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Tempo ruim já estava previsto

Corrida de aventura em montanha alemã termina com dois mortos

O Ministério Público de Munique está analisando a possibilidade de abrir um inquérito sobre a morte de dois atletas em uma corrida de aventura, no último domingo, 13 de julho, na montanha de Zugspitze, a mais alta da Alemanha.

Fonte: Agência lusa

Os dois atletas morreram de esgotamento e hipotermia durante o trajeto, apesar de terem sido prontamente socorridos, quando estavam a cerca de 10 minutos do cume, situado a mais de 2.900 metros de altitude.

Além das duas vítimas fatais, vários outros dos 550 atletas que participaram da corrida também precisaram receber assistência médica, sendo retirados de helicóptero.

Os mortos foram um homem de 41 anos, natural de Witten (Renânia do Norte-Vestfália), e outro de 45 anos, de Ellwangen (Baden-Wuerttemberg).

Uma súbita mudança de tempo - com neve, ventos fortes e queda da temperatura - surpreendeu os participantes da corrida já depois do início da prova. Muitos vestiam apenas calções e camisetas de manga curta.

Em algumas partes do trajeto, os atletas tiveram que correr sobre 10 centímetros de neve. Muitos desistiram e seis foram transportados para hospitais, segundo um porta-voz da Cruz Vermelha.

As autoridades locais acusaram os organizadores do evento esportivo de "comportamento irresponsável”, por não terem anulado a corrida, apesar das previsões de mau tempo.

Os próprios organizadores - a Get-Going GmbH, de Garmisch-Partenkirchen - publicaram em sua página na internet a previsão meteorológica apontando para temperaturas de três a cinco graus centígrados e ventos de 80 quilômetros por hora durante a corrida.

Mesmo assim, os participantes partiram, no domingo de manhã, já com chuva, de Ehrwald, na Áustria, dispostos a superar a subida de 2.100 metros até o cume da Zugspitze. O trajeto tem 14,7 quilômetros.

A prova radical já havia sido realizada sete vezes e o recorde para concluir o percurso, que os montanhistas costumam levar nove horas, é de duas horas e três minutos.

O ministério público da Bavária estuda abrir inquérito criminal contra os organizadores.

Fonte: Agência lusa

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