Seminário Paranaense de Mínimo Impacto

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Em 9 de maio último a Federação Paranaense de Montanhismo, FEPAM, reuniu interessados para discutirem o problema da abertura e manutenção de trilhas em montanhas do Paraná. Em princípio o tema é relevante em função dos rumos que estas atividades vêm tomando nas mais frequentadas montanhas da Serra do Mar, mas fica a dúvida se não seria mais produtivo e urgente tratar antes das questões de Máximo Impacto que ameaçam nossas montanhas.

Acredito ser mais preocupante o avanço das espécies exóticas como o pinnus sobre o Taipabuçu ou sobre os campos de altitude do Quiriri, o desmatamento e a povoação desordenada nas bases do Camacuãn e Camapuãm (entrada para o Tucum e Ciririca), a mineração e a criação de búfalos no Rio Bonito, a caça predatória e a extração de cajarana na Serra da Graciosa, na Serra da Prata, a quase extinção das bromélias e orquídeas na Serra do Araraquara, a questão do palmito e principalmente o projeto de abertura da BR 101 sobre as florestas e mangues de nosso litoral. 
 
Mas me atendo ao tema proposto organizei uma rápida explanação chamando a atenção para os conceitos básicos do montanhismo e reuni perguntas que necessitam de respostas sensatas antes mesmo de se pensar num Código de Conduta Ética para os montanhistas como resultado almejado pela organização ao final deste evento.
 
Torna-se necessário Conhecer o passado para viver o presente, preparando-se para o futuro. E montanhismo no Paraná encontra sua História e Tradição no MARUMBI. Antes de 1960 o Rudolf Stamm já havia sistematizado alguns procedimentos e o Henrique (Vitamina) Paulo Schmidlin com  o Francisco Kawa implantaram a marcação de trilhas com fitas plásticas amarradas nas árvores, método que se disseminou até em outros Estados.  Curitiba era então um pequena cidade com aproximadamente 360 mil habitantes de tradição predominantemente européia e os montanhistas formavam um grupo bastante restrito.
 
A realidade já era bem diferente em meados dos anos 1990, por ocasião da fundação do parque, quando o perímetro foi delimitado e surgiram também os controles de acesso, as restrições, o COSMO e a preocupação desproporcional com segurança. A grande Curitiba já contava então mais de um milhão de habitantes em conseqüência das massivas e desordenadas migrações. 
 
Ilustrei estas fases através da análise de gravuras artísticas do período. Na primeira, de autoria do Vitamina, nota-se claramente uma fascinação pelo desafio, pela verticalidade e imponência da montanha. Seus caminhos são setas que induzem o observador a escalar suas paredes e a estrada de ferro não é mais do que o seu acesso principal. Na segunda, do Nelson (Farofa) Penteado, a montanha se apresenta serena e mais horizontalizada. As trilhas são suaves e a estrada de ferro é representada apenas por um risco no relevo. No terceiro desenho, que representa o período de existência do parque, tanto as trilhas como a própria montanha perdem importância gráfica para a estrada de ferro desenhada em flagrante desproporção. A estrada de ferro é uma cerca que isola e restringe o acesso à montanha. Certamente ilustram a ideologia de cada geração e afetou, de modo inconsciente, a forma de praticar o montanhismo.
 
E finalmente ilustrei os dias atuais em que a grande Curitiba já supera os três milhões de habitantes, a informação corre solta pela internet trazendo aventureiros de regiões distantes, os acessos são múltiplos e incontroláveis e as áreas de atuação se expandiram por toda a Serra do Mar com verdadeiras multidões se aglomerando em pequenos cumes. Contei 50 pessoas se espremendo numa só fotografia no Facebook.
 
