Lima, uma cidade fantástica cheia de contrastes.

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Caminhar por esta cidade é como voltar no tempo, ruas repletas de arquitetura hispânica e resquícios da cultura Inca que se mesclam com a religiosidade católica podem ser notadas a cada esquina. Um povo sempre sorridente caminha pelas ruas coloridas de Lima. O novo e o antigo se misturam caracterizando esta cidade como uma capital única.


Um país em desenvolvimento com potencial para ser uma grande nação. Hoje o país é rico em minérios (Ouro, Prata e etc.), possui uma comunidade agrícola de dar inveja a quaisquer país de primeiro mundo e se encontra em processo de desenvolvimento sociocultural que serve de exemplo para outras nações.

Deixando a política moderna para outros textos, apresento ao leitor a capital deste surpreendente país, Lima.

Uma garoa cobre Lima durante quase todo ano mantendo o clima sempre agradável, perfeito para conhecer esta cidade caminhando. Andei por suas ruas e avenidas, visiteis seus museus, fui a bairros pobres e a grandes shoppings, comi em restaurantes finos e nas tendas mais exóticas que se possa imaginar. Em Miraflores Freqüentei seus Pubs depois de longos dias nos sítios arqueológicos e experimentei as cervejas locais nas periferias da cidade. Conheci algumas praias e fiz ótimas fotos do seu litoral. O vento frio que sopra do oceano pacifico de maio a setembro da um clima europeu a capital. Conheci uma cidade de contrastes, mas que recebe sempre com um sorriso seus visitantes.
 
Wikipédiando, Lima é a capital do Peru, assim como sua maior e mais populosa cidade. Situada na costa central do Peru, as margens do Oceano Pacífico, onde forma uma área urbana continua conhecida como Região Metropolitana de Lima, a qual se estende sobre os vales dos rios Chillón, Rímac e Lurín, dentro das províncias de Lima, sua sede, e da Callao.

Sua fundação hispânica foi em 18 de janeiro de 1535, como a Cidade dos Reis. Passou a ser a capital do Vice-Reino do Peru durante o regime espanhol e depois da independência passou a ser a capital da República do Peru.

Segundo o censo de 2007, a Região metropolitana de Lima tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes, mais de 7,6 milhões são residentes da Província de Lima, representando aproximadamente 30% da população peruana, pelo que é a maior metrópole do Peru, assim como a quinta mais populosa da América Latina e uma das 30 maiores áreas metropolitanas do mundo.

Uma evidência do desenvolvimento da cidade nos últimos tempos é o ranking da revista América Economist, no qual Lima aparece como uma das 50 melhores cidades para fazer negócios da América Latina em 2009, ficando à frente de Brasília, San Salvador, Caracas e La Paz. O crescimento constante de Lima tentando se estabelecer como uma das cidades mais importantes não foi despercebido. Em 2008, o World Cities Study Group and Network (GaWC) do Reino Unido, incluiu o nome da cidade em uma lista de cidades classificadas por sua economia, cultura, acontecimentos políticos e patrimônios históricos. A cidade foi classificada na mesma categoria de outras áreas metropolitanas do mundo de grande destaque, como Miami, Bangalore, Boston, Cairo, Copenhaga e Berlim, sendo que a cidade ficou acima de outras como Kiev, Houston, Beirute e Carachi.
   

O atual vale do Rio Rímac recebia o nome de Rimaq, segundo a pronuncia lambdacista do quéchua costenho e como i.maq nas variantes da serra como referencia a huaca de Santa Ana. Como em outros topônimos, a oclusiva final terminou por eliminar-se ao passar ao castelhano, preferindo-se com o tempo a grafia Lima após coexistir em documentos com as formas Limac e Lyma.

Ao ser fundada a capital da flamejante colônia, se lhe deu o nome de Ciudad del os Reyes devido a que o território limenho foi invadido em 6 de janeiro, dia dos reis magos; no embargo persistiu o nome da região, pelo qual o novo centro povoado terminou por conhecer-se como a cidade de Lima. O rio, em cambio, viu alterada sua grafia ao ser subjugada por indicação do Terceiro Concilio Limense, ao igual que outros muitos topônimos de origem quéchua.

A história da cidade de Lima inicia-se com sua fundação espanhola em 1535. O território formado pelos vales dos rios Rímac, Chillón e Lurín estava ocupado por assentamentos pré-incas. A cultura Maranga e a cultura Lima foram as que se estabeleceram e forjaram uma identidade nestes territórios. Durante essas épocas se construíram os santuários de Lati (atual Puruchuco) e Pachacámac. Estas culturas foram conquistadas pela Império Wari durante o apogeu de sua expansão imperial. Foi durante esta época que construiu-se o centro cerimonial de Cajamarquilla. Junto à declinação da importância Wari, as culturas locais voltaram a adquirir autonomia, destacando a cultura Chancay. Posteriormente, no século XV, estes territórios foram incorporados no Império Inca.
   

Desta época podemos encontrar grande variedade de huacas ao largo de toda a cidade, algumas das quais se encontram em investigação. As mais importantes ou conhecidas são as de Huallamarca, Pucllana, Mateo Salado e Pachacamac.

Em 1532, os espanhóis e seus aliados indígenas, sob comando de Francisco Pizarro, tomaram prisioneiro o inca Atahualpa em plena cerimônia religiosa na cidade de Cajamarca, e mesmo com o pagamento de um resgate, este foi assassinado após um julgamento simulado em que foi acusado de heresia e condenado à morte. Este acontecimento é considerado o primeiro assassinato político na nascente sociedade peruana. Logo após algumas batalhas os espanhóis conquistaram seu império, e com isto a coroa espanhola nomeou Francisco Pizarro como governador das terras que conquistou. Assim decidiu fundar a capital no vale do rio Rímac logo após a intenção falhada de constituir uma capital em Jauja. Em 18 de janeiro de 1535 se fundou Lima espanhola como a Cidade dos Reis sobre os territórios do cacique Taulichusco. Em agosto de 1536, a flamejante cidade foi sitiada pelas tropas de Manco Capac II; no entanto os espanhóis e seus aliados indígenas derrotaram os incas.

