançados diferentes. Por conta disso, ele meiou a corda no rapel visualmente pela diferença de traçado. A corda no entanto, já teve sua ponta cortada em 4 metros em uma ponta, o que fazia que seu meio não fosse o que estava marcado. Por conta disso, a corda passou pelo freio e Marcelo veio a ter a queda.

Problemas como o que ocorreu com Marcelo, podem ocorrer com qualquer pessoa, pois mesmo tendo experiência, muitas vezes o hábito de estar acostumado com uma corda pode gerar este problema. O recomendável é que sempre que alguém usar uma corda emprestada e estiver fazendo um rapel que não dê no chão, faça-se um nó nas duas pontas e meia a corda através dos chicotes, o que é um procedimento mais demorado.

Por sorte Marcelo se recupera das lesões sofridas e promete que vai voltar às escaladas. Que sua dolorida experiência não seja em vão para evitar outros acidentes como este.
 

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