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Crise

Fome cresceu entre população que vive nas montanhas, alerta FAO

Um relatório divulgado nesta sexta-feira pela FAO (Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura) indicou que 39% da população mundial que vive nas montanhas sofre de fome, um aumento de 30% em comparação com os números de 2000

Fonte: Terra.com.br

A FAO assinalou, no Dia Internacional das Montanhas (11 de dezembro), que o número de pessoas com insegurança alimentar que vive nas regiões montanhosas dos países em desenvolvimento chegou a 329 milhões em 2012, frente aos 253 milhões de 2000.
 
Este aumento de 30% contrasta com o fato de que a população total que vive em montanhas no mundo cresceu apenas 16% nesse mesmo período.
 
Desta forma, mais de um em cada três moradores de montanha sofre a ameaça da fome, enquanto a proporção nos países em desenvolvimento em nível mundial é de um em cada oito.
 
As condições de vida pioraram sobretudo para a população rural, e metade sofre de insegurança alimentar, segundo o estudo.
 
A dureza do clima, as dificuldades do terreno e a marginalização política e social são alguns dos fatores citados pela FAO para explicar a vulnerabilidade destas pessoas à escassez de alimentos.
 
Além disso, a fome e as deficiências de micronutrientes contribuem para uma taxa maior de mortalidade materna e infantil nessas regiões, sendo consequência da pobreza e ao mesmo tempo a perpetuando, apontou a organização.
 
As montanhas cobrem 22% da superfície terrestre do planeta e abrigam 915 milhões de pessoas, 13% da população mundial.
 
Cerca de 90% destas pessoas vivem em países em desenvolvimento, a maioria dependente da agricultura de subsistência, ainda mais ameaçadas pela mudança climática, segundo o estudo.
 
Por regiões, a população de montanhas da Ásia considerada vulnerável à insegurança alimentar subiu 26% em 12 anos, até 192 milhões, enquanto na África esse número aumentou 46%, até 86 milhões.
 
Na América Latina e no Caribe o número de habitantes em risco de passar fome aumentou 22%, de 39 milhões em 2000 a 48 milhões em 2012.
 
O relatório também mostrou que grandes áreas rurais foram abandonadas por pessoas que estavam enfrentando situações dramáticas, o que supôs uma pressão demográfica maior nas regiões para onde se mudaram e perdas nas que deixaram para trás em nível cultural, econômico e ambiental.

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