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Escalada histórica no Himalaia

Coreanos Escalam Parede Gigante no Himalaia

Uma equipe coreana escalou a difícil face noroeste do Meru Sul de 6.660 m, adjacente ao conhecido Mera Peak na Índia. Montanha havia sido escalada apenas uma vez na história.

Fonte:

Embora a face oriental da “Barbatana do Tubarão”, como é conhecido o Mera Peak no idioma indiano, tenha visto pelo menos 20 expedições nas suas encostas, muito poucas tentaram o pico maior ao sul.

O Meru Sul foi escalado apenas uma vez, por uma equipe japonesa em 1980. Na última tentativa, em 2001, uma equipe espanhola alcançou os 6.400 m na aresta oriental da montanha.

A equipe do Clube Alpino Coreano escalou a rota direta da face nordeste, que é dominada por uma parede de pedra gigantesca, que começa acima dos 6.100 m. Os escaladores fixaram quase 1.600m de corda até o campo 2 a 6.150 m em 10 dias, e depois, apesar do tempo ruim, começaram a escalar a parte superior da parede no dia 5 de Julho.

Três escaladores — Kim Sae-Joon, Jun-ho de Wang, e Tae-Homem de Kim — levaram nove dias escalando as 10 cordadas , muito verticais e com muita pedra solta. Kim Sae-Joon, que já tinha tentado a face oriental do Mera Peak em 2005, tomou as rédeas na base da parede.

A segunda cordada foi crucial, e exigiu 20 horas de escalada em A5, mas a seção mais perigosa veio duas cordadas mais pra cima, onde os escaladores gastaram dois dias negociando 50 metros de parede extremamente solta, incluindo um bloco enorme que eles tiveram que retirar para continuar. Os escaladores chamaram este A4 de seção ED (Extremamente Difícil).

O trio escalou a parte superior da parede no estilo cápsula, bivacando num portaledge para dois homens e uma rede, com sacos de dormir ultraleves e o mínimo possível de mantimentos.

Para se ter idéia do mínimo de equipamento levado, eles não comeram nenhum alimento extra durante os últimos três dias da escalda. Em 10 dias eles só tiveram duas horas de sol.

Finalmente, os três escaladores alcançaram o final da parede de rocha e puderam continuar até o cume, chegando lá às 16 horas do dia 13 julho.

Levaram ainda dois dias para retornar ao acampamento base, com um pernoite no Acampamento 2 na base da parede.

Por causa também do tempo ruim não conseguiram retirar todas as cordas fixas, só conseguiram limpar pouco menos da metade das cordas que eles tinham fixado. Restou na parede cerca de 20 parafusos, 17 rebites, e três pitons.

A nova rota foi batizada "Portão ao Céu" (VIIb A5 5.10).

Contribuição de Carlos Londoño

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