Maximo Kausch em busca de dobradinha no Himalaia - AltaMontanha.com - Portal de Montanhismo, Escalada e Aventuras
Escalando dois oito mil

Maximo Kausch em busca de dobradinha no Himalaia

Mesmo com problemas com autoridades chinesas no Tibet, o argentino/brasileiro Maximo Kausch vai tentar escalar o Sho Oyo e o Shishapangma, a sexta e o décima quarta montanha mais alta do mundo.

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Maximo Kaush, conhecido por suas expedições em estilo alpino, com poucos recursos, está embarcando mais uma vez para o Himalaia, onde pretende escalar duas montanhas, o Sho Oyo, de 8188 metros e o Shishapangma de 8027, ambas localizadas na fronteira entre o Tibet e o Nepal.

A região onde ficam as montanhas estava bastante tumultuada até pouco tempo atrás. Isso deviado às proibições impostas aos chineses para a permanência de ocidentais por causa das rebeliões dos tibetanos que há mais de cinquenta anos lutam contra a anexação chinesa.

A fronteira do Tibet permaneceu fechada até o final das Olimpíadas, isso fez que até mesmo o aceso ao Everest, pelo lado norte, ficasse restringido, causando muitos protestos das expedições que já tinham pago as permissões para escalar a montanha.

Ao término das Olimpíadas de Pequim, os chineses voltaram a permitir a entrada de ocidentais no Tibet, mas com muita restrição. Ainda é proibido a entrada de Sherpas e os equipamentos de comunicação estão proibidos, como telefone via satélite. Há também restrição de máquinas fotográficas e filmadoras. Ao que parece, como relatou Kaush por email, o registro da viagem só pode do acampamento base em diante.

Maximo será guia da expedição comercial liderada por Dan Mazur que há anos atua na região. Até mesmo Dan não tem certeza se eles vão ou não conseguir atravessar a fronteira, pois as exigências dos chineses é muito confusa, entretanto se não conseguirem, eles ficarão no Nepal para escalar em outras montanhas de oito mil. Neste caso eles tentariam o Manaslu, montanha que nenhum brasileiro ainda escalou.

Maximo foi ao Himalaia pela primeira vez em 2004 para escalar o Ama Dablam, nesta oportunidade ele escalou a montanha sozinho fazendo auto segurança e fixando as cordas para as expedições comerciais subirem em seguida. Isso chamou a atenção de Dan, que o contratou para no ano seguinte guiar uma expedição para o Everest e Lhotse pelo Khumbu, nesta época Maximo tinha 24 anos.

No Lhotse, no ano seguinte, ele esteve na montanha e não pode fazer cume devido ao mal tempo, sendo que a única pessoa a fazer cume na ocasião foi o português João Garcia, que hoje está próximo de completar todos os catorze oito mil. Maximo permaneceu duas noites acima da altitude de oito mil metros sem oxigênio complementar.

Em 2006, Maximo voltou ao Himalaia para escalar nos Pamires do Tadjiquistão. Lá ele escalou o Pik Korjenevskoya, de 7100 metros, a primeira vez que um latino americano chegou no topo daquela montanha. Entretanto, quando ele regressava do cume, parou para ajudar uma expedição russa e a desidratação provocada por este socorro em altitude extrema levou-o à um edema retinal e ele perdeu 40% da visão no olho esquerdo.

Maximo viveu somente até os oito anos de idade na Argentina, quando seus pais se mudaram para o Brasil. Por aqui ele já morou em São Paulo, Teresópolis(RJ), Volta Redonda(RJ), Mogi das Cruzes(SP) e Itatiba(SP), onde ele começou a escalar com apenas dezesseis anos de idade. Aos dezoito, junto com Pedro Hauck, atualmente colunista do Altamontanha.com, ficou seis meses na Patagônia onde teve sua primeira experiência em montanhas andinas e desde então escala com frequência em alta montanha, já tendo escalado em diversos países, tanto na América do Sul, Europa e Asia. Atualmente ele mora e trabalha na Inglaterra.

Junto com Pedro Hauck edita o site Gentedemontanha.com, onde há videos, fotos e relatos das escaladas realizadas por esta dupla de jovens e promissores montanhistas.

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