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Destaques no montanhismo brasileiro no ano de 2016

Sumário do Montanhismo Brasileiro em 2016

Seguindo a compilação dos anos anteriores, o presente artigo tem o intuito de sumariar as atividades brasileiras mais destacadas em alta montanha e big walls no exterior no ano de 2016, englobando escaladas aos Andes, Patagônia, Yosemite, Europa, Ásia, África, Circuito dos 7 Cumes etc.

Fonte: Rodrigo Granzotto Peron

por Rodrigo Granzotto Peron
 
NOTAS INICIAIS
 
O ano passado foi dominado pelas múltiplas expedições das grandes companhias de montanhismo guiado – Morgado Expedições, Grade VI, Gente de Montanha etc. – mundo afora e pelas inúmeras expedições de Pedro Hauck e Marcelo Delvaux aos Andes, durante as quais esses dois especialistas nos 6000 andinos atingiram o cimo de 9 montanhas nunca antes pisadas por brasileiros. Ademais, Pedro possui 45 dessas montanhas culminadas e Delvaux 14.
 
Também foi ano de retomada na Alta Ásia, após dois anos bem difíceis, com vários brasileiros no alto do Everest e completando os 7 Cumes.
 
Vamos, então, à compilação dos principais eventos ocorridos em 2016:
 
JANEIRO
 
O ano principiou com a polêmica expedição invernal de Cleo Weidlich ao NANGA PARBAT (PAQ, 8126m, Himalaia). Ela foi duramente criticada por alguns veículos de comunicação por supostamente atrasar sua chegada ao campo-base para tentar se aproveitar das cordas instaladas e da trilha aberta por outro time.
 
Na temporada do ACONCÁGUA (ARG, 6962m, Andes), a empresa Grade VI colocou no cume Thaís Amadei Pegoraro (em uma de suas últimas etapas rumo aos 7 Cumes), Carlos Eduardo Santalena (oitavo cume no AC), Adilson, Ricardo, André Toczeck e Aretha Duarte (seu segundo cume). 
 
Na mesma montanha, também fez cume Marcelo Delvaux. Em aclimatação, ele escalou o BONETE DE ACONCÁGUA (ARG, 5050m, Andes).
 
Pedro Hauck, Greissy Caminski, Paula Kapp e Vinicius Vieira realizaram as primeiras ascensões brasileiras ao BONETE CHICO (ARG, 6759m, Andes) e ao CERRO BABOSO (ARG, 6083m, Andes).
 
Em Chaltén, o top climber Waldemar Niclevicz, na companhia de Eduardo Mazza (PR) e Branca Franco (MG), ascendeu a Via Californiana no FITZ ROY (ARG, 3405m, Patagônia). No tocante à mineira, foi a primeira ascensão feminina brasileira a este pico.
 
O VELADERO (ARG, 6450m, Andes) teve cumes de Pedro Hauck, Greissy Caminski, Paula Kapp e Vinicius Vieira, uma das raras incursões nacionais nessa montanha.
 
FEVEREIRO
 
Prosseguindo a temporada, no ACONCÁGUA (ARG, 6962m, Andes) aconteceu, em fevereiro, um dos episódios mais importantes do andinismo feminismo de nosso país. A ultramaratonista mineira Fernanda Maciel realizou um incrível speed ascent, escalando até o cume e descendo em 22 horas e 52 minutos, tornando-se a primeira mulher a finalizar um roundtrip (base-cume-base) em menos de 24 horas. Para a Revista Trip, ela comentou: “Eu cheguei em Plaza Independencia surpreendentemente bem. Estava no melhor da forma, me sentia um passarinho. Aquela energia me jogou pro cume”. Após os insucessos anteriores (2015 e 2016), veio a consagração.
 
Na mesma montanha, Milton Marques fez seu quinto cume.
 
Ainda no Aconcágua, Luiz Carlos Izzo, de Itupeva (SP), chegou ao cimo. No processo de aclimatação, subiu o Franke (5100m), o Lomas Amarillas (5200m), o San Bernardo (4142m) e o Cerro Plata (5950m).
 
Na África, Cristiano Muller, Marcelo Muller, João Pedro Isse e Francisco da Motta puseram os pés no ápice do KILIMANJARO (TANZ, 5895m, Eastern Rift Mountains).
 
