Ciclista pedalará 3mil km para ajudar pessoas com deficiência

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Pepe Fiamoncini iniciou a arrecadação de doações em Porto Alegre e concluirá o percurso no do Rio de Janeiro (RJ), no dia 23/12. Com este foco, a iniciativa é pioneira no Brasil. 

Fotos: Divulgação / Texto: Gislaine Zanella

Pepe Fiamoncini

Ajudar a transformar vidas depende apenas de uma atitude e o engajamento de todos aqueles que acreditam na causa. Com esta filosofia, o ciclista e aventureiro, Valmor Giuseppe Fiamoncini, 27 anos, conhecido popularmente como Pepe, resolveu pedalar para ajudar pessoas com deficiência física voltar a praticar esportes. Por meio do projeto “Pedale por aqueles que AINDA não podem”, Pepe vai percorrer 3 mil km, de Porto Alegre ao Rio de Janeiro, para arrecadar doações, de forma independente, em prol das instituições Associação Desportiva para Deficientes (ADD) e Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR). Com este foco, a ação é pioneira no Brasil.

Pepe Fiamoncini é conhecido por sua participação ativa nas mídias sociais. Além de pedalar, ele pratica montanhismo, já tendo escalado algumas montanhas andinas, como o Ojos del Salado. Ele é irmão de Moeses Fiamoncini, que recentemente fez cume no Manaslu, a oitava montanha mais alta do mundo com 8156 metros de altitude no Nepal.

A aventura que iniciou no dia 01/10, abrangerá cinco estados do Brasil, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. A previsão de chegada à capital carioca é para o dia 23/12. O esportista já pedalou 1150 km do percurso e arrecadou até  agora um pouco mais de R$ 5 mil.

A iniciativa de ajudar no desenvolvimento destas pessoas surgiu após um passeio de ciclismo, em que o blogueiro percebeu que muitas pessoas não têm as mesmas oportunidades de experiências dessa natureza. “Estou arrecadando doações, nas ruas, nos parques, nos sinais de trânsito e promovendo pedaladas conjuntas pelas cidades, além de visitar centros de tratamentos de pessoas com deficiência”, destaca Pepe. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente no país 45 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência e 1,3%, são deficientes físicos. Deste percentual, 47%, ou seja, quase metade dos deficientes físicos do país sofre com grau intenso de limitações.

A experiência, segundo Pepe, começou com grandes expectativas e até o momento está gerando novas experiências de vida. “A cada dia me surpreendo com os lugares que passo e principalmente com as pessoas que conheço. Tenho certeza que não estou ajudando apenas deficientes, mas sim, todos aqueles que estou me conectando”, enfatiza.

Para quem deseja apoiar a causa, basta acessar o link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/pedale-por-aqueles-que-ainda-nao-podem, e contribuir com qualquer quantia. O Pepe também esta fazendo um “Diário de Bordo” da viagem e todo o conteúdo pode ser acompanhado nas redes sociais, no perfil @pepefiamoncini.

Sobre ambas instituições

A Associação Desportiva para Deficientes (ADD), há 22 anos, auxilia pessoas de todas as idades no desenvolvimento pessoal, por meio do esporte. Atualmente conta com 71 atletas de alto rendimento, 270 jovens que estão iniciando nos esportes e 12 atletas paralímpicos. As modalidades ofertadas são basquete, atletismo, ciclismo, vôlei, natação entre outras. A instituição tem o apoio de 250 voluntários. Já a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), fundada em 1954, é referência no tratamento de deficientes físicos em mais de 12 setores. Além do centro de reabilitação possui oficina ortopédica para fabricação de próteses, órteses e calçados. Ao todo, 1.357 pacientes são atendidos por dia, contabilizando 550.000 atendimentos terapêuticos por ano. Em 2017, foram realizadas 50.416 consultas ambulatoriais e terapêuticas, em 14 unidades de tratamento.

 

 

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Sobre o autor

Redação - AM

Texto publicado pela própria redação do Portal.

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