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Mais um brasileiro em um 8 mil

Maximo Kausch chega ao topo do Cho Oyu

Segundo informações prestadas pelo alpinista Dan Mazur, o argentino / brasileiro Maximo Kausch chegou nesta madrugada, no horário do Brasil, ao topo do Cho Oyu, sexta montanha mais alta do mundo.

Fonte:

Maximo liderou o grupo que chegou ao topo do Cho Oyu. Neste momento o grupo está descendo ao Acampamento 3 da montanha, onde recolherão os equipamentos para continuar a descida ao acampamento base.

A equipe era composta por quatro membros: Maximo Kausch, líder, Kurt Blair, Erik Petersen e o Pasang Sherpa.

Dan Mazur, chefe da expedição, ainda comentou: “Estou tão feliz em saber disso! Eles estão apenas no seu caminho para baixo e agora queremos desejar-lhes uma descida muito segura.”

Maximo Kausch

Maximo nasceu em Córdoba na Argentina, e veio para o Brasil com apenas oito anos. Seus pais, antes de morarem no Brasil ainda residiram no Peru e na Serra Leoa. Talvez influenciado por isso ele tenha se tornado um grande viajante e também um ótimo escalador com muitas histórias para contar.

Sua história no Himalaia começou em 2004, quando partiu para escalar o Ama Dablam. Nesta oportunidade ele escalou a montanha sozinho fazendo auto segurança e fixando as cordas para as expedições comerciais subirem em seguida. Isso chamou a atenção de Dan Mazur, que o contratou para no ano seguinte guiar uma expedição para o Everest e Lhotse pelo Khumbu, nesta época Maximo tinha 24 anos.

No Lhotse, ano seguinte, ele esteve na montanha e não pode fazer cume devido ao mal tempo, sendo que a única pessoa a fazer cume na ocasião foi o português João Garcia, que hoje está próximo de completar todos os catorze oito mil. Maximo permaneceu duas noites acima da altitude de oito mil metros sem oxigênio complementar.

Em 2006, Maximo voltou ao Himalaia para escalar nos Pamires do Tadjiquistão. Lá ele escalou o Pik Korjenevskoya, de 7100 metros, sendo esta a primeira vez que um latino americano chegou ao topo daquela montanha. Entretanto, quando ele regressava do cume, parou para ajudar uma expedição russa e a desidratação provocada por este socorro em altitude extrema levou-o a um edema retinal e ele perdeu 40% da visão no olho esquerdo.

Além disso, o brasileiro participou também de muitas outras aventuras e uma delas é uma saga digna de um filme. Numa viagem ao interior da Bolívia em 2001, resolveu escalar sozinho o Ojos del Salado no Chile. Como não bastasse estar com somente cem dólares no bolso, ele ainda foi assaltado logo que chegou ao Chile, mesmo assim, não desistiu, e atravessou o deserto do Atacama a pé, até chegar a tão sonhada montanha, mas foi preso por não ter autorização para escalá-la.

Porém foi liberado pela polícia e acabou chegando a duzentos metros do cume do Incahuasi, só abandonando a escalada devido a sua falta de equipamentos, que o impossibilitou de enfrentar uma tempestade de neve. Maximo acabou percorrendo a pé o resto do percurso, até chegar a sua terra natal, onde trabalhou para arrecadar fundos e voltar para casa.

Maximo já escalou grandes montanhas do mundo, algumas, inclusive, em solitário, como a Mönch, , Jungfrau, , Matterhorn, , e o já citado Ama Dablam.

Maximo hoje mora na Inglaterra, onde trabalha para conseguir fundos para realizar seus projetos, que não terminam por aí, porém ele não vê a hora de retornar para o Brasil.

Cho Oyu

O Cho Oyu, cujo nome significa ""a melhor turquesa"" no idioma tibetano, é a sexta montanha mais alta do mundo e possui a altitude de 8.201 metros sobre o nível do mar. Está localizada na cordilheira do Himalaia, cerca de 20 km a oeste do Everest.

O Cho Oyu foi escalado pela primeira vez em 19 de Outubro de 1954, pela aresta noroeste, por uma expedição austríaca composta por Herbert Tichy, Joseph Joechler e Pasang Dawa Lama, sendo na época, a quinta montanha acima dos 8 mil metros a ser escalada.

Acidente

Nem tudo foi alegria nestes últimos dias no Cho Oyu. Segundo informações prestadas pelo próprio Dan Mazur,alguns alpinistas de outra equipe que estavam na montanha sofreram uma grave queda, na altura dos 7.600 metros.

Uma pessoa morreu e outras caíram cerca de 800 metros. Ainda não se tem informações mais precisas a respeito da saúde deles.

“Escalada essas montanhas é realmente uma coisa perigosa e difícil de fazer e se há algo que podemos fazer para nos ajudar, estaremos feliz em ajudar”, completou Dan.

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