Greenpeace realiza manifestação desastrosa no Peru

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Grupo de ambientalistas invadiu área arqueológica de mais de 2 mil anos e pisoteou terreno frágil onde estão as famosas “linhas de Nazcas” para chamar atenção sobre o Aquecimento Global.

Era para ser uma ação para chamar atenção do mundo sobre o aquecimento global, mas se tornou uma grande polêmica. O grupo ambientalista Greenpeace invadiu o sítio arqueológico onde está o famoso colibri, que é um gigante hieróglifo apenas vista visto do céu e ao lado dele instalou uma faixa que dizia: "Time for change: The future is renewable" (Tempo de mudança: o futuro é renovável).

A ação aconteceu na madrugada de segunda feira e causou indignação nacional no Peru, não pela mensagem, mas sim pelo fato de que, para instalarem a faixa, tiveram que pisotear o terreno nas adjacências do hieróglifo. Como a região é desértica, cada pegada fica registrada e é muito fácil que trilhas fiquem impressas no caminho pisoteado. Por esta razão, apenas arqueólogos tem acesso ao local, sempre calçando botas especiais, cuidado que os ativistas não tiveram.

O grupo percebeu o erro e pediu desculpas à população peruana. No entanto, os ativistas que participaram do ato estão proibidos de deixar o Peru. "Não aceitamos as desculpas. Eles não aceitam o dano causado", disse nesta quarta-feira o vice-ministro da Cultura, Luis Jaime Castillo, após receber representantes da ONG presentes na conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (COP20), na capital peruana.

As linhas de Nazca são antigos geoglifos situados nos Pampas de Jumana, no deserto de Nazca, na região de Ica. Traçadas pela cultura Nasca (séculos I a VII d.C.), são centenas de figuras que abrangem de desenhos simples a complexas figuras zoomorfas, fitomorfas e geométricas, traçadas na superfície terrestre. Em 1994, o Comitê da Unesco declarou o sítio Patrimônio Cultural da Humanidade.
 

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Redação - AM

Texto publicado pela própria redação do Portal.

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