Sobre o Autor

Jorge Soto - Colunista

Jorge Soto é mochileiro, trilheiro e montanhista desde 1993. Natural de Santiago, Chile, reside atualmente em São Paulo. Designer e ilustrador por profissão, ele adora trilhar por lugares inusitados bem próximos da urbe e disponibilizar as informações á comunidade outdoor.

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Uma pernada, quatro pedras: Travessia Elefante – Estudantes
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Situada a 980m de altitude, a “Pedra do Elefante” é o ponto turístico mais alto de Ribeirão Pires (SP), com vista panorâmica de boa parte do município. Contudo, o serrote que abriga este atrativo é repleto de outros monolitos ao largo dos seus quase 6km de extensão. E mais, existem outros tantos que coroam os morros que se erguem pelo quadrante norte. Disso nasceu a idéia do rolê praquele sabadão de inicio de junho, embalado num céu claro de outono: uma travessia pela cumieira de boa parte desses pequenos serrotes passando por suas quatro pedras mais significativas, a “dos Estudantes”, a “do Jacu”, a “Rachada” e a “dos Estudantes”. Uma simpática caminhada de 15kms e quase 400m de desnível somados que, emendando diversas veredas, começou em Ribeirão Pires e findou nos cafundós de Suzano.

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A chácara da Baronesa
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Conhecido também por Haras São Bernardo e datado da década de 30, a história do atual Parque Estadual Chácara da Baronesa é tão pitoresca quanto conturbada. Situado entre Santo André e São Bernardo do Campo, o lugar já criou os melhores cavalos de corrida do país e quase virou conjunto habitacional. Em 2001 a chácara foi transformada em parque estadual mas continuou abandonada pelo poder público, pra sair de fato do papel em 2014. Sabendo desse inusitado histórico, me programei metade do dia pra visitar esta interessante área de preservação repleta de atrativos naturebas e muita história. Mas que incrivelmente não pode bater foto. Como assim?

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Travessia das Praias Desertas de Guaratiba
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Detentor de generosa faixa litorânea, o Rio de Janeiro tem sua fama associada a suas belas praias urbanas. Mas o Rio guarda ainda 5 praias selvagens desertas, acessíveis por árduas trilhas que bordejam encostas rochosas e morros cobertos de Mata Atlântica. Não, não é a Ponta da Joatinga e sim a outro pequeno paraíso situado 60kms á oeste da capital carioca. Sendo assim, empreendi uma bonita travessia de dois dias que começou na Barra de Guaratiba e findou em Grumari, passando pelas praias do Perigoso, Búzios, Meio, Funda e Inferno. Como bônus emendei a árdua subida ao alto da Pedra do Telégrafo e pernoite na Pedra da Tartaruga. Um rolê de menos de 15km que corresponde ao comecinho da recém-inaugurada “Trilha Transcarioca”.

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O cânion do Voturuna
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Sempre que palmilho a cumieira do espigão principal da Serra do Voturuna, em Pirapora do Bom Jesus (SP), uma paisagem em especial sempre rouba minha atenção. Situado no centro do maciço, porém voltado pro norte, um estreito e verdejante vale se espreme em meio a íngremes dobras serranas que se elevam vertiginosamente 200m acima. Longe de figurar como um cânion clássico resolvi conhecer o miolo deste semi-desfiladeiro, que esconde um simpático riachinho que singra o fundo de duas respeitáveis cristas. Um circuito de pouco mais de meio período que começou na cidade romeira e findou no Jardim Paiol, embalado em trilha, escalaminhada e principalmente tchibum, num bate-volta ideal prum dia quente de domingo.

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A Serrinha de São João Novo
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São João Novo é um minúsculo distrito do município de São Roque, 60km de São Paulo, que nasceu as margens da EF Sorocabana lá pela década de 20. Repleto de morros numa região predominantemente rural, deles o que mais se destaca é uma tal Serrinha, elegante e abaulada corcova que se eleva cerca de 1050m acima do nível do mar. Conhecido por mapas antigos como Morro Santo Antônio, seu cume é repleto de blocos rochosos, tem bela vista da Metrópole e é facilmente acessível por estrada de chão. Mas pra andarilhos mais exigentes, é também possível chegar ao alto da Serrinha por íngreme e tortuosa trilha, que é o assunto deste rolê de pouco mais de meio período. Bate-volta sussa que emendou inclusive um simpático ferro-trekking pela Sorocabana.

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O Salto do Caratuva
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Nova Santa Bárbara é um pacato município norte paranaense que dista 80km de Londrina que nasceu como antigo ponto de apoio tropeiro. Seu nome original era Água do Sabiá mas mudou pra Santa Bárbara porque os antigos proprietários das maiores glebas eram devotos da santa. Situada às margens da PR-090 e banhada pelo Rio Tigre, é num afluente deste que se encontra seu maior atrativo natureba, o Salto do Caratuva, um conjunto de quedas de quase 20m de desnível. Foi este belo e refrescante atrativo do Rio São Jerônimo que fomos conhecer num dia quente de outono, numa pernada tranquila que totalizou cerca de 15kms bem andados.

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O tancão de Guaraciaba
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O “Tancão da Morte” é o maior atrativo do Parque do Guaraciaba, área de preservação situada na divisa de Mauá e Santo André, região do Grande ABC. Antiga pedreira cercado de muita mata ciliar, este belo lago artificial ganhou o sinistro apelido devido ao elevado número de afogamentos em suas águas. Por conta dessa mórbida estatística e histórico conturbado, tirei meio dia pra buscar conhecer este parque proibido aos mortais e constatar que este belo lugar passa por interminável imbróglio judicial, sem data pra terminar. Um rolê descompromissado e realmente vedado a qualquer visitante, que por pouco não termina na delegacia.

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O Salto do Tigre
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São Jerônimo da Serra é uma cidadezinha situada no norte pioneiro, a cerca de 100kms de Londrina (PR), que passaria despercebida não fossem seus atrativos naturebas totalmente desconhecidos fora do seu estado de origem. São cachoeiras, cavernas e sítios arqueológicos concentrados no Parque Estadual do Penhasco Verde, área de preservação que ainda aguarda um Plano de Manejo. Entretanto, seu maior atrativo, o Salto do Tigre, é passível de visitação mediante árdua trilha de menos de 3kms e muita disposição. Situada entre o parque, uma fazenda particular e uma reserva indígena, esta fantástica queda de quase 140m de altura e que também atende pelo nome de Cachu João Nogueira, é apenas uma das surpresas que pode ser conhecida num dia cheio de estrada de chão, trilha, escalaminhadas e muito tchibum.

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Sertãozinho do Guapituba
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Quando estive a cerca de um ano no “Parque Natural Guapituba”, mal sabia que a valiosa dica sussurrada pelo seu guardião local se revelaria como uma grata e oportuna surpresa prum dia quente de verão. Me refiro ao “Sertãozinho de Guapituba”, rincão natureba localizado entre Ribeirão Pires e Mauá, região da Grande ABC (SP). Repleta de picadas que rasgam morrotes com remanescentes de mata original em meio a muita água, este é meu retorno ao lugar afim de apenas andarilhar por veredas alternativas que ladeiam o setor norte da Represa Billings. Este é o relato de mais um descompromissado bate-volta, com direito a tchibum refrescante, num recanto bucólico que ainda sequer foi descoberto pela muvuca de Paranapiacaba, frequentado apenas por pescadores locais.

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