Destaco a seguir, a necessidade do AUTOCONHECIMENTO. Historicamente somos um povo que acredita em soluções institucionais para todos os problemas, apesar da experiência de cinco séculos provando que do Estado nada se consegue. Pergunto se O ESTADO (IAP, SEMA) é capaz de SOLUÇÃO ou é só parte do PROBLEMA? A FEPAM (e os montanhistas) devem assumir o papel de PROTAGONISTAS na solução ou apenas de COLABORADORES do Estado na questão ambiental? O Estado é como assombração e só surpreende quem nele acredita. Representa solução apenas para os políticos e suas demandas por poder e dinheiro. No que resultou nosso fantástico Código Florestal? As pessoas mudam apenas no decorrer das gerações e leis/decretos fora do seu tempo são desrespeitados e viram piada.
 
Há de se conhecer também o que acontece no MUNDO DESENVOLVIDO onde a ADMINISTRAÇÃO é PRIVADA e por isto mesmo não faltam INVESTIMENTOS em educação, infra-estrutura e manutenção. O caminhante tem apoio logístico e fiscalização, as trilhas tem calçamento, refúgios e sinalização. O USO é PAGO e o negócio assim se torna SUSTENTÁVEL, bem ao contrário da realidade no PARANÁ-BRASIL onde a ADMINISTRAÇÃO é PÚBLICA e reina absoluta a POLÍTICAGEM. Como exemplo cito a Casa do Ipiranga que, completamente em ruínas, gera polêmicas por pura desinformação. Muitos ainda acusam a concessionária de descaso para com o monumento sem saber (ou se fazendo de desinformado) que a casa não foi privatizada juntamente com os trilhos por pura ideologia tacanha. A União continua proprietária do imóvel e sua manutenção e proteção cabe somente ao Estado. 
 
Chamo a atenção para nossa CULTURA TUPI-GUARANI sem nenhuma conotação depreciativa que se convencionou dar ao termo. Apesar de bombardeados desde a infância com a idéia do genocídio indígena a realidade histórica da miscigenação com o europeu e o africano se impõe num simples exame de DNA. As tribos Tupi e Guarani, por gerações, nos deixaram um legado de intransigência, desobediência e liberdade que resiste aos séculos. Desde sempre foi proibido caminhar pelos trilhos da estada de ferro e nunca respeitamos isto, assim como não respeitaremos outros decretos impostos de cima para baixo. Mas também herdamos a BUROCRACIA PORTUGUESA que transforma tudo em papel, formulários, carimbos, decretos e cartórios enquanto ficamos eternamente carentes de obras de infra-estrutura e manutenção, leis demais e nenhuma fiscalização. A Trilha do Itupava, restaurada com capital alemão, passou quase um ano inteiro interditada a espera de uma licitação pública para remoção de umas poucas árvores tombadas pelo vento. Serviço executado por empresa privada em poucos dias. Só não reclamamos disto porque simplesmente desrespeitamos a proibição passando por trás das guaritas. O USO é GRATUÍTO, mas muitas vezes INVIÁVEL.
 
Adentrando no terreno das CATEGORIAS pergunto qual a lógica em subdividir em tribos quando só a UNIÃO fortalece? Exploradores, escaladores, alta-montanha, trekking e corredores necessitam de preparo físico e emocional, noções de orientação e domínio técnico em tudo semelhantes. O eterno desafio do conhecido versus o desconhecido onde o obstáculo se torna referência na próxima investida. Concluo ser esta a mais perversa forma de domínio. A quem interessa DIVIDIR para facilmente DOMINAR? Aproveitar-se do ego exagerado, muitas vezes maior que as pequenas montanhas que escalam, para nos manter ilhados em tribos beligerantes. Talvez devêssemos mudar o foco do seminário tirando proveito deste espírito guerreiro. Em vez de ficarmos nos digladiando por ações de MÍNIMO IMPACTO possamos, finalmente unidos, começar a enfrentar os desafios de MÁXIMO IMPACTO.  
 
