Esclarecimento sobre os fatos ocorridos na via Baden Powel, Morro do Irmão Maior – RJ - AltaMontanha.com - Portal de Montanhismo, Escalada e Aventuras
Nota sobre a matéria: Escaladores acuados sob ameaças no Morro do Irmão Maior RJ

Esclarecimento sobre os fatos ocorridos na via Baden Powel, Morro do Irmão Maior – RJ

No fim da tarde do dia 10 de maio de 2017 houve um desentendimento na via Baden Powell, no morro do Irmão Maior. O fato foi noticiado na matéria “Escaladores acuados sob ameaças no Morro do Irmão Maior RJ”. Após o ocorrido, e apurando o fato com um dos envolvidos, esclarecemos:

Fonte: Redação

Os escaladores Flávio Daflon, Flávio Leone e Luiz Armando estavam regrampeando a via “Baden Powell”, uma via clássica, conquistada em 1960 que está localizada no Morro do Irmão Maior, RJ. Tal regrampeação acontece eventualmente em vias do Rio, substituindo antigas proteções por outras mais novas e mais seguras.
 
Na mesma via de escalada, há mais de um ano, havia sido fixado alguns grampos de ancoragem com a finalidade da instalação de um “highline”. Estes grampos estavam na linha da via, o que de acordo com a ética do montanhismo brasileiro é anti-ético e justifica sua remoção. Ainda de acordo com dos escaladores, tais grampos estavam instalados em uma laca, 2 deles saíram fácil, não foram quebrados, simplesmente saíram do buraco. E pra piorar parte da fixação estava apoiada no olhal do grampo, não no tarugo. E os olhais eram de 1/4, totalmente inapropriados.
 
Tal ato já havia provocado indignação na época da instalação e envolvidos com o caso já haviam sido questionados. Porém, passado mais de um ano, os mesmos grampos ainda estavam no local.
 
Aproveitando a ocasião da regrampeação, os citados escaladores aproveitaram para remover os grampos da ancoragem de highline que estavam na linha da via de escalada. Algumas pessoas viram o ocorrido e insultaram os escaladores que estavam na parede. Havia dois grupos de pessoas que os ameaçaram, um na base da via e outro no cume. O grupo da base gritou diversas vezes dizendo que o grupo do cume estava esperando por eles. Os escaladores afirmam que pedras foram arremessadas desde o topo da montanha na direção deles.
 
Se sentido intimidados eles ligaram para a UPP do Vidigal e pediram ajuda. Rapidamente a notícia de que eles estavam sendo atacados se proliferou.
 
A polícia da UPP se dirigiu ao topo do morro, local onde termina a escalada. Chegando lá eles encontraram dois indivíduos que esperavam os escaladores. Os mesmos não estavam armados e nem agressivos. Diante da Polícia, escaladores e estes dois indivíduos, que eram praticantes de Highline conversaram de forma educada.
 
Os envolvidos afirmam que não passou de um mal-entendido. Não houve a presença de traficantes e nem bandidos, como noticiado inicialmente na matéria e tão pouco os escaladores passaram por um risco de vida. Não se sabe se as pedras que vieram do cume foram arremessadas pelos indivíduos que os esperavam no cume ou se foi por pessoas que nada tinham a ver com situação.
 
Sobre a questão polêmica da remoção dos grampos de ancoragem do highline, os envolvidos conversaram por cerca de 1 hora e decidiram marcar uma reunião para discutir o ocorrido. Ambos se mostraram dispostos a conversar e resolver a questão.
 

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