Sobre o Autor

Parofes (in memorian) - Colunista

Parofes, Paulo Roberto Felipe Schmidt (In Memorian) era nascido no Rio, mas morava em São Paulo desde 2007, Historiador por formação. Praticava montanhismo há 8 anos e sua predileção é por montanhas nacionais e montanhas de altitude pouco visitadas, remotas e de difícil acesso. A maior experiência é em montanhas de 5000 metros a 6000 metros nos andes atacameños, norte do Chile, cuja ascensão é realizada por trekking de altitude. Dentre as conquistas pessoais se destaca a primeira escalada brasileira ao vulcão Aucanquilcha de 6.176 metros e a primeira escalada brasileira em solitário do vulcão ativo San Pedro de 6.145 metros, próximo a vila de Ollague. Também se destaca a escalada do vulcão Licancabur de 5.920 metros e vulcão Sairecabur de 6000 metros. Parofes nos deixou no dia 10 de maio de 2014.

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Quando o homem desafia seus limites: Vivendo na Altitude
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O terreno acidentado extremamente diversificado de nosso planeta apresenta ao ser humano uma série de características: qualidade, vantagem, fertilidade, produtividade, umidade, aridez. Entretanto também o desafia com adversidades diversas. Estas dificuldades podem acontecer em qualquer tipo de terreno ou altitude. Pensemos de outra forma, se tivéssemos a possibilidade de configurar um solo com o clique de um mouse, poderíamos selecionar a dificuldade de um solo infértil como um solo desértico arenoso, só que ao invés de aplicá-lo onde naturalmente ocorre na África, em baixa altitude como o Sahara, apliquemos a uma altitude diferente, quilômetros acima do nível do mar. O resultado é obviamente uma vida muito difícil ao ser humano não só pela infertilidade do solo, mas pela altitude por si só e todas as limitações que ela impõe ao homo sapiens.

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Segunda parte da retomada da exploração do PNI
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Pois bem, na primeira parte deste relato você leu que eu e Tácio Philip saímos de São Paulo no dia quatro de maio rumo ao Itatiaia, no primeiro dia ainda adiantamos a subida da Maromba quebrando o grande desnível em dois, bivacando na primeira noite a 1.950 metros de alitude. No segundo dia subimos a crista do Pico do Maromba, descendo pela crista oposta e, além disso, culminamos o Pico Cabeça de Leoa e o Pico Cara de Gorila, estabelecendo nosso segundo bivaque a 2.220 metros de altitude no vale que separa estas duas montanhas. Vamos seguir adiante daqui…

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Retomando a exploração do PNI – pt 1
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A última vez que fui a uma montanha e pisei em seu cume foi com o Pedro no Morro do Canal de 1.340 metros de altitude em Curitiba, em março deste ano, com só 380 metros de desnível, e foi duro pra mim em plena recuperação de pneumonia. Antes disso, dormir na montanha estava quase sendo classificada como uma memória longínqua, tendo sido esta a noite que passei bivacando na Pedra das Flores na Serra do Lopo, a 1.700 metros de altitude em novembro do ano passado! Sete meses se passaram e a nova empreitada não seria fácil.

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Dentro de um vulcão?
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Você já pensou em entrar na pele de um vulcanólogo ou um sismólogo por um dia? Precisamente por 5 a 6 horas? Entrar em um vucão e poder vislumbrar suas entranhas literalmente? Agora isso é possível na Islândia! O turismo do país “gélido e infernal” conta com este peculiar roteiro de turismo, descer dentro de uma câmara magmática de um vulcão inativo. Bem, mesmo sendo inativo, eu pagaria pelo tour que já entrou na minha wishlist, você não?

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Enquanto isso, do outro lado da poça…
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Aqui no Brasil, fazendo uma associação com um velho ditado que “o mar não está pra peixe”, chegamos a um resultado com sentido muito similar que ficaria mais ou menos assim: “A montanha não está pra montanhista”. Com tantas leis absurdas, medidas proibitivas, nós sofremos com as asas podadas. Enquanto isso, do outro lado do atlântico, o suporte ao esporte é incrível…

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Macacos me mordam! (não, dêem o seg!)
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A distância dos alpes japoneses não esconde somente lindas montanhas escarpadas que superam a linha dos 3000 metros, de fato, todos os dez mais do país ultrapassam esta altitude. Estes alpes também escondem uma criatura fantástica, o Macaco Japonês, conhecido lá como Saru (macaco), internacionalmente como Snow monkey (macaco das neves). Vamos conhecer um pouco sobre este notável animal, suas habilidades de escalador nato e capacidade de lidar com o extremo.

Artigos
Breve biografia de Francisco Pascasio Moreno
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Francisco Pascasio Moreno nasceu em 31 de maio de 1852 em Buenos Aires e foi um cientista, naturalista e explorador argentino. Filho de Francisco Facundo e de Juana Thwaites, teve uma irmã e três irmãos. Este texto é parte de nossa série sobre as breves biografias de pessoas importantes cujo nome acabou em algum lugar ou montanha pelo mundo por homenagem. Um pouco sobre a vida de Moreno…

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O casamento de um montanhista
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Lilianne e eu nos conhecemos exatamente 57 meses atrás. Foi amor à primeira vista. Na época eu estava desempregado, recém chegado da mochilada que me ingressou no montanhismo, então tinha tempo. Vim pra São Paulo pra conhecê-la. Peguei um vôo pra passar o final de semana e acabei ficando dez dias. Antes de voltar pro Rio de Janeiro, meu local de nascimento e onde morei até abril de 2007, a pedi em namoro e ela disse sim! Vou contar um pouco de nossa História no meio do montanhismo.

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Até quando vamos ser tratados como bandidos?
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Durante os últimos anos uma coisa pude observar, infelizmente: O extrativismo é protegido e aceito por debaixo dos panos. O Montanhismo e montanhistas são vistos como perigosos, algo que causa muito impacto ecológico. Palmiteiros, caçadores, todos estes são tratados com educação pelo direito brasileiro, derivado do romano. Nós somos escorraçados, privados de nossa liberdade de ir e vir prevista na Constituição Brasileira de 1988. Por que?

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