AVENTURA é a ação em que não se tem controle sobre todos os seus efeitos e é possível CLASSIFICAR trilhas pelo POTENCIAL de AVENTURA. Baixo é o potencial de trilhas HISTÓRICAS como o Itupava, Arraial, Graciosa, Picada do Cristóvão e Monte Crista. As TURÍSTICAS como o Pico Paraná, Caratuva, Itapiroca, Tucum e Araçatuba estão no mesmo nível. Marumbi, Anhangava e Canal praticamente já se transformaram em vias de acesso para escalada. As RECREATIVAS como Ciririca, Torre da Prata, Mãe Catira, Ferraria e Pedra da Tartaruga preservam algum potencial enquanto as travessias tais como Alpha-Ômega e Ciririca-Graciosa, apesar das recentes intervenções descaracterizadoras, e montanhas como Farinha Seca, Pico X e Agudos ainda podem ser enquadradas como ESPORTIVAS. Com potencial extremo classifico as rotas inéditas e RADICAIS onde o espírito de exploração ainda é percebido. Podemos até contestar se esta ou aquela montanha está corretamente enquadrada na classificação geral, mas é inegável que a diferenciação existe e será muito útil no momento adequado, quando se decidirá quais intervenções devem acontecer em cada grupo para que cumpram os objetivos determinados num zoneamento de consenso.
 
No referente às TÉCNICAS necessárias para manutenção das trilhas existentes e abertura de novas pouco podemos acrescentar em conhecimentos específicos e planejamento. Informação é indispensável e facilmente obtida na internet, livros, clubes e no boca a boca com os mais experientes. Navegação por carta e bússola, GPS e track Maker é o básico. Topografia e curvas de nível para não se cansar desnecessariamente e nem fazer muita bobagem. Flora e geologia pra desviar das roubadas e MECÂNICA dos FLUÍDOS, esta negligenciada sabedoria desvendada por Sir Isaac Newton. A água corre sempre pra baixo e leva tudo o que estiver solto pelo caminho, então seja consciente e não trace uma linha reta pela encosta apesar da tua pressa e excepcional forma física. Sobrevivência e auto resgate porque é fundamental retornar vivo para casa, mesmo que com um só braço.
 
Arrisco-me ao propor um rápido exercício de aquecimento detalhando uma região na fronteira do Paraná com São Paulo. De um lado o binômio Cananéia-Ariri e de outro Guaraqueçaba-Batuva, sem ligação por estradas trafegáveis entre os sistemas. De Batuva para Ariri só pela famosa Trilha do Telégrafo que os naturais da terra percorrem, com grandes dificuldades, em lombo de cavalos e mulas. Esporadicamente também passam por ela alguns jeepeiros com vocação quase suicida até que um sitiante da região recebe uma herança e compra uma velha Kombi, o bem supremo, mas trafegar era impossível e reúne mão de obra familiar para construir uma ponte. De início agradou a todo mundo, mas pouco demorou para a notícia se espalhar pelo sul e sudeste do Brasil onde todo Mané com uma 4×4 resolve colocar a antes desafiadora trilha no currículo e em pouco tempo o caminho se transforma num atoleiro que nem sapo acorrentado ousaria enfrentar.
 
Enunciado o problema, perguntei pela solução mais fácil e barata para a questão proposta e não poucos na platéia sugeriram derrubar a ponte. Sem dúvida é a resposta correta, mas não foi o que aconteceu porque neste ínterim o sitiante descobriu que poderia cobrar pedágio pelo uso da ponte e vender pastel aos jeepeiros encalhados, incorporando a nova renda ao seu orçamento doméstico. Além de que os naturais gostaram de cruzar o rio sem molhar as cargas ou descer das selas, então procuraram o prefeito que desapropriou a ponte, drenou o terreno e pavimentou com saibro a trilha para todo mundo ficar feliz.
 
Todo mundo menos os jeepeiros que perderam a aventura e o sitiante que perdeu o pedágio, mas piorar é sempre uma regra e vencida a virgindade do terreno deu-se continuidade aos planos civilizatórios do governo federal. Exatamente sobre esta trilha está traçado o projeto da BR 101, então se faz uma concessão a iniciativa privada para pavimentar a rodovia e cobrar pedágio. De imediato os naturais também são expulsos pelo aumento do custo de vida e se internam mato adentro para recomeçar a história em outro lugar ainda sagrado.
 
