Refúgio com laboratório de altitude é depredado em montanha Argentina

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Instalado há menos de um ano a quase 5 mil metros no Nevado Famatina, montanha de 6100 metros localizada na Província de La Rioja, no norte da Argentina, o refúgio era um laboratório de monitoramento de clima e ficava aberto para servir de abrigo a montanhistas. Ele foi encontrado queimado na última sexta feira por montanhista brasileiro.

O refúgio era composto de dois contêineres em “L”, que foram instalados há menos de um ano pela Universidad Nacional de Chilecito e uma agência estrangeira. Ele era equipado commobiliário e um laboratório para acompanhamento climático. Com isolamento térmico e energia elétrica gerada por painéis solares, o refúgio era um abrigo luxuoso para montanhistas, já que ficava a apenas 1200 metros do cume da montanha, que é uma das 7 que superam os 6 mil metros de altitude na Província de La Rioja.
 
O refúgio no entanto foi encontrado queimado pelo montanhista brasileiro Pedro Hauck e a inglesa Suzie Imber, que estavam na região realizando aclimatação para uma expedição que realizam pelos Andes.
 
O estado do refúgio pegou os montanhistas de surpresa. De acordo com Hauck, que já havia estado nesta montanha em 2013 com Waldemar Niclevicz, foi uma dupla surpresa: Primeiro por que saber que ele estava ali, e depois saber que havia sido destruído.|
 
“Descobri a existência deste abrigo por um guia de turismo de Chilecito, que me passou as dicas. No entanto foi decepcionante ao chegar lá, a quase 5 mil metros e encontrar ele todo destruído”. 
 
Pedro e Suzie fizeram cume no sábado e domingo avisaram os guias locais e montanhistas argentinos sobre o vandalismo na montanha. Todos ficaram surpresos e chocados com a notícia. Há apenas dois finais de semana um grupo de amigos de Chilecito estiveram ali com sua caminhonete 4×4 e o refúgio estava em perfeito estado.
 
Nevado Famatina
 
Com 6100 metros de altitude, o Famatina ou Cume Manuel Belgrano é a montanha mais alta da Argentina que não pertence ao cordão principal dos Andes. A região é rica em ouro, mas atualmente não há minas ativas, apenas minas antigas abandonadas, como a Mina La Mejicana, que foi explorada por mais de 100 anos e por onde se faz a aproximação para chegar ao cume.
 
Há um projeto de reabertura da exploração de ouro na montanha, mas a comunidade local é contra por conta dos estragos ambientais que tal atividade econômica gera. O conflito de interesses entre a população local e as mineradoras já gerou tensões, e acredita-se que algum grupo ambientalista radical tenha achado que o laboratório da universidade de Chilecito tenha alguma relação com as mineradoras, e por isso teria vandalizado as instalações.
 
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Redação - AM

Texto publicado pela própria redação do Portal.

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