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Fogo é extinto na Serra dos Órgãos em Petrópolis, RJ

Não há mais focos de incêndios florestais; 5.150 hectares foram destruídos. Duas aeronaves e 150 bombeiros continuam no quartel de Itaipava.

Fonte: G1

Todos os focos de incêndio, incluindo os que atingiam o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso), foram extintos em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, no início da tarde desta segunda-feira (20), segundo o comandante do 15º Grupamento de Bombeiro Militar, tenente coronel Edson Ney Curvello. A chuva que caiu na região na noite de domingo (19) e que continua em alguns pontos da cidade, foi fundamental para cessar o fogo que castigou o município durante os últimos 13 dias, queimando uma área total de 5.150 hectares, o equivalente a 51,5 mil metros quadrados. O efetivo dos bombeiros, que contou até o momento com 200 homens, sendo 160 de outros batalhões e 40 do próprio município, será reduzido para 150 a partir desta terça-feira (21). Duas aeronaves, da corporação e do Exército, permanecem de prontidão caso haja focos remanescentes.
 
Na manhã desta segunda-feira os combatentes atuaram com helicópteros nas localidades do Morro da Mensagem e no Vale da Boa Esperança, em Itaipava. “O piloto retornou há pouco informando que as chamas foram totalmente contidas. Em algumas áreas não choveu, mas houve queda de temperatura, o que colabora para que a situação fique sob controle”, explicou o tenente coronel Curvello. A preocupação se volta agora para os riscos de deslizamentos. “O tempo ainda está seco, mas se chover vários dias seguidos a preocupação aumenta”, alertou o comandante, ressaltando que as queimadas tiram a proteção do solo, facilitando a movimentação de terra.
 
 Duas aeronaves que atuaram no enfretamento às chamas retornaram para o Rio no início da tarde. Segundo Curvello, apenas duas permenecem no quartel de Itaipava por precaução e a equipe continua com reforço. Não há previsão para o encerramento completo da operação especial que contou com o trabalho de brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), incluindo homens do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso), Reserva Biológica de Araras (RBA) e Ibama.
 
O voo de reconhecimento feito na tarde desta segunda-feira mostrou que os focos também foram extintos no Parnaso, segundo o comandante do 15º GBM. O fogo consumiu 1.550 hectares de Mata Atlântica do parque que tem, ao todo, 20.024 hectares. A área devastada equivale a 15,5 mil metros quadrados. As chamas chegaram aos campos de altitude, atingindo a Travessia Petrópolis-Teresópolis, um dos cartões postais do parque. O incêndio foi controlado pelas brigadas federais, a 2.100 metros de altitude, ainda no domingo (19), mas com dificuldade, devido ao clima seco e ao vento forte.
 
Combate no fim de semana
 
Durante o final de semana, duas aeronaves, do Exército e do Ibama, chegaram a Petrópolis e Teresópolispara auxiliar no trabalho dos bombeiros e brigadistas que atuavam por terra. A preocupação era que o fogo começasse a avançar para uma área conhecida como Vale da Morte, no município de Guapimirim, onde vive o Macaco Muriqui, o maior primata das Américas, ameaçado de extinção. Além disso, neste final de semana um balão foi apreendido em Teresópolis e levado para a 110ª Delegacia de Polícia da cidade para ser investigada a autoria da soltura, já que normalmente os balões trazem inscrições que identificam grupos de baloeiros.
 
Entenda o caso
 
A Região Serrana foi duramente castigada durante os últimos 13 dias devido a diversos focos de incêndio que devastaram uma área total de 5.150 hectares, o equivalente a 51,5 mil metros quadrados. O fogo atingiu o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso), preocupando o Ibama e outras entidades quanto ao prejuízo ambiental. As perdas ainda são desconhecidas em termos de biodiversidade, pois se trata de um ecossistema rico em endemismo, com diversas espécies da flora e da fauna que só existem naquele local. Durante os trabalhos de combate ao fogo, o efetivo dos bombeiros contou com 200 homens, sendo 160 de outros batalhões e 40 do próprio município.
 

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