MARÇO
 
Em preparação ao Everest, o cearense Rosier Alexandre ascendeu o HUAYNA POTOSÍ (BOL, 6044m, Andes).
 
No OJOS DEL SALADO (CHIL, 6888m, Andes), culminaram Marcio Lage, Fabio Gatto e Diego Calabro, integrantes de expedição da Gente de Montanha, liderada por Maximo Kausch, além do catarinense Leo Schmitz. Não tiveram o mesmo sucesso, Michele Bastos, Ana Beatriz di Lello, Videvaldo Rego, Tatiana Batalha, Jean Carlos Timm, Ricardo Simonsem, Guy Pimparé, Quentin Durber.
 
O CERRO SAN FRANCISCO (ARG/CHIL, 6018m, Andes), desde que foi “descoberto” por brasileiros, tem sido intensamente explorado por nossos montanhistas. Em 2016, equipe do Gente de Montanha pôs no cimo Marcio Lage, Michele Bastos, Ana Beatriz di Lello, Videvaldo Rego, Tatiana Batalha, Diego Calabro, Eduardo Tonetti, Alberto Veiga, Ricardo Simonsen, Guy Pimparé, Fabio Gatto, Quentin Durber, Jean Carlos Timm, Cesar Bouli, Alberto Barioni, Luis Antoniuli Neto e Alberto Veiga.
 
ABRIL
 
Marcelo Delvaux escalou o LA HOYADA (ARG, 5945m, Andes), seu segundo êxito nessa montanha, e o PISCO ESTE (PER, 5752m, Andes).
 
Em processo de aclimatação para o Everest, Cristiano Muller e Fatima Williamson escalaram o LOBUCHE EAST (NEP, 6119m, Himalaia).
 
Paula Kapp tentou o Pissis (ARG, 6882m, Andes), sem sucesso.
 
Camila Coubelle e Nange Sá pisaram no cimo do CHACALTAYA (BOL, 5350m, Andes).
 
O uber guia Manoel Morgado liderou sua 60ª expedição de trekking ao campo-base do Everest ao longo dos anos. Nesse processo, centenas de brasileiros tiveram o gosto de subir o Kala Pattar e desfrutar das belíssimas paisagens do Khumbu.
 
Bernardo (Biê) Rubim e Silvio Neto, apresentadores da série televisiva Montanhistas, estiveram na Europa, onde escalaram as Cinque Torri (ITA, 2361m, Dolomitas), a Aiguille Dibona (FRA, 3130m, Barre de Écrins), a Aiguille du Midi (FRA/ITA/SUI, 3842m, Alpes) e o incrivelmente belo Matterhorn (ITA/SUI, 4478m, Alpes).
 
MAIO
 
Após dois anos problemáticos, por conta do desastre na Cascata de Gelo e do Terremoto do Nepal, 2016 fervilhou de atividades brazucas no EVEREST (NEP/CHIN, 8850m, Himalaia). Por motivos diferentes, Cid Ferrari e Fatima Williamson tiveram que abandonar seus intentos, ao passo que Carlos Eduardo Santalena, Cristiano Muller, Thais Amadei Pegoraro e Rosier Alexandre foram até o ponto culminante do planeta. Para Santalena, o 2º cume no Everest. Para Rosier, a conclusão dos 7 Cumes (6º brasileiro a finalizar).
 
 
Um dos pontos altos de 2016 foi a incrível travessia de 117 quilômetros feita por Marcelo Delvaux, percorrendo o Cordón de Palermo e o Maciço do Cachi (Libertador), na região de Salta, Argentina. No processo, ele escalou o PALERMO (ARG, 6148m, Andes) - primeira ascensão absoluta brasileira - e o CACHI I (ARG, 6380m, Andes), além dos cumes subsidiários HOYGAARD (ARG, 6185m, Andes), LA HOYADA (ARG, 6020m, Andes), CIÉNAGA GRANDE (ARG, 6075m, Andes), GUANACOS (ARG, 6030m, Andes). Essa foi a primeira repetição dessa travessia, concluída pela primeira vez em 2013 por uma dupla argentina.
 
A paraense Cleo Weidlich participou de expedição ao Makalu (NEP/CHIN, 8485m, Himalaia) indo até 8300 metros. Essa foi a segunda tentativa dela na montanha.
 
