Incêndio na Serra do Tabuleiro, SC, completa 24 horas e gera apreensão

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Fogo avançou por uma área equivalente a 40 campos de futebol, diz polícia.
Residências na região limítrofe do parque recebem fagulhas das chamas.

O incêndio na baixada no Maciambú, na reserva do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Palhoça, na Grande Florianópolis, completou 24 horas na tarde desta segunda-feira (11). Moradores da região estão apreensivos com a intensidade das chamas. Conforme a Polícia Militar Ambiental, o fogo se alastrava nesta tarde.
 
Segundo a Polícia Militar Ambiental (PMA), o fogo avançou por uma área equivalente a 40 campos de futebol. Até as 15h, trabalhavam no local 80 oficiais da Polícia Ambiental, além de guarnições dos bombeiros de Palhoça, São José, Santo Amaro e Florianópolis, mais dois helicópteros.
 
O fogo começou por volta das 15h deste domingo (10). Conforme a PMA, nenhuma residência da região foi afetada, mas há casas próximas ao parque atingidas por fagulhas conforme a direção dos ventos. Com isso, moradores utilizam baldes para conter as faíscas. O fogo, no entanto, está concentrado no centro do parque.
 
“Não tem nem como ficar tranquilo, como trabalhar, dormir. Nada. Está todo mundo preocupada”, conta o enfermeiro Edenilson Zunino, que mora na região do parque. “Quando nós vimos, o fogo já estava se alastrando além do limite, sete ou oito metros de altura”, disse o aposentado Américo Sagaz.
 
“Às 5h [o fogo]estava próximo da beira, na região da passagem. O pessoal combateu. Só que o vento vai mudando de direção e é uma área muito grande”, disse o fotógrafo Israel Ramos, também morador da região.
 
Causa do incêndio
 
“A suspeita é de ação humana direta, porém não tem como fazer nenhum tipo de afirmação sem algum tipo de perícia", disse o tenente da PMA Ricardo Bianchi.
 
De acordo com o subtenente Sandro de Barros, o fogo começou em vários pontos diferentes da mata ao mesmo tempo e rapidamente se disseminou pela presença de mato seco e fuligem.
“As causas serão investigadas posteriormente com o aporte técnico da corporação, mas há indícios que levantam alerta para a possibilidade de que alguém possa ter provocado esses focos”, afirmou o subtenente.
 
Combate
 
“Até as 18h de domingo, contamos com auxílio das aeronaves dos bombeiros e da Polícia Militar no combate a chamas que chegavam a 20 metros de altura. Ao entardecer, passamos a atuar com uma equipe de 12 homens durante toda a noite, na extinção do fogo e no monitoramento para que as residências próximas à reserva não sejam atingidas”, explicou o subtenente Sandro de Barros.
 
Segundo os militares, entre as principais dificuldades do trabalho estão o fato de as chamas estarem em uma região de difícil acesso, de mangue e árvores de longa extensão, sobretudo eucaliptos. "Nossa preocupação é que um vento forte atinja a região e possa propagar as chamas ainda mais", disse o subtenente.
 
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Redação - AM

Texto publicado pela própria redação do Portal.

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