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Pico do Jaraguá: A rota Sul
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Durante as viagens de trem que faço pela Linha Rubi meu olhar sempre é hipnotizado pela paisagem emoldurada na janela, no trajeto situado entre as estações Vila Clarice e Vila Aurora. Ali, a silhueta escarpada e proeminente do Pico do Jaraguá eleva-se no horizonte dominando todo quadrante oeste. É um cenário que encanta, pois se aprecia uma crista erguendo-se em suaves e verdes colinas ao sul, pra depois culminar nos imponentes dois picos coroados por torres deste belo cartão de São Paulo. Sempre flertei também um novo trajeto pra chegar ao alto dos 1135m do pico partindo do contraforte sul. Uma rota diferente das tradicionais “Trilha do Pai Zé” e da “Estrada Turística do Jaraguá”, caminhos oficiais ao topo da montanha. Pois bem, este é o relato fiel dessa aventurinha auto-imposta, uma descompromissada empreitada solo ao ponto mais alto de Sampa.

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O Salto do Cebolão
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Inaugurada no inicio dos anos 50, a usina hidrelétrica de Astorga nascia pra atender as necessidades dos municípios próximos daquela pacata cidade, situada a 65kms de Londrina (PR). O tempo então passou, o desenvolvimento chegou e a usina entrou em desuso, caindo no esquecimento. Entretanto, o salto que impulsionava suas turbinas – oriundo das águas represadas do Córrego do Cebolão – pode não gerar mais a energia de outrora mas ainda é grande atrativo natureba aos moradores locais. E foi então os 60m de altura desta bela queda que atende pelo nome de Salto do Cebolão que fomos conhecer num dia tão quente quanto puxado. Um rolê que resgata a história daquele rincão do Terceiro Planalto Parananense que emendou estrada de chão, trilha e escalaminhada, mas que foi recompensado com altos visus do Vale do Pirapó e um refrescante tchibum.

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O que são Rios e Lagos?
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Em colunas anteriores, falei das montanhas e dos vales. Vou agora abordar um outro conjunto de acidentes geográficos: os rios e os lagos. Repito uma advertência: geógrafos leitores vão talvez se decepcionar pela falta de palavras sonoras como rio anastomisado, limnologia ou subsidência da crosta. Desculpem, procurei tornar o texto menos técnico e mais legível.

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Lavras x Carrancas: A travessia Z
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Distante quase 400km de São Paulo, Lavras é um município brasileiro da região do Campo das Vertentes, sul de MG. Seu nome remonta as grandes quantidades de ouro e pedras preciosas encontradas no século 18, que impulsionaram não apenas a economia como o desenvolvimento da região. Mas não apenas isso, pois Lavras também é ponto de partida de uma longa caminhada que percorre a cumieira de campos de altitude sul mineiros e finda na badalada Carrancas. É a “Travessia Z”, cujo trajeto tem o formato da última letra do alfabeto, contabiliza quase 70kms e demanda 4 dias bem andados. Pernada de fácil navegação que não apenas se vale da emenda de cristas sucessivas, trilhos de vaca e um pequeno trecho da Estrada Real; é uma travessia que abraça boa parte dos atrativos naturebas da região, como cânions, cachus, picos pitorescos e o imperdível cenário alienígena de Sete Pedras.

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O Gigante
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Sim, existe mesmo uma montanha com este nome tão ambicioso, mas ela bem o merece. Quando você olha lá de baixo no Vale do Paraíba em direção ao Maciço de Itatiaia, nem sempre nota uma formação com cristas acidentadas à sua frente. Ela é a Serra do Alambari, menos elevada do que o maciço, mas dotada de lindas escarpas rochosas.