A Expedição Vulcões do Equador, da Grade VI, tentou o Chimborazzo (EQU, 6310m, Andes), e culminou o CAYAMBE (EQU, 5790m, Andes) e o EL CORAZÓN (EQU, 4791m, Andes), incluindo Silvana, Gustavo, Ricardo, Mauro, Nanci e Filipe.
 
Divulgada a premiação do prestigiado prêmio Mosquetão de Ouro, da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), o vencedor em 2016 na categoria montanhismo foi Murilo Gimenes Lessa, que ascendeu em 2015 duas montanhas virgens (P5702 e P5589) na Cadeia do Karakoram, Paquistão.
 
JUNHO
 
O ELBRUS (RUS, 5642m, Cáucaso) foi ascendido pela incrível Família Gribel, com cumes de Eduardo (pai), Adriana (mãe), Renato (filho), André (filho) e Mariana (filha). Para quem ainda não os conhece, os Gribel pretendem, como família, ascender todos os 7 Cumes, coletivamente. E vão de vento em popa!
 
O KILIMANJARO (TANZ, 5895m, Eastern Rift Mountains) foi palco de time da empresa Gente de Montanha, com sucessos de Marcos Engel, Tatiana Batalha, José Felipe Tassara, Helena Nakahara, Lilian Meissner Correia e Vitor Kleber de Brito.
 
JULHO
 
Equipe da Grade VI pisou no ponto mais elevado da CARSTENSZ PYRAMID (INDO, 4884m, Sudirman Range), incluindo Carlos Eduardo Santalena, José Eduardo Sartor, Marcos Bogado, Rafael Scanavacca e Thais Amadei Pegoraro. Para a bauruense Thaís, 37 anos, foi a conclusão dos 7 Cumes com chave de ouro, em meros 1 ano e 9 dias, recorde nacional de velocidade na finalização dessa saga (ela é o 7º brasileiro a finalizar).
 
O CHACALTAYA (BOL, 5350m, Andes) é uma das montanhas mais populares para brasileiros, com mais de 200 cumes registrados por alpinistas de nosso país. Em 2016, foi a vez de grande time da empresa Gente de Montanha colocar no cume Luiz Nogueira, Marcelo Simonsen, Victor Vaz, Luis Bauels, Luiz Felipe Eichstaedt de Bem, Felipe Manoel, Rogério Sarlo, Felipe Paes e Lima, Mayara Stefanini, Renan Morais, Roberto de Mendonça e Thais Tovar. A mesma equipe, na sequência, também escalou o CHARQUINI (BOL, 5303m, Andes).
 
Outro destino altamente popular, pela facilidade de acesso e ausência de dificuldades técnicas na escalada, é o HUAYNA POTOSÍ (BOL, 6044m, Andes), alvo de várias expedições brasileiras em 2016. Pedro Hauck fez dois cumes por lá, na companhia de Felipe S. Manoel, Mayra Stefanini, Victor Vaz, Rogério Sarlo, Roberto Mendonça, Luiz Nogueira, Thais Tovar, Luis Felipe Paes e Lima, Marcelo Simonsen, Luis Bauels, Renan Lambert e Luis Felipe Eichstaedt do Bem.
 
Também em julho, equipe da Grade VI culminou o TARIJA (BOL, 5200m, Andes) e o HUAYNA POTOSÍ (BOL, 6044m, Andes), com cimas de Alberto, José Marco, Leonardo, Raphael e Ricardo.
 
Na mesma montanha, culminou o catarinense Glauco Rhuan Manske (de Jaraguá do Sul), que constrói os equipamentos de escalada que utiliza (por exemplo, forjou o seu próprio piolet). Em aclimatação, também escalou o Chacaltaya.
 
Após os insucessos de 2014 e 2015, Waldemar Niclevicz finalmente escalou o SALCANTAY (PER, 6271m, Andes), desafiadora montanha da cadeia Vilcabamba, pela Face Norte, mais uma etapa da Expedição Mundo Andino.
 
Em uma das incursões aos Andes, Marcelo Delvaux fez cume no ZANJA PUNTA (PER, 5217m, Andes).
 