A seguir suscito o debate em temas que considero fundamentais como a ACESSIBILIDADE. Pergunto se a montanha é para todos independente do grau técnico ou da capacidade física? Aqui a classificação anteriormente exposta adquire real importância, pois deixa óbvio que existem montanhas para todos, mas nem todas as montanhas estão ao alcance de todos. Avancei sobre o tema da SEGURANÇA indagando se para os praticantes de esportes de montanha a segurança é mais importante que a aventura? Ilustrei com a história do Camino Del Rey, perigoso e sem manutenção por decênios encontrava-se interditado legalmente sem jamais ser abandonado de todo. Centenas de destemidos aventureiros burlavam as autoridades para se arriscar por suas ruínas instáveis até que recentemente o governo espanhol gastou três milhões de euros na sua revitalização, reabrindo-o aos turistas com toda a segurança e provavelmente muito em breve o passará para a administração privada com regras rígidas e cobrança de ingresso.
 
Certamente se tornará muito lucrativo atendendo a outro tipo de público, mas os aventureiros não mais retornarão a ele. Precisamos também pensar em nós mesmos e no que nos satisfaz. Preferimos ser aventureiros e correr riscos ou turistas com toda a segurança? Acredito que poucos ouvintes entenderam que com a históriazinha da Trilha do Telégrafo e do Camino Del Rey estava, na verdade, também me referindo ao Pico Paraná através de parábolas. Ao propor um paralelismo distanciado de nossas convicções arraigadas, as parábolas permitem uma análise mais isenta da situação proposta. A ponte representava os degraus e claramente se identifica a irresponsabilidade do sitiante ao construí-la sem antes implantar a infra-estrutura necessária a preservação do próprio caminho. O Pico Paraná já é caso perdido para  a aventura. Sua trilha necessita urgentemente de calçamento e outras melhorias que só virão com administração privada e investimentos. Uma PPP como há anos preconiza o próprio Henrique (Vitamina) Paulo Schmidlin.
 
Avanço sobre o tema da RESPONSABILIDADE. A quem cabe a culpabilidade por eventuais acidentes? Ao próprio acidentado, aos amigos, ao diretor do parque ou ao proprietário que permitiu a entrada de alguns porra-loucas em suas terras? Temos ou não direito ao risco? Isto adquire notável importância na medida em que somos seguidamente impedidos de acessar determinados lugares por puro receio de futuros processos no judiciário. Temos total consciência da resposta correta, mas também sabemos da dificuldade em convencer nossas mães, esposas e filhos quando nos visitarem na gaveta gelada do necrotério.
 
E o RESGATE. Quem é responsável pelo resgate da vítima? Os amigos, as associações ou clubes? Somente o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar tem expertise e atribuições legais para isto no Estado do Paraná, mas pode requisitar equipamentos e cooperação de particulares durante as emergências. Cabe cobrança de indenização pecuniária ao acidentado ou sua família pelo uso do aparato do Estado em operações de salvamento?  Defendo ardorosamente que não, afinal somos extorquidos anualmente em aproximadamente 45% de nossa renda bruta com impostos, taxas e outras cobranças arbitrárias por este mesmo Estado que nos prestam poucos e péssimos serviços. Neste caso específico entendo pela lógica do seguro de vida que todos pagamos sem a menor intenção de receber o premio.
 
E finalmente indago qual o LEGADO que desejamos deixar para as GERAÇÕES FUTURAS? A natureza totalmente domesticada como já é na Europa, América do Norte e Japão ou preservaremos um pouco do que ainda resta da aventura de explorar? Queremos nos igualar ou diferenciar do que se faz em outras partes do planeta?
 
