Após seqüestro, Turquia fecha o acesso ao monte Ararat - AltaMontanha.com - Portal de Montanhismo, Escalada e Aventuras
Violência na montanha

Após seqüestro, Turquia fecha o acesso ao monte Ararat

As autoridades turcas proibiram provisoriamente as escaladas ao monte Ararat, após o seqüestro de três alpinistas alemães nessa área na terça-feira.

Fonte:

Os três montanhistas, que integravam um grupo de 13 alemães, foram seqüestrados por cinco militares armados do ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) quando se encontravam em uma base da colina da montanha a 3.200 metros.

Mehmet Cetin, o governador da província onde fica o monte Ararat, disse que a zona está fechada aos visitantes e que esta decisão será revista após a libertação dos reféns alemães.

Os seqüestrados faziam parte de um grupo de alpinistas da Baviera que pretendiam escalar o Ararat, localizado no leste da Anatólia, próximo às fronteiras com a Armênia e o Irã.

Segundo o secretário bávaro do Interior, Joachim Hermann, os reféns têm 33, 47 e 65 anos de idade. Ativistas do PKK teriam invadido a base do grupo de 13 escaladores e seqüestrado os três alemães. Os outros dez foram levados a uma delegacia de polícia na região.

Ararat foi reaberto a turistas em 2000


O monte mais alto da Turquia tem 5.165 metros de altura e é um ponto de atração de alpinistas. De acordo com a Bíblia, seria o local onde a Arca de Noé tocou terra firme após o dilúvio. O local, que é bastante amplo e oferece muitas áreas para esconderijos, já esteve fechado ao turismo entre 1992 e 2000 devido às ameaças do PKK.

Libertação dos reféns

Os seqüestradores exigem que Alemanha revise a política em relação ao povo curdo e ao próprio PKK. Caso contrário, os reféns alemães no monte Ararat não serão libertados, informou uma agência de noticias relacionada com o PKK.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, rechaçou as críticas e declarou que o governo alemão não se deixará pressionar. Segundo ele, uma força-tarefa está fazendo o possível para libertar os alpinistas.

EFE - DW-World - dt/an ,

Publicidade:


Publicidade

Publicidade