O catarinense de Jaraguá do Sul Hélio Fenrich escalou o ELBRUS (RUS, 5642m, Cáucaso), sem guias e em dez horas de escalada desde o campo-base, segunda etapa em seu projeto rumo aos 7 Cumes, após o Aconcágua em 2015.
 
AGOSTO
 
O ACOTANGO (BOL, 6071m, Andes) foi visitado por Bruno Versiani dos Anjos, que se tornou a 8ª montanha diferente de 6000 metros por ele ascendida. Antes dela, Bruno escalou o PARINACOTA (BOL, 6330m, Andes).
 
O PEQUEÑO ALPAMAYO (BOL, 5400m, Andes) foi ascendido por Claudia Bento
Greissy Caminski, Pedro Hauck, Marcelo Braga do Vale e Marcelo Figueiredo. Na sequência, Pedro Hauck, na companhia de Maximo Kausch, ascendeu também o 
 
O BROAD PEAK (PAQ, 8051m, Karakoram) era alvo de duas expedições nacionais. Jefferson dos Reis, após o cume no Everest em 2013, teve que cancelar seu intento após dez dias no Paquistão, pela precariedade das condições fornecidas pelo operador local. Já Cleo Weidlich, em sua terceira tentativa (após 2009 e 2010), foi apenas até 7400 metros, antes de desistir de sua investida.
 
O ELBRUS (RUS, 5642m, Cáucaso) é palco cada vez mais verde-amarelo, com grandes expedições nos últimos cinco anos. Com a expedição da Grade VI, que pôs no cimo Rodrigo Raineri, Juliana, Guilherme, Rafael, Roberto Neves, Henrique Mazieiro e Cavalieri, agora passamos de 120 cumes no ponto mais alto da Europa. Com esse cume, Raineri concluiu os 7 Cumes (8º brasileiro a finalizar)
 
A expedição Refúgio Serra Fina fez cume no HUAYNA POTOSÍ (BOL, 6044m, Andes), com êxitos de Alex Bonifácio e Pieter Paulo Clayes. Maurício Anchovas também integrou o time, mas sem cume.
 
A dupla feminina Claudia Bento e Greissy Caminski subiu o ILLIMANI (BOL, 6490m, Andes) e o PARINACOTA (BOL, 6330m, Andes).
 
Igualmente, Maria Tereza Ulbrich escalou o PARINACOTA (BOL, 6330m, Andes).
 
A mulher brasileira com mais expedições às Altas Montanhas da Ásia, Cleo Weidlich, tentou o K2 pela segunda vez (após 2011), indo até 7000 metros. As condições de neve não estavam favoráveis, e ninguém fez cume no K2 em 2016.
 
No CERRO SAN FRANCISCO (ARG/CHIL, 6018m, Andes), culminaram Paula Kapp e o joinvillense Leo Schmitz (SC).
 
Em mais uma de suas inúmeras incursões à cordilheira andina, Marcelo Delvaux angariou o HUAYRURO PUNCO (PER, 5500m, Andes), o CERRO ÁUSTRIA (ARG, 5350m, Andes) e o SAN FRANCISCO (ARG, 6018m, Andes).
 
SETEMBRO
 
Expedição de Pedro Hauck colocou seis alpinistas no cume do ACOTANGO (BOL, 6071m, Andes), incluindo Maria Tereza Ulbrich, Tatiana Batalha, Joair Bertola, Marcelo Braga do Valle, Tiago Melo e o líder do time, em seu 2º cume nessa montanha.
 
A brasileira com mais cumes de 6000 metros andinos diferentes, Maria Tereza Ulbrich, escalou o ILLIMANI (BOL, 6490m, Andes).
 
 
Marcelo Braga ascendeu o CHACHANI (PER, 6055m, Andes), uma das raras ascensões a este cume remoto peruano.
 
Por sua vez, Marcelo Motta Delvaux fez a primeira ascensão brasileira ao PALPANA (CHIL, 6023m, Andes). O montanhista tem se especializado nas montanhas de 6000 metros andinas e formou currículo formidável, com vários cumes em montanhas nunca pisadas por brasileiros. Já são 14 cumes principais diferentes ascendidos, vários são primeira ascensão nacional, sem contar os cumes subsidiários.
 