No referente aos CONCEITOS ainda podemos escolher entre três possibilidades latentes. A URBANIZAÇÃO com desenvolvimento da opção comercial onde lenta ou rapidamente uma trilha evolui (ou regride dependendo da ideologia) de radical para esportiva, depois para recreativa e finalmente para turística, deixando de ser interessante aos aventureiros. A CONSERVAÇÃO onde se privilegia a preservação da diversidade numa espécie de congelamento na situação atual em que ainda se tem trilhas para todos os gostos e capacidades ou SELVAGEM privilegiando a aventura e o risco.
 
Concluo o óbvio, que as trilhas classificadas como históricas são de competência do Departamento de Patrimônio da Secretaria Estadual da Cultura e nada podemos fazer além de dar palpites que ninguém deseja ouvir. As turísticas, como já disse acima, são casos perdidos para a aventura e nos cabe apenas intervenções pontuais para correção de conceito e manutenção antes que sejam definitivamente entregues a administração privada. Mas as recreativas e as esportivas ainda tem salvação se assim a comunidade de montanha entender e desejar legar a seus filhos e netos um pouco da natureza em estado puro como herdamos de nossos pais e avós.
 
Também enumerei algumas PROPOSTAS bem ao meu gosto apesar de previamente saber o destino de todas elas.
1) Liberdade total para exploração e aberturas de novas trilhas. Em pleno acordo com a máxima Tupi-Guarani que permite erguer proibições a vontade que pouca ou nenhuma atenção se dará a elas.
2) Equiparar conceitualmente a abertura de trilhas as vias de escalada incentivando apenas o uso de equipamentos móveis e provisórios. Se não é ético encher as vias de escalada com pinos, grampos e chapeletas porque seria aceitável entupir as trilhas com degraus, correntes e cordas fixas?
3) Difundir informações sobre orientação, curvas de nível e erosão . Conscientização de procedimentos responsáveis.
4) Incentivar demarcação de trilhas apenas pelo GPS e desestimular o uso de fitas, sacolas de supermercado, placas, tinta e pichações. Com a eficiência dos atuais equipamentos de orientação a preços cada vez mais acessíveis a todos é totalmente dispensável o uso desta parafernália de poluição visual que emporcalha cada árvore e pedra no caminho.
5) Repudiar o uso de ferramentas motorizadas. O facão e o serrote são mais do que suficientes para o serviço de abertura e manutenção de trilhas dispensando a necessidade de furadeiras, moto serras e roçadeiras.
 
Outros palestrantes convidados foram Matias Baldzer, como diretor ambiental da FEPAM, Getúlio Vogetta, Gustavo (Tavinho) Castanharo e Alexandre (Sassá) Lorenzetto, montanhistas que também expuseram os seus próprios pontos de vista e dividiram experiências. As palestras institucionais ficaram a cargo de Guilherme Vasconcelos, diretor de biodiversidade e áreas protegidas, BIBAP – IAP,  Rodrigo Filipak do Parque Nacional Saint Hilaire/Lange e ICMBio, Harvey Schlenker pelo IAP e Maurício Savi da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba e primeiro gerente do Parque Estadual Pico Marumbi. Destaque para este último como grande e eficiente orador. No lugar do Juiz Sergio Moro, ficaria muito preocupado se alguém como ele assumisse a defesa petista no âmbito da operação Lava-Jato.
 
Discursos revisitando temas bem conhecidos das mazelas na administração pública como a eterna falta de verba e escassez de pessoal. Que já se passou mais de 30 anos sem nenhum concurso público para a área ambiental, que não foram repostas as vagas deixadas por aposentados, demissionários e transferidos e que os funcionários restantes estão afogados sob uma montanha de papel e burocracia. Infelizmente dependia de carona para voltar para casa e perdi a palestra final do bloco, mas tenho certeza de que não fui esquecido. Falem bem ou mal, o importante é que… 
 
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Sobre o autor

Julio Cesar Fiori é Arquiteto e Urbanista formado pela PUC-PR em 1982 e pratica montanhismo desde 1980. Autor do livro "Caminhos Coloniais da Serra do Mar", é grande conhecedor das histórias e das montanhas do Paraná.

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