Montanha é nivelada com explosões para abrigar megatelescópio no Chile - AltaMontanha.com - Portal de Montanhismo, Escalada e Aventuras
Astronomia

Montanha é nivelada com explosões para abrigar megatelescópio no Chile

Uma cerimônia marcou, nesta quinta-feira (19), a explosão que iniciou o nivelamento do pico da montanha que receberá o European Extremely Large Telescope (E-ELT ou, traduzindo, “telescópio europeu extremamente grande”), no norte do Chile. O projeto do Observatório Europeu do Sul (ESO), um consórcio astronômico internacional, prevê a construção de um telescópio de 39 metros de diâmetro.

Fonte: G1

A explosão de parte do topo do Cerro Armazones foi acompanhada por autoridades do Chile e do ESO no Observatório Paranal, a 20 quilômetros do local, e transmitida ao vivo pela internet. De acordo com o ESO, cerca de 5 mil metros cúbicos de rocha foram retirados.
 
“Esta é apenas uma parte de um elaborado processo de nivelamento que vai ajudar a preparar a montanha para que ela possa acomodar o telescópio de 39 metros e sua enorme cúpula”, diz uma nota divulgada pelo ESO nesta quinta-feira. Um total de 220 mil metros cúbicos de rocha terá de ser removida para que a montanha receba a plataforma do E-ELT, que medirá 150 por 300 metros.
 
As obras no Cerro Armazones – que incluem o nivelamento, a construção de estradas e a construção da plataforma que receberá o telescópio – começaram em março de 2014 e devem durar 16 meses. A previsão é que o E-ELT comece a funcionar em 2024.
 
Atualmente, existem três projetos de construção de telescópios gigantes no mundo. Além do E-ELT, há ainda o Telescópio Gigante de Magalhães (GMT), com 25 metros de diâmetro, e o Telescópio de Trinta Metros (TMT).
 
Em 2010, o então ministro brasileiro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, assinou o contrato de adesão ao projeto do E-ELT, para que o Brasil se tornasse um membro da associação, mas o processo ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.
 
Caso a participação brasileira seja aprovada, o custo de adesão inicial que o Brasil deve quitar é de 130 milhões de euros (cerca de R$ 390 milhões), fora as contribuições anuais, que já passaram a ser contabilizadas desde 2010.
 

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