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Tragédia no Nanga Parbat

Mariano Galván e Alberto Zerain morreram no Nanga Parbat

Dupla de montanhistas estava desaparecida, mas após mais de 10 dias de buscas é confirmado o pior: Eles foram pegos por uma avalanche e morreram.

Fonte: Redação

Nos últimos dias a comunidade de montanhismo mundial se encontrava comovida com a história da dupla de montanhistas Alberto Zerain da Espanha e Mariano Galván de Mendoza, Argentina. Eles estavam desaparecidos desde o sábado dia 24 de Junho, quando o aparelho geolocalizador de Zerain deu um último sinal antes de apagar completamente no Nanga Parbat, uma das montanhas mais perigosas do mundo, localizada no Paquistão.
 
A dupla estava desafiando uma das rotas mais comprometedoras de uma montanha de 8 mil metros, a aresta Mazeno no Nanga Parbat, escalada uma única vez em 2012. A dupla tinha um estilo de escalada independente e valorizavam rotas pouco usuais e desafiadores, tendo ficado famosos por isso.
 
Graças ao serviço de geo localização, foi possível observar que Mariano e Alberto progrediam em bom ritmo. De acordo com a informação do aparelho, foi possível observar que ambos começaram a marcha numa altitude de 5800 metros. Avançaram de maneira veloz, fazendo cerca de 60 metros por hora. Cerca de 5 horas depois de saírem do acampamento, é detectado que eles estavam a 6270 metros. O próximo sinal, emitido uma hora mais tarde, informa que eles estão 150 metros mais abaixo e 180 metros de distância. A partir daí a comunicação se cessou e o telefone satelital da dupla figurava como desligado.
 
Sem informações, começou uma grande preocupação e após alguns dias foram iniciadas tentativas de busca pelo exército do Paquistão, todas infrutíferas devida a falta de visibilidade. Neste momento, dado o tempo sem comunicação, já se esperava pelo pior, apesar de muitos torcerem para que eles tivessem apenas perdido uma mochila com os equipamentos e estivem sem comunicação em algum ponto da montanha.
 
O fato da morte se confirmou no sábado, dia 1 de Julho, após um sobrevôo de helicóptero onde foi constatado que no local onde marcava o último sinal do aparelho de geolocalização havia um grande desmoronamento de gelo e neve, que soterrou os alpinistas. O Helicóptero conseguiu fazer uma varredura completa pela rota da montanha, sem achar mais nenhum outro indício dos montanhistas.
 
A dupla Mariano Galván e Alberto Zerain
 
O Nanga Parbat seria a oitava montanha acima de 8 mil metros de Alberto e a sexta de Mariano. Alberto, quando não se encontrava na montanha, trabalhava de caminhoneiro na Espanha e Mariano era guia de montanha de Mendoza, na Argentina. Cidade base para escalar o Aconcagua, a montanha mais alta dos Andes. 
 
Eles se conheceram em Maio do ano passado no Dhalagiri no Nepal e se uniram para fazer o ataque ao cume juntos numa escalada épica e cheia de significados para os Argentinos (leia a respeito disso em um artigo de Rodrigo Granzotto Peron).
 
Mariano era considerado o melhor montanhista da Argentina e os montanhistas daquele país lamentam muito a perda.
 

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