Teste da Mochila Thule Capstone

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A Mochila Thule Capstone 50 é uma mochila semi cargueira da marca sueca Thule. Disponível nas versões masculino e feminino é vendida em dois tamanhos, 50 e 40 litros. Nosso colunista Pedro Hauck testou e faz a avaliação do equipamento.

Pra mim a Thule sempre foi uma marca de racks e bagageiros de carro. Apesar de nunca ter tido um bagageiro da marca, sabia da fama que ela tem de fabricar equipamentos de alta qualidade e tecnologia. Quando a marca sueca resolveu lançar uma linha de mochilas fui meio cético até ser convidado para um teste de equipamentos onde pude conhecer com minhas mãos e costas e o resultado foi que gostei bastante do equipamento.
Utilizei uma mochila Capstone pela primeira vez no Huayna Potosi na Bolívia e no Cerro Charquini em 2015. O clima era frio de montanha, cerca de 5 horas abaixo de zero. Seco, tudo o que era resquício de água estava na forma sólida. Carreguei equipamentos de escalada em gelo, bota dupla, Crampon, capacete, e também roupas de frio.
Após este primeiro uso usei bastante aqui no Brasil, fazendo montanhas de final de semana, subindo no sábado e voltando no domingo, levando o essencial para este tipo de atividade: Barraca, saco de dormir, isolante inflável, jogo de panelas, fogareiro, comida e roupas.
Também acabei utilizando esta mochila como minha companheira em escaladas. Levo nela minha corda, costuras, cadeirinha etc. Utilizo ela para escalada em locais onde não preciso levar mochila nas costas, como o Morro do Anhangava PR, Falésias da região de Bragança Pta SP, Cascata Paraíso SC, etc.


Usando uma Thule Capstone na Serra da Mantiqueira – Autor: Pedro Hauck

Vamos à avaliação: Notas de 0 a 10:

O que eu achei? 

Das fitas de ajuste da mochila? (nota 7) 
Por quê? As fitas são de material de boa qualidade com componentes plásticos bem leves, mas são poucas. Não que isso impede que elas sejam bem ajustadas e nem que isso faça que elas não se compactem bem. Aliás, no meu uso, um dia levei ela lotada de equipamentos (trekking de aproximação ao campo alto do Huayna Potosi, por exemplo) e no outro vazia com apenas uma garrafa térmica (ataque ao cume da montanha), nisso foi importante a possibilidade dela comprimir bem.
Do conforto proporcionado pelo costado? (nota 8)
Por quê? O costado desta mochila é de tela, um sistema bastante simples, sem luxo, trata-se de um sistema bom e que é interessante para nosso clima pois não deixa acumular suor nas costas. Mas poderia ser mais confortável na parte lombar, onde o acolchoado é muito tímido.
Dos bolsos externos? (nota 10) 
Por quê? Apesar de ter poucos bolsos, eles estão na medida certa. A tampa tem dois bolsos o que é super interessante, pois podemos dividir as coisas pequenas naquelas que usamos mais numa trilha, como lanterna, canivete, um chocolate e aqueles outros objetos que usamos menos, como uma carteira, um carregador de celular. O grande bolso frontal é interessante para colocar um capacete ou uma blusa, sempre à mão! Um bolso em cada barrigueira, para coisas pequenas que fiquem sempre à mão, tipo um celular.
Dos bolsos internos? (notas 10) 
Por quê? O compartimento principal é único, não há divisórias. Algumas pessoas podem não gostar,  mas o uso que eu faço de minhas mochilas são sempre assim. Eu nunca dividi o compartimento principal. Lá cabe tudo o que eu preciso. Isso basta para um 10.
Da forma de aberturas e acessos ao interior? (nota 10) 
Por quê? São 3 os acessos ao compartimento principal: A tradicional abertura pela tampa, uma abertura com zíper em “U” na parte inferior e um zíper lateral. Com estes 3 sistemas você tem acesso à mochila com ela em pé, com ela deitada com o costado no chão e com ela colocada de lado no chão. Ou seja, de qualquer jeito é fácil encontrar tudo o que você precisa.
Da barrigueira? (nota 10) 
Por quê? Elas são bem acolchoadas com um sistema eficiente de regulagem e ainda com um bolso em cada uma para colocar coisas pequenas.
Da fita peitoral? (nota 9) 
Por quê?Apresentam um sistema eficiente de regulagem, boa qualidade do material.
Das alças dos ombros? (nota 8) 
Por quê? Em termos de conforto não há objeções. A Thule apresenta um novo design anatômico das alças que dá mais conforto, mas falta alguns apetrechos que hoje em dia são muito importantes. Quase todo mundo usa um GPS pendurado na alça, maquina fotográfica, Spot… Mas não há um local ideal para prender estes equipamentos por lá, sendo necessário improvisar.
Dos acessórios internos e externos (como porta-capacete e bolso para chaves)? (nota 10) 
Por quê? A mochila tem uma capa de chuva, que ajuda não somente para manter a mesma “impermeável”, mas também para preservar do pó e de rasgos. O bolso frontal pode ser usado como um porta capacete, o porta piolet (que foi utilizado) e todos os bolsos já citados completam o conjunto que fica muito usual e prático
Do material utilizado na confecção do modelo? (nota 10)
Por quê? Material de boa qualidade, resistente e com boa relação peso x resistência.
Nota pelo conjunto: (9.5) 
Por quê?  No montanhismo há quase duas décadas e recentemente sócio de uma loja de equipamentos de montanhismo, já usei e vi muitas mochilas e pude perceber que as mochilas Thule conseguiram reunir muitos atributos positivos de várias marcas, como a resistência da Deuter, atributos técnicos da Black Diamond, Leveza da Osprey. Pesquisando na internet descobri de fato que no projeto houve participação de designers de todas estas marcas.


Mochila Thule Capstone 50. Exemplo de mochila semi cargueira – Fonte: Loja AltaMontanha

A Mochila é linda, ótima para usar, muito técnica, leve e resistente. Surpreendeu! A Thule chegou com os dois pés nas costas no mercado brasileiro!
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Sobre o autor

Pedro Hauck - Equipe AM

Pedro Hauck é montanhista e escalador desde 1998. Natural de Itatiba -SP, reside atualmente em Curitiba-PR. Pedro gosta de escaladas clássicas e também de montanhismo de altitude, já tendo escalado algumas das mais altas dos Andes. É geógrafo, mestre em Geografia Física e atualmente faz doutorado em Geologia ambiental. Visite o Blog de Pedro em www.pedrohauck.net

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