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Vulcão no Japão

Mais vítimas fatais são achadas no Vulcão Ontake

A erupção do Monte Ontake, no dia 27 de setembro, já deixou um total de 47 mortos mas o número de vítimas pode aumentar. As buscas no dia 2 foram interrompidas durante a manhã devido às chuvas.

Fonte: Revista Época e Silvia Kikuchi

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Todas as 47 vítimas até agora foram identificadas. Sobre a causa da morte, a Polícia revelou que apenas uma pessoa morreu devido ao calor, ao aspirar o ar quente do vulcão. As outras 46 vítimas morreram atingidas pelas pedras lançadas no ar, sofrendo ferimentos diretos no crânio, pescoço e costas.

Cerca de mil pessoas da Polícia, Bombeiros e Exército participam das buscas no monte, localizado entre as províncias de Nagano e Gifu.

A Prefeitura de Kiso (Nagano) recebeu mais de 20 pedidos de busca por desaparecidos que estariam na montanha durante a erupção.

A Polícia também investiga entre os sobreviventes se não há relatos de outros desaparecidos. Todos os carros estacionados perto do Monte Ontake estão sendo verificados para ver se os donos estão bem.

 

Previsões científicas sobre desastres com vulcões japoneses

 

Uma pesquisa científica realizada por canadenses e japoneses, publicada no começo deste ano na revista Science afirmava que o terremoto de 2011, chamado de Tohoku-Oki, que atingiu o Japão poderia afetar as atividades vulcânicas do arquipélago do Japão, dentre eles o Fuji, que é o mais alto do país.

Os pesquisadores usaram os “ruídos sísmicos” do tremor Tohoku-Oki para criar uma espécie de ultrassonografia da crosta terrestre. Com isso, perceberam que as maiores perturbações na crosta ocorreram justamente abaixo do monte Fuji – a 400 quilômetros do epicentro do tremor. O terremoto aumentou a pressão naquela região vulcânica onde erupções não acontecem desde 1707. A última erupção de Fuji aconteceu justamente dias depois de um terremoto de 8,7 graus na escala Richter ter atingido a costa de Osaka. Na ocasião, o vulcão liberou cerca de 1 bilhão de metros cúbicos de cinzas e rochas. Parte desse material atingiu Tóquio – que na época se chamava Edo – localizada a 100 quilômetros dali. Uma nova erupção, segundo os especialistas, deixaria Tóquio coberta por cinzas.

O Tohoku-Oki, de 2011, foi um tremor de magnitude 9. De acordo com pesquisas japonesas, a pressão na câmara de magma do vulcão está cerca de 16 vezes mais alta do que quando da última erupção.

 




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