Furto impede equipe de escalar a parede sul do Aconcágua

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Cada vez se tornam mais comuns histórias de furtos no Aconcágua. Desta vez foram as botas do colunista do AltaMontanha.com Maximo Kausch quem tentava escalar a parede sul na semana passada.

As avançadas condições de degelo na parede sul do Aconcágua não
deixaram que Maximo Kausch e Isabel Suppé conseguissem escalar a
variante eslovena, na parte sul do esporão francês. Após a frustrada
tentativa a equipe tentou com sucesso progredir pelo lado norte do
esporão francês até a linha dos 5000 metros porém foi impedida por uma
tempestade.

A dupla foi forçada a descer e deixou uma corda fixa e uma carga de
20kg para mais uma tentativa. A tempestade acabou durando 6 dias e após
voltar à Plaza Francia, Maximo teve a surpresa de constatar que as suas
botas tinham sido roubadas. Ele teve que escalar a parede de tênis para
recuperar o equipamento deixado na parede e abandonar a escalada mais
tarde.

Um dos primeiros furtos conhecidos nesta temporada ocorreu no cume do
Aconcágua e não foi a famosa cruz, mas sim o macacão de plumas de ganso
que estava no corpo do tailandês/americano Michael Nimitsil que faleceu
no cume no começo de dezembro de 2009. Isso mesmo, alguém foi ao cume e
retirou as roupas do cadáver!

Após o incidente com o falecido foi a vez da famosa cruz ser roubada. O
próximo furto ocorreu quando o norte americano Chad Kellogg tentou
quebrar o record de velocidade da rota normal do Aconcágua. Seu projeto
porém foi por água abaixo quando ele chegou ao acampamento Berlin e
constatou que suas botas não estavam mais lá.

Os ousados ladrões roubaram as botas de Maximo e Chad de dentro de suas
barracas. Segundo autoriades do Parque Provincial os furtos na montanha
creceram muito desde a temporada passada e os montanhistas deveriam
evitar em deixar pertences desacompanhados em qualquer parte da
montanha.

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Sobre o autor

Redação - AM

Texto publicado pela própria redação do Portal.

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