menuesquerda
BUSCA
PÁGINA INICIAL
MONTANHAS
  Andes
  Himalaya
  Alpes
  Outras
FOTO DO MÊS
Dolomitas, Italia
ROTEIROS ANDINOS
  Chile Sur
  Bolívia
  Mendoza
  Machu Picchu
ALTA MONTANHA
  Medicina Esportiva
  Personalidades
  Equipamentos
  Expedições
  Literatura
  Notícias
  Filmes
  Links
TRIPLOG
  Aliny Borba
  Mikael Arnemann
  Hilton Benke
  Wilson Rulka
ESCALADA
  Points de Escalada
  Big Wall
  Técnicas
COLUNAS
  Beto Joly
  Hilton Benke
  Marcelo Brotto
  Johny Genvensis
  Julio Fiori
  George Nas Nuvens
BRASIL
  Caminho do Itupava
  Fazenda Pico Paraná
  Iviturui
RESTRITO
   Webmail
CONTATO
   AltaMontanha.com
VISITE TAMBÉM


A equipe Preparação A montanha Expedição Aconcágua 2005


Expedição Aconcágua 2005

05/01/05 - Acampamento 2 (El Plomo) - altitude 3900m - temperatura 2 graus negativos

Acordamos com um pouco de dor de cabeça.
O saco de dormir (pluma) é muito quente, acho que vai dar conta do recado.
O dia estava limpo e sem ventos.
Desmontamos o acampamento e começamos a andar as 10:30h.
A pernada foi longa mas muito gratificante. O cenário por aqui é muito diferente da paisagem brasileira. O solo é árido e cheio de pedras, o ar seco, as montanhas ao redor são cobertas de neve e já estamos atravessando algumas línguas de gelo.
De vez em quando ouvimos pequenos deslizamentos de pedras. O barulho ecoa no vale e chega a ser meio assustador.
Nem imagino o barulho de uma avalanche de verdade.

A montanha esta vazia, encontramos poucas pessoas. A sensação de solidão e paz é grande.
Nossas preocupações aqui são mínimas e simples.
Não podemos negar que o corpo fica meio socado no final do dia, mas a recompensa de ver todo um caminho percorrido e o El Plomo cada vez mais perto é grande.

Na verdade não sabemos se vamos chegar ao cume. Temos só mais um dia para avançar e ainda estamos a 3900m. Faltam 1500m.
Não podemos forçar muito porque já estamos sentindo os efeitos do MAM (do da Montanha).
O MAM é a reação do nosso organismo a ambientes de pouco oxigênio, baixa pressão atmosférica e frio intenso.
Os efeitos começam sob a forma de dores de cabeça (puna), enjôo, insônia, sangramento de nariz e fadiga anormal.
E nos piores casos, podem ocorrer edemas pulmonares e cerebrais.
Por isso, o MAM representa uma das nossas maiores preocupações na montanha.

Estamos andando bem, nosso ritmo é bem parecido. Depois de uma pernada longa, chegamos ao acampamento 2 as 22:00h, ainda com um pouco de luz do dia.
O lugar é show. O chão é coberto de pedras, tem um lago logo ao lado da barraca e o visual contempla um vale de mais ou menos 7km a leste e o El Plomo a oeste. A norte e a sul temos paredes nevadas.
Dessa vez o jantar compensou o da noite anterior, sopa de legumes com bacon e macarrão. O bacon foi de improviso e deu certo.

A temperatura cai muito quando o sol se põe. A noite deve ser abaixo do zero grau com certeza.
Já estamos tendo que vestir luvas de corta vento.

Amanhã o dia será longo, acordaremos às 5 da madruga e seguiremos em direção ao cume. Serão mais ou menos 9 horas de subida e 4 de descida.
Deixaremos o acampamento montando e por isso subiremos com pouco peso. por falar em peso, nossas mochilas estão bem pesadas, cerca de 20 quilos.
Aqui em cima 20 quilos é mais pesado que aí em baixo, pode crer!

Vamos torcer para fazer tempo bom e pouca puna, senão abandonaremos o cume, nossa intenção aqui é apenas aclimatar.

Hasta mañana!

Murilo e Rurik

ATENÇÂO: toda a informação contida aqui não implica em responsabilidade ao autor.
Toda escalada deve ser realizada seguida de um mínimo de experiência e conhecimento local.
O montanhismo e suas modalidades apresentam risco de vida, não se aventure além de seus limites técnicos e psicológicos.
AltaMontanha.com

COLUNISTAS
IMAGENS
Cerro Aconcágua
Tupungato
Cordilheira dos Andes

 
 

® AltaMontanha.com ::: Todos os direitos reservados ::: altamontanha@altamontanha.com