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Austria e Pequeno Alpamayo

Escalada no Condoriri


Aventura de:

Não há como chegar a um cume elevado a não ser se aclimatando. Por isso, no segundo dia após chegar em La Paz, aproveitamos um tour ao Chacaltaya para escalaminhar os últimos 250 metros entre os dois cumes

Cerro Áustria

 , ,  ,Não há como chegar a um cume elevado a não ser se aclimatando. Por isso, no segundo dia após chegar em La Paz, aproveitamos um tour ao Chacaltaya para escalaminhar os últimos 250 metros entre os dois cumes, ápice 5350 m.s.n.m.,parte tomada coberta por neve. Já no domingo, 20/07, partimos numa Van para Tuni, na região do Condoriri, onde montamos nosso acampamento base junto a Laguna Chiar Khota, a 4600 metros de altitude, ou seja, mil metros acima da altirude média de La Paz, distante 60 Km dali.
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No povoado de Tuni contratamos muleiros que levaram nosso material, e seguimos caminhando por 3 horas entre montanhas, uma paisagem única. Passamos pelas barragens de Tuni e Condoriri.
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No montar do acampamento, inevitável foi sentir dor de cabeça e mal estar, efeito da altitude.
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Na manhã de 21/07, hora de uma comemoração. Édio completava 61 anos, com a energia e espírito de garoto. Sim! A vida é diferenciada para cada pessoa e oferece oportunidades na mesma proporção em que cada um se dispõe a romper limites. Para Édio, o melhor presente era poder estar lá e viver aquele ambiente, naquela aventura.
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Nesse dia, após o almoço que um acampamento pode improvisar, fizemos uma caminhada até a base do glaciar Tarija, a uns 2,5 Km do acampamento, onde Hilton e Diogo treinaram alguns lances de escalada em gelo e logo voltamos pois o desconforto do aclimatar-se só crescia.
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Já bem melhorados no dia seguinte, 22/07, decidimos, junto com o Diogo, , encarar a subida do Cerro Áustria, um maciço de rocha com aproximadamente 5300 metros de altitude , 700 metros acima do nosso acampamento. Usando calçados leves, "equipo" fotográfico e portando lanche encaramos uma longa subida por trilha demarcada, sobre um chão tomado quase exclusivamente por cascalhos de todo tamanho, algumas vezes assustados sob muito pó. Uma subida lenta, cautelosa, cansativa e interminável. Ao ganhar altitude, cada vez mais a paisagem se impunha aos nossos sentidos com vistas maravilhosas das montanhas: Condoriri, Pequeno Alpamayo, Pirâmides Negra e Blanca, Huayna Potosí, entre muitas outras, mais abaixo outros contornos da Laguna Chiar Khota, o colorido das barracas no acampamento, e rebanhos de llamas e ovelhas pastando nas encostas, no céu, Condores planando.
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 ,Já próximo ao cume, uma placa de bronze na rocha marcava o local do passamento de um Europeu, que aos 69 anos realizava-se praticando montanhismo no ano passado.
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No tótem do cume, aos 5300 m.s.n.m., o ter vencido o desafio da trilha, nos permitiu gozar da vista da cumeada de inúmeros nevados da Cordilheira Real, ao longe o Lago Titicaca, do Vulcão Sajama, distante junto à divisa com o Chile, entre várias outras. Enfim, este foi o local para o desabrochar de muitas emoções, algumas registradas em foto e vídeo, mas principalmente para celebrar e comemorar a vida que nos permitiu lá chegar
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Por Édio e Zuchello


O Pequeno Alpamayo

 , , , Após descer do Cerro Áustria, com o grupo reduzido, Édio Zuchello e eu decidimos partir na madrugada seguinte ao glaciar Tarija, caminho para a base do Pequeno Alpamayo. Édio e Zuchello iriam ficar no Topo do glaciar aguardando e registrando imagens da escalada, enquanto eu seguiria para o cume do Pequeno Alpamayo, para isso, contávamos com o apoio de um guia de montanha Boliviano.
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A noite parecia interminável enquanto de dentro do meus saco de dormir aguardava o horário do ataque previsto para as 2:30, temia perder o horário e atrasar o grupo, já que não tinha um despertador.
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Chegada a hora, já devidamente equipado para aquela aventura, após algumas xícaras de chá e biscoitos, lá fomos nós, em meio a madrugada gélida, rumo a base do glaciar, a aproximadamente uma hora de caminhada desde nosso acampamento na beira da Laguna Chiar Khota.
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A subida do glaciar levou cerca de 4horas, numa madrugada fria, com temperatura próxima de 20° negativos. Durante a caminhada naquele ambiente frio e úmido, o corpo experimentava uma sensação de frio intenso, alternada com momentos de calor durante os trechos mais demandantes, o que causava certo desconforto, principalmente nas mão e pés que eram as partes que mais sofriam nesses momentos.
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Chegando ao topo do glaciar, já com o sol nascendo, e com uma vista magnífica de uma das regiões mais bonitas da Cordilheira Real, o que era desconforto de tornou prazer. Infelizmente meus companheiros resolveram retornar ao acampamento quando estávamos na base da escalada pois sentiam os efeitos da altitude e não queriam atrasar o grupo. ,
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A partir desse ponto já se avista toda a rota normal de escalada do Pequeno Alpamayo, uma das vistas mais lindas que já tinha visto até então, foram minutos de contemplação e repouso que recarregaram as energias para encarar o resto do caminho. Deve-se então desescalar um trecho de rocha fácil, de aproximadamente 100 metros, mas que exige cuidado, para chegar a base da escalada do Pequeno Alpamayo, uma escalada bonita através de uma aresta de neve de boa qualidade com uma inclinação máxima de 60°.
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O cume, uma pequena protuberância nevada, um lugar minúsculo que mal cabiam os escaladores que ali se encontravam, porém que satisfação enorme em alcança-lo, passei 1 hora nesse local, momentos inesquecíveis que nos fazem pensar que todo o esforço, dedicação e riscos valem a pena.
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Porém a escalada só termina quando retornamos a segurança de nosso acampamento, então começamos a segunda parte da aventura, a descida, nesse momento deve-se tomar mais cuidado ainda, pois qualquer escorregão poderia levara cordada a queda, já que desescalávamos em simultâneo e sem proteções intermediárias, se apoiando somente nas pontas de nossos piolet´s e crampons.
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 ,Já na segurança do chão firme próximo ao acampamento tive o prazer de reencontrar meus amigos que lá aguardavam, sempre prestativos,com água e comida, também me ajudaram com a mochila, pois o cansaço tomava conta do corpo após 12 horas de atividade intensa.
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Enfim, podia sentir a sensação da vitória, do dever cumprido, do sonho realizado. Agradeço aos meus companheiros que sempre estiveram ao meu lado e ao apoio por eles me oferecido, e que saibam que a maior conquista foi suas amizades.

Por Diogo Vieira Urbano




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