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Reconhecimento

Conquistas de Sérgio Tartari, Flávio Daflon, Daniela Teixeira e Paulo Roxo são indicadas para o Piolet D´Or

O Piolet D´Or é um evento realizado na França que premia as maiores ascensões em montanhas realizadas no ano. Pela primeira vez uma escalada brasileira é indicada. O casal Daniela Teixeira e Paulo Roxo também foi indicado pela escalada ao Kapura Sul no Paquistão.

Fonte: Piolet D´Or

A conquista de Sergio Tartari, Flávio Daflon e Luciano Fiorenza no Fitz Roy, realizada em 2013, entra para a história como a primeira escalada brasileira indicada para o badalado prêmio Piolet D´Or, realizado todos os anos na França e que coroa as maiores ascensões em montanha do ano.

A via, batizada de Samba de Leão, fica na face Norte do Fitz Roy, montanha de 3405 metros localizada na Patagônia argentina e que tem um significado quase mitológico no montanhismo, tamanho são as histórias que aconteceram ali e que fazem parte da história mundial do esporte. A Samba de Leão tem 1300 metros de altura e está graduada em 6b francês,  ou seja, 7b/7a brasileiro.

Apesar do reconhecimento, a via não foi a primeira conquistada por Serginho na montanha. Em 2011, ele junto com Luciano, que é argentino, mas visita com freqüência o Brasil e o também argentino Johny Heredia, conquistaram juntos no Pilar Casarotto a via “Al Abordaje” via que Tartari afirmou, em entrevista exclusiva ao AltaMontanha, ter sido a escalada mais comprometedora de sua vida até então.

Na Samba de Leão, Serginho e Luciano tiveram a companhia do experiência escalador e guia de montanha carioca Flávio Daflon, autor de diversos guias de escalada na cidade do Rio de Janeiro e do famoso livro “Escale melhor e com mais segurança”.

Além de Samba de Leão, concorrem ao Piolet D´Or deste ano a escalada do casal português Daniela Teixeira e Paulo Roxo, colunistas do AltaMontanha, que abriram uma nova rota no Kapura Sul, montanha de 6544 metros localizada no Paquistão.

As escaladas brasileiras e lusas foram indicadas junto com muitas outras, num ano em que há bastante disputa. Só no Fitz Roy há mais 2 ascensões concorrendo. E no Himalaia há na disputa, por exemplo, a escalada relâmpago de Ueli Steck na face Sul do Annapurna, considerado como um dos maiores feitos do montanhismo já realizado. De qualquer forma, já é um grande reconhecimento e demonstra como o montanhismo de língua portuguesa tem evoluído, alcançando um alto nível nos últimos anos.

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