Waldemar Buecken, marumbinista pioneiro falece em São Francisco do Sul (SC)

1

O escalador marumbinista, Waldemar Buecken, nos deixou nesse último domingo. Gavião como era conhecido na montanha tinha 92 anos e estava tratando uma pneumonia após a recuperação de um câncer.

Waldemar Buecken, Gavião.

O marumbinista, ao lado dos seus companheiros de escalada, foi responsável por grandes façanhas no Marumbi e região e pela evolução da escalada esportiva no país. Suas conquistas na montanha vão dos anos 1943 até 1973, época em que não existiam equipamentos de escalada aqui no Brasil.

Ainda assim, Gavião, munido com corda e botas rústicas, coragem e audácia, conquistou vias de escaladas clássicas no Marumbi e rotas consideradas impossíveis. Bernardo Seifert (Sabão) e Roberto Gradowski (Vagalume) e ele conquistaram a Chaminé do Gavião, primeira via do parque do Lineu, com o intuito de chegar ao cume do Abrolhos em 1946.

Conquista da Torre da Plata.

Gavião participou do CMC – Círculo de Marumbinistas de Curitiba e de Grupos Escoteiros nos quais abriu dezenas de trilhas para cumes de montanhas. Buecken também era torneiro e desenvolveu várias peças entre talhadeiras e grampos para proteger suas escaladas.

Os mais de 30 anos na montanha geraram um legado de inúmeras trilhas e vias e uma forma diferente de ver o montanhismo. Além disso, Buecken também deixou os relatos de suas conquistas escritos em um diário que será transformado em livro.

Montanhistas da FEPAM, junto com Vitamina homenageiam montanhista Gavião em setembro de 2019.

Compartilhar

Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

1 comentário

Deixe seu comentário