Morte de brasileiro em Torres del Paine chama atenção sobre o estado de saúde de trekkers e viajantes

0

No último final de semana o paulista Francisco Silva Haddad faleceu por um ataque cardíaco fulminante durante uma caminhada no Parque Nacional de Torres del Paine no Chile. Este incidente reacende uma dúvida: Quem tem doenças crônicas devem se arriscar em locais naturais?

O contato com a natureza é considerado terapêutico por muitos profissionais de saúde, que também recomendam caminhadas para evitar doenças ocasionadas pelo stress e sedentarismo. Atualmente o trekking tem se popularizado na sociedade e são muitas as pessoas que procuram viagens que até pouco tempo eram chamadas alternativas para ganhar qualidade de vida e perder um pouco de peso. No entanto será que isso é correto?
 
Embora não haja na mídia informações sobre o estado de saúde prévio de Francisco Silva Haddad, sua morte prematura aos 30 anos de idade no Parque Nacional de Torres del Paine, em um dos trekkings mais famosos do mundo, reabre uma discussão. Ele deveria estar lá?
 
Não é normal uma pessoa de 30 anos de idade morrer de infarto subitamente. Por isso pressupõe-se que ele tinha problemas prévios. O que se conclui de sua morte é que esta trilha não era adequada para ele, caso contrário estaria vivo!
 
Conversamos com Maximo Kausch, guia de montanha que se destaca na atualidade por seu trabalho na agência GenteDeMontanha, levando brasileiros a escalar montanhas de altitude no exterior. “Muitas pessoas procuram o GenteDeMontanha para realizar um sonho de escalar uma montanha nevada, mas há muita gente sem condições, seja condições físicas ou problemas crônicos de saúde”.
 
Para resolver este problema, Maximo pede a seus clientes que preenchem uma ficha médica, onde o cliente precisa preencher seu histórico de saúde. As pessoas com problemas crônicos acabam precisando de um atestado de um médico para seguir viagem. “É preciso tomar muito cuidado, pois as pessoas são negligentes com sua própria saúde não sabem o risco que correm se não estão aptas. Montanhismo e trekking não é passeio em parque e nem academia, exige bastante e se não tomar cuidado alguém com um problema de saúde prévio pode morrer”. 
 
No entanto, por mais que o montanhismo e trekking seja considerado uma atividade física pesada, muita gente com saúde debilitada procura estas viagens, colocando em risco sua saúde e também as empresas que contratam para fazer a viagem. 
 
O ideal é que uma pessoa que tem pré-disposição saiba de suas limitações e não se arrisque e procure atividades adequadas a seu problema de saúde. Pessoas sedentárias que querem mudar de vida precisam fazer aos poucos, começando com mudanças de hábitos, academia e só depois de bastante tempo e treinamento devem encarar uma viagem para trekking e montanhismo. 
 
Apesar de estar em moda hoje em dia, viagens para praticar esportes outdoor requerem muito cuidado com sua preparação e a morte de Francisco Haddad deixa um alerta: Conheça suas limitações antes viajar, consulte um médico e não se arrisque.
 
Compartilhar

Sobre o autor

Redação - AM

Texto publicado pela própria redação do Portal.

Deixe seu comentário