Nos anos seguintes Lima ganhou prestígio ao ser designada capital do Vice-reino do Peru e sede de uma Real Audiência em 1543. Durante o seguinte século Lima prosperou como o centro de uma extensa rede comercial que integrava ao vice-reino com a América, Europa e Ásia Oriental. Mas a cidade não esteve livre de perigos, violentos sismos destruíram grande parte dela em 1687. Uma segunda ameaça foi a presença de piratas e corsários no oceano Pacífico, o que motivou a construção das muralhas de Lima entre os anos de 1684 e 1687. O sismo de 1687 marcou um ponto de inflexão na história de Lima já que coincidiu com uma recessão no comércio pela concorrência econômica de outras cidades como Buenos Aires.
   

Em 1746 um forte sismo danificou severamente Lima e destruiu Callao, obrigando a um esforço de reconstrução em massa pelo vice-rei José Manso de Velasco. Na segunda metade do século XVIII, as ideias da ilustração acerca da saúde pública e o controle social influíram no desenvolvimento da cidade. Durante este período, Lima resultou afetada pelas Reformas Borbônicas já que perdeu o monopólio sobre o comércio externo e seu controle sobre a importante região mineradora do Alto Peru. Este debilitamento econômico levou a elite da cidade a depender dos cargos outorgados pelo governo do vice-reino e a Igreja e por tanto se mostrou reticente a apoiar a independência. Uma expedição combinada de patriotas argentinos e chilenos dirigidos pelo general Don José de San Martín desembarcou ao sul de Lima em 1820, mas não atacou a cidade.

Enfrentado um bloqueio naval e a ação de guerrilhas em terra firme, o vice-rei José de la Serna e Hinojosa foi forçado a evacuar a cidade em julho de 1821 para salvar o exército realista. Temendo um levantamento popular e carecendo de meios para impor a ordem, o conselho da cidade convidou San Martín a entrar em Lima e assinou uma Declaração de Independência a seu pedido. No entanto, a guerra não tinha acabado e nos dois anos seguintes a cidade mudou de mãos muitas vezes, sofrendo abusos de ambos os lados.

Proclamada a independência do Peru em 1821 pelo general Don José de San Martín, Lima se converteu na capital da flamejante República do Peru. Assim, Lima foi à sede do governo do libertador e sede também do primeiro Congresso constituinte que teve o Peru.
Catacumbas do Convento de São Francisco    

Hoje, Lima é um dos principais centros culturais do Peru. Na cidade há 28 universidades, entre as quais se encontra a mais antiga do continente: a Universidad Nacional Mayor de San Marcos, chamada Decana de América e fundada em 12 de maio de 1551. O dia 12 de maio deu lugar à celebração do dia da Universidade Peruana.

Repleto e museus e Igrejas que contam a historia não só deste país mais também de toda America, a visitação destes se faz obrigatório para quem vai à capital Peruana. Em um curto passeio e possível ver as igrejas que remontam ao século XVI e XVII. Entre eles está a Catedral de Lima, onde esta o tumlo do conquistador Francisco Pizarro e a Igreja de São Francisco (Catacumbas do Convento de São Francisco), do qual se diz estarem ligadas por corredores subterrâneos. Ambas as igrejas são diferentes escolas de pintura, decoradas com azulejos de Sevilha e zonas finamente decorada com móveis de madeira esculpida.

Pela originalidade de seu centro histórico, Lima foi declarado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade no ano de 1988.
Parque da Muralha.    

Ainda no centro histórico algumas seções do muro da cidade colonial de Lima ainda podem ser vistas. Estes belos exemplos de fortificações medievais eram usados para defender a cidade contra o ataque de invasores e corsários. Uma caminhada até o Parque da Muralha pode confirmar a existência de tais fortificações, a restauração e novas escavações tornaram possível revitalizar este pedaço do passado.

Caminhar por Lima, é resgatar um passado não só do Peru, é reviver a historia das conquistas e poder tocá-las, já que tudo que os livros contam ainda estão por lá, sobrevindo a inúmeros terremotos e mudanças climáticas.

Mesmo depois de ter sofrido com o crescimento urbano acelerado e ter perdido grande parte dos seu passado para condomínios e grandes edificações comerciais, Lima luta para resgatar a historia seu povo em meio as areias do tempo e ao concreto que faz a cidade avançar para o futuro.

Este país não quer ser reconhecido somente por Machu Picchu (Cuzco), considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO e uma das sete maravilhas do Mundo, já que o passado de civilizações tão antigas quanto os da mesopotâmia estão sendo descobertos a cada nova escavação, Machu Picchu é só mais uma das maravilhas que este país guarda em suas montanhas e desertos. A muito mais neste país que ruínas Incas e Pré-Incas, existe um passado fantástico, um povo rico em sua cultura e um futuro promissor na economia mundial e Lima é a capital deste país.

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Força Sempre.
Atila Barros.

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Sobre o autor

Atila Barros - Colunista

Atila Barros nasceu no Rio de Janeiro, e vive em Minas Gerais, cidade que adotou como sua casa. Escalador (Montanhista) há 12 anos, é apaixonado pelo esporte outdoor. Ele mantem o portal Rocha e Gelo (www.montanha.bio.br)

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