O primeiro grupo da Grade VI culminou o KILIMANJARO (TANZ, 5895m, Eastern Rift Mountains), com êxitos de Arthur, Charles, Nelson e Carlos Eduardo Santalena.
 
No HUAYNA POTOSÍ (BOL, 6044m, Andes), Fernando Marcos Jr. angariou o cume.
 
OUTUBRO
 
A dupla Juliano Sant’Ana (SC) e Emerson Bernardes (PR) ascendeu o KILIMANJARO (TANZ, 5895m, Eastern Rift Mountains).
 
Lançado o documentário Harmatan, que cobre os melhores momentos das três expedições ao Mali, onde os brasileiros Eliseu Frechou, Marcio Bruno de Oliveira, Edemilson Padilha e Fernando Leal conquistaram em 1996, 2006 e 2012 novas rotas no Hombori e Douendza.
 
Eliseu Frechou e Fernando Leal subiram o MT WHITNEY (EUA, 4421m, Sierra Nevada). Na sequência, Frechou e Ana Fujita ascenderam a Face Oeste da LEANING TOWER (EUA, 1981m), uma das rotas tradicionais do Parque do Yosemite.
 
NOVEMBRO
 
A expedição de Pedro Hauck aos Andes realizou a primeira ascensão nacional ao COLORADOS (ARG, 6084m, Andes) e ao VALLECITOS (ARG, 6184m, Andes) e a segunda ao ANTOFALLA (ARG, 6470m, Andes), com cumes de Maria Tereza Ulbrich, Gabriel Tarso, Jovani Blume, Maximo Kausch e Suzie Imber, além do líder, em sua segunda ascensão a esta montanha. Também ascenderam o TUZGLE (ARG, 5350m, Andes).
 
Pedro Hauck, num ano altamente prolífico, tornou ainda mais luminosa sua constelação de cumes 6000ers andinos ao ascender o EL CONDOR (ARG, 6414m, Andes), primeira nacional a esta montanha. De se notar que Hauck agora possui 45 montanhas de 6000 metros culminadas nos andes, 21 das quais são primeiras ascensões nacionais (ele é líder em ambos os quesitos).
 
Em solo africano, equipe da Grade VI, liderada pelo onipresente Carlos Eduardo Santalena, culminou o KILIMANJARO (TANZ, 5895m, Eastern Rift Mountains), com cumes de Alex, Daniel, Francis, Ilarino, Marcelo e Rafael. Pela quantidade de vezes que o nome é citado no texto, dá para verificar que Santalena é quase onipresente, liderando expedições aos quatro cantos do planeta. No Kilimanjaro, por exemplo, é o seu sétimo cume.
 
Manoel Morgado conduziu ao cume do LOBUCHE EAST (NEP, 6119m, Himalaia) Fernanda May, Carla Allessi, Vander Muniz e Guilherme Slongo. Destaque-se que a popularidade do Lobuche só cresce nos últimos anos. Desde 2011, já foram 14 cumes brasileiros por lá.
 
Por sua vez, Marcelo Delvaux ascendeu novamente o ACONCÁGUA (ARG, 6962m, Andes), sua terceira cima somente em 2016 e seu 7º cume no Sentinela.
 
DEZEMBRO
 
A dupla brasileira composta por Pedro Hauck e Gabriel Tarso fez a primeira ascensão brasileira ao EL TORO (ARG/CHIL, 6188m, Andes), na companhia de Jovani Blume, e ao MAJADITA (ARG, 6280m, Andes), na companhia de Suzie Imber. Também na cia de Jovani Blume, realizaram a segunda ascensão verde-amarela ao MARMOLEJO (CHIL, 6108m, Andes).
 
Na sequência, Gabriel Tarso subiu o EL PLOMO (ARG/CHIL, 6070m, Andes), outra primeira ascensão nacional a esta montanha andina.
 
 
Autor: Rodrigo Granzotto Peron
Finalização do texto: 19-2-2017
 
Observação: Apesar de bastante abrangente o texto, as expedições acima são apenas as mais destacadas e noticiadas, mas podem – e devem – haver inúmeras outras das quais o autor não teve notícia, por não terem sido registradas ou divulgadas. Se alguém ficou de fora da presente compilação, favor entrar em contato: alazaf  AT  terra.com.br.
 
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