Trilha histórica no Paraná volta a ser alvo de bandidos

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Caminho Colonial do Itupava, antiga estrada que liga Curitiba ao litoral do Estado do Paraná, volta a sofrer com assaltos.


Por Hilton Benke

O Caminho Colonial do Itupava, que recentemente recebeu forte aporte financeiro de um banco Alemão, voltou a sofrer com os assaltos que o assolavam no final dos anos 90.

Recentemente, diversos grupos que freqüentaram a região foram abordados por um indivíduo de camisa camuflada que, portando uma arma, rende e assalta os montanhistas, retirando deles bens como carteira, dinheiro, maquinas fotográficas, tênis e roupas.

Os boatos do retorno dos assaltos começaram a cerca de 1 mês. A aproximadamente 20 dias atrás, houve uma confirmação oficial, mas chegou-se a pensar em um caso isolado. Porém, no feriado de natal, diversos grupos foram abordados pelo indivíduo, que é moreno, bem magro e possui aproximadamente 25 anos de idade e 1,70 metros de altura. Em todos os assaltos, o elemento estava usando roupas de caráter militar e boné vermelho. Ainda, segundo as vítimas dos assaltos, é evidente que o indivíduo apresentava alterações, possivelmente devido ao uso de drogas. Aliás, como sempre, as drogas estão por trás das causas da violência…

Segundo Ivan Pereira de Andrade, voluntário do IAP, “a situação piorou muito nos últimos dias, sendo que um grupo de turistas alemães também foi assaltado pelo indivíduo, e este deixou uma jovem sem roupas na trilha”.

Ivan também alerta para que as pessoas evitem andar em grupos pequenos, que são mais suscetíveis aos assaltos. Ele lembrou que a cerca de 20 dias atrás, uma das pessoas assaltadas foi justamente um policial da Força Verde, que passeava pela região num dia de folga.

Casos já esfriaram turismo na região

Assim como no final dos anos 90, quando os assaltos eram frequentes no Caminho do Itupava, os assaltos já fizeram com que o movimento na região diminuísse, afastando principalmente os turistas estrangeiros. Com isso, vários comerciantes já passam a sentir o impacto da diminuição do número de visitantes.

O montanhista Julio César Fiori lembra com tristeza da época em que visitar o Itupava era sinônimo de enfrentar uma guerra: “Nós não podíamos mais visitar a região. Quando o fazíamos, marcávamos para dias de semana, em que os assaltos eram raros.”

O Professor e Montanhista Édio Furlanetto também é um dos que lembram com tristeza daquele período ruim do Caminho: “Depois de algum tempo que os assaltantes já dominavam a região, e através de uma parceria da Polícia Militar com os Clubes de montanhismo, realizávamos rondas ostensivas, em todos os finais de semana, tanto no Itupava como no Morro do Anhangava. Conseguimos bons resultados. Fico muito triste sabendo que os assaltos na região retornaram.”

Mais problemas na região

A região que engloba o Caminho do Itupava e o Morro do Anhangava são grandes e, mesmo com a grande vontade demonstrada pelo pessoal do IAP, que ajuda a manter a ordem na região, falta de tudo: Desde equipamentos a funcionários.

Os pontos de cadastro do IAP, localizados nas entradas das trilhas do Itupava e do Anhangava, são mantidos muitas vezes com a ajuda de voluntários, como o Ivan. Porém, infelizmente, esse número é pequeno, e mais voluntários são necessários para manter a ordem na região. Para se cadastrar ou saber mais informações, clique aqui.

Outros problemas encontrados na região poderiam ser mais facilmente resolvidos, se os montanhistas e frequentadores respeitassem mais as regras locais e de mínimo impacto. Vale ressaltar que é PROIBIDO acampar ao longo do Caminho do Itupava, não se deve fazer fogueiras e deixar lixo.

:: Para saber mais sobre o Caminho do Itupava

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Sobre o autor

Texto publicado pela própria redação